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Projeto desenvolvido pelo UniCeub reaproveita lonas e as transforma em ecobags. Iniciativa promove geração de renda para costureiras da Estrutural

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postado em 07/11/2014 14:01

Sinclair Maia/Esp. CB/D.A Press
 

 

Linha e agulha costuram uma parceria exemplar. De um lado, há responsabilidade ambiental; do outro, desenvolvimento social. A solução para diminuir os resíduos sólidos produzidos dentro dos câmpus do UniCeub veio da própria instituição. No início de 2013, procuraram a Associação Mãos que Criam, de costureiras da Cidade Estrutural, para fazer parte de uma série de ações sustentáveis. O projeto reaproveita lonas vinílicas para produzir ecobags.



A lona usada na comunicação interna e externa do centro universitário ganhou outro uso. As mãos habilidosas das mulheres da associação transformam o que antes era destinado ao lixo em um novo produto. Em quase dois anos, já foram produzidas 3,5 mil sacolas retornáveis, provenientes de 6 toneladas de material.

A vida de Sônia Maria Mendes, 51 anos, e de outras famílias, seria diferente se parcerias como essas não existissem. “O trabalho com as ecobags ajudou a fortalecer a nossa renda. Aqui, uma costureira pode ganhar R$ 400 por semana. É um valor quase impossível de conseguir trabalhando sozinha”, conta a associada. Quando a demanda aumenta, chegam a trabalhar no galpão cerca 52 costureiras.

 

O projeto faz parte do programa de gestão ambiental do UniCeub, que busca trazer práticas sustentáveis para o cotidiano da instituição. “A gente tenta minimizar o impacto ambiental de várias formas. Existem metodologias aplicadas para redução do consumo de energia, como também tecnologia que ajuda a economizar água. Reduzimos o uso de papel quando criamos o repositório on-line na nossa biblioteca. Em vez de guardar o material impresso, optamos por armazenar virtualmente”, explica Carlos Alberto da Cruz Junior, presidente da comissão responsável pela iniciativa.

 

Depois de realizar o mapeamento dos resíduos sólidos gerados nos câmpus, a equipe procurou uma empresa que pudesse dar o descarte adequado à lona. Contudo, não encontraram local que trabalhasse com material derivado do petróleo. O obstáculo tornou-se uma oportunidade de agregar valor social e educativo ao reaproveitamento do lixo.

 

Sinclair Maia/Esp. CB/D.A Press
 

 

“A todo momento observamos nossas ações e verificamos quais são os impactos que causam, tentando sempre trazer melhorias de forma contínua. O plástico da lona leva cerca de 500 anos para se decompor na natureza. A ecobag é distribuída para os calouros. Além de ficar mais barato que qualquer ecobrinde do mercado, damos um novo destino para o material”, lembra Carlos.

A força do grupo
A Associação Mãos que Criam foi fundada em 2003. No início, apenas 25 pessoas faziam parte. Hoje, 270 associados ajudam nos trabalhos de costura, artesanato e serigrafia. “Nosso trabalho é gratificante, colabora com a proteção do meio ambiente e incentiva a reciclagem”, afirma a costureira. O grupo participa de outros cinco projetos sustentáveis, além da parceria com o UniCeub.

Quando a lona chega ao ateliê, ela é limpa, separada e cortada. Além dos benefícios diretos, o projeto contribui com a sensibilização da comunidade sobre a importância da destinação correta de resíduos sólidos e da transformação social. “A associação me trouxe esclarecimento e sabedoria. Além de me profissionalizar, trouxe melhorias para todas as áreas da minha vida. Saber costurar não significa estar preparada para o mercado de trabalho. É muito importante ter uma formação. Tenho orgulho de ter ajudado minhas colegas de comunidade a descobrirem isso”, reflete Sônia.

Carlos Alberto ressalta que o setor privado é o primeiro beneficiado quando investe em ações socioambientais. “Como gerador ele tem responsabilidade em dar um destino adequado aos resíduos. É uma questão de consciência e atendimento às normas que já existem. As sacolas retornáveis são produtos com valor agregado. O resultado exprime a riqueza do processo e uma ação muito valiosa”, defende.

Simples atitudes ambientais que você pode praticar em casa

Economizar água
Evite deixar a mangueira ligada para tarefas simples do dia a dia. Tome banhos curtos, escove os dentes com a torneira desligada e junte maior quantidade de roupas para lavar.

Reduzir o consumo de energia
Tire os aparelhos da tomada quando não estiverem sendo usados. A chave do chuveiro na posição verão, além de banho rápido, reduz bastante o consumo. Desligue lâmpadas de ambientes em que ninguém esteja presente. Junte as roupas para passá-las apenas uma vez na semana.

Economize papel
Escolha ter contas e demonstrativos bancários em versão on-line, além de evitar imprimir materiais que podem ser vistos no computador. Essas ações ajudam a reduzir o corte de árvores e a emissão de dióxido de carbono.

Separe o lixo
É possível transformar papel, vidro, plástico e metal em novos utensílios. Coleta seletiva diária em residências e locais de trabalho facilita o reaproveitamento e a reciclagem.

Doe para reaproveitamento
Roupas, calçados, eletrodomésticos e brinquedos podem ser aproveitados por outras pessoas e instituições.

Compartilhe conhecimento
É pela educação que conseguiremos conscientizar outras pessoas a terem atitudes sustentáveis. Ao reduzirmos os excessos, teremos um planeta muito mais sustentável e melhor qualidade de vida.

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