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Correio Braziliense ARTIGO

Artigo: Ciências humanas e suas tecnologias


postado em 17/09/2018 07:00 / atualizado em 17/09/2018 10:20

Automagno da Silva (história)
Marcos Sampaio Brandão (geografia)
Professores do Centro Educacional Sigma

 

O Enem divide suas questões por quatro grandes áreas do conhecimento. Entre elas, a de ciências humanas e suas tecnologias, que explora o conteúdo de sociologia, filosofia, história e geografia. Essas duas últimas ainda tomam conta da maior parte da avaliação, mas o número de questões de filosofia e sociologia tem crescido a cada edição do exame. Os principais temas giram em torno da natureza do conhecimento, cidadania, ética, justiça e as questões do mundo do trabalho, da cultura e da indústria cultural. Outra característica importante é a interdisciplinaridade: a maioria dos temas exige que os alunos usem os conhecimentos de mais de uma das disciplinas envolvidas.
 
Também parece irreversível a tendência de valorizar conteúdos, como nos vestibulares mais tradicionais. Para a prova deste ano, há um universo grande de temas que podem ser abordados. Nem por isso, a prova de ciências humanas, no entanto, costuma dialogar com temas de maior visibilidade dos contextos atuais, sendo assim, alguns especialistas no exame têm apostado que a prova priorizará dois eixos temáticos: cidadania e liberdade e a questão dos direitos humanos.
 
Movimentos sociais, em especial o movimento trabalhista, também são apostas para a edição do Enem 2018, podendo ser abordados tanto nos conteúdos de história geral, levando em conta as mudanças na relação capital trabalho por ocasião da Revolução Industrial, quanto nos conteúdos de história do Brasil, em que a abordagem principal se fixa nas relações com o Estado; neste caso o foco é a Era Vargas. Nas questões com o viés mais histórico, o exame vem trazendo mais questões de história do Brasil do que do resto do mundo.
 
Em geografia também predomina Brasil, especialmente geografia agrária e meio ambiente. Em filosofia e sociologia, evidencia-se a cobrança dos conceitos mais fundamentais dessas disciplinas, exigindo do aluno uma leitura e interpretação bem mais apurada e um domínio maior dos temas. Pode estar nesse ponto a maior dificuldade na prova.
 
A geografia do Enem é uma avaliação contextualizada, nacionalizada e direcionada a cinco eixos cognitivos gerais, que se iniciam pelo domínio da linguagem,  por meio da interpretação de texto , passam pela compreensão de fenômenos e pelo enfrentamento de situações-problema — até se chegar à construção de uma argumentação e elaboração de proposta para determinado problema.
 
A contextualização é apresentada por intermédio de textos, mapas, gráficos, tabelas, figuras e imagens, para que o estudante possa chegar a uma proposta coerente e direcionada à sociedade enquanto coletividade socioespacial. Por fim, a nacionalização da prova se dá em não cobrar nada que seja particularidade direcionada a coisas específicas de determinada localidade, pelo fato de a mesma prova ser aplicada em todo o território nacional. 

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