Publicidade

Correio Braziliense

Professores de humanas apostam em prova mais conteudista em 2019

Paulo Macedo (geografia) e José Augusto (história), do Sigma, esperam abordagem sem ênfase em temas de minorias nem controvérsias sociais


postado em 08/10/2019 16:50 / atualizado em 08/10/2019 17:06


A tarde desta terça-feira (8) foi de revisão no Especial Enem do Correio. Os professores Paulo Macedo (geografia) e José Augusto (história), do Colégio Sigma, estiveram nos estúdios do jornal para, em bate-papo descontraído com a apresentadora Millena Campello, dar dicas para a prova de ciências humanas do exame. Eles responderam questões de edições antigas do exame, selecionadas por eles. 
Paulo Macedo (esquerda) e José Augusto: treino e linha do tempo são as dicas dos professores(foto: Millena Campello/Esp. CB)
Paulo Macedo (esquerda) e José Augusto: treino e linha do tempo são as dicas dos professores (foto: Millena Campello/Esp. CB)

Falta menos de um mês para a prova de humanas, aplicada em 3 de novembro, em conjunto com linguagens e redação. Para José Augusto, o momento é de manter o foco nos assuntos que mais aparecem. Ele lista: “Em história, há sempre questões como a história do Brasil, período republicano, Período Vargas e Ditadura Militar. São temas muito recorrentes no Enem”.

Para tanto, a dica do professor é fazer uma linha do tempo, de modo que o candidato enxergue a cronologia dos temas da disciplina. “Digo sempre para os alunos fazerem essa linha, especialmente em história contemporânea, geral e do Brasil.” 

Além do mapeamento dos temas mais comuns, Paulo Macedo sugere muito treino em casa na resolução de questões. “Há necessidade de olhar temas recorrentes e treinar. O Enem é uma maratona de exercícios. Até porque, na hora da prova, vale muito a capacidade que o candidato tem de responder todo o conteúdo, identificando os distratores e eliminando o que é absurdo”, afirma.

Conteudista

Para os professores, a prova de 2019 tem tudo para ser mais conteudista e de menos contextualização. Declarações recentes do governo federal e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, levam a crer que a seleção do banco de questões privilegiará itens que não gerem polêmicas. 

Professor José:
Professor José: "Enem mais conteudista me 2019" (foto: Millena Campello/Esp. CB)
Muito diferente do que foi o ano passado, portanto. “A prova de 2018 caminhou muito por questões sociais, como lutas de minorias e direito das mulheres. Então, levou os alunos a trabalharem muito com a interpretação do texto. Neste ano, acreditamos que isso vai mudar”, acredita. “O aluno deve ter mais cuidado, pois isso já foi anunciado pelo próprio Inep.”

Não por acaso, alguns dos itens respondidos na live foram colhidos de edições bastante antigas do exame, como de 1998 ou 2002. A seleção surpreende, mas se explica pela expectativa de retorno aos modelos mais antigos do exame. “Imagino a prova deste ano como muito mais conteudista do que conceitual, evitando temas sociais e políticos”, especula. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade

MAIS NOTÍCIAS

publicidade
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade