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Correio Braziliense

Familiares acompanham candidatos durante o segundo dia do Enem 2019

Em locais de prova onde a equipe de reportagem verificou a aplicação do teste, vários candidatos chegaram ao exame na companhia dos pais ou de outros familiares nesta edição


postado em 10/11/2019 17:36 / atualizado em 10/11/2019 18:24

Nervosismo e ansiedade com o conteúdo e até com o medo de chegar atrasado são sentimentos comuns aos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para dar apoio aos filhos, foram vários os pais e familiares que resolveram acompanhá-los até a porta do local de prova.

 

Regina espera a filha sair da prova, no Gisno(foto: Matheus Ferrari/CB/D.A Press)
Regina espera a filha sair da prova, no Gisno (foto: Matheus Ferrari/CB/D.A Press)
Alguns até optaram por esperar os inscritos do lado de fora até o término do exame. Regina Nunes, 38 anos, acompanhou a filha Rita Quéssia, de 17 anos, até o Gisno. A faxineira se mantém firme na esperança de ver a adolescente ingressar no ensino superior.

 

“Muitas vezes, eu sou mais nervosa do que ela. Estou aqui ansiosa, esperando que ela tenha uma pontuação melhor para conseguir alguma coisa. Eu não dou conta de pagar uma faculdade. Então, se ela for bem, vai ser muito melhor”, conta.

 

Depois de Rita Quéssia entrar para fazer a prova, Regina permaneceu no local para aguardar a saída da jovem. O sofrimento da espera que foi amenizado por uma sombra e um bom livro. “Não estaria fazendo nada em casa. Então, vim acompanhar. Em vez de ficar lá, decidi vir, ler um livro e esperar por ela”, diz.

 

A mãe diz que a filha entrou pelos portões do Gisno em busca de um sonho de criança. “Ela desenha desde pequenininha. Nunca gostou de brincar como uma criança normal, que pega uma boneca e sai brincando. A única coisa que ele pedia para mim era lápis, caneta e pincel pra desenhar”, conta Regina.

 

A filha dela estuda no Centro Educacional (CED) 1 do Cruzeiro Novo e deseja ser aluna de design na Universidade de Brasília (UnB). A rotina de estudos de Rita, segundo Regina, é intensa. “Ela estuda o dia inteiro e só folga em duas tardes durante a semana, na segunda e na terça. Ultimamente, ela tem  estudado até 1h ou 2h da madrugada", detalha. "Às vezes, chego do trabalho cansada e vou dormir. Quando acordo de madrugada, ela ainda está estudando”, diz.

 

Eurides dos Santos, 63, ficou esperando a neta sair da prova, na Upis, para abraçá-la. "Ela me disse que vai sair mais cedo. Então, já estou aqui esperando. A princípio, ela quer fazer ciências políticas na UnB", conta ela, que está lá acompanhada de outra neta: Yasmin Angeliny Figueiredo, 13.

Eurides vai esperar uma neta sair do Enem, acompanhada de outra neta, Yasmin(foto: Thaís Umbelino/Esp. CB/D.A Press)
Eurides vai esperar uma neta sair do Enem, acompanhada de outra neta, Yasmin (foto: Thaís Umbelino/Esp. CB/D.A Press)

A avó acredita que oferecer apoio nesse momento é crucial para que a prova seja encarada da melhor maneira. "Ela mora comigo. Então, tenho preparado minha neta para essa fase. Hoje, o adolescente fica muito na internet. Temos que acompanhar o que eles estão fazendo", afirma.

 

No primeiro dia, Eurides acredita que a neta se saiu bem. "Ela leu a redação para mim e eu gostei muito", contou. A prima Yasmin sabe que será a próxima e se prepara para a dinâmica do Enem: "Eu faço companhia para a minha avó. Sei que no futuro ela também irá me buscar na prova", diz. 

 

Sara Loraine, 17 anos, estudante do último ano do ensino médio veio até o local de prova com o pai, Cesario Soares, 69 anos, por estar muito ansiosa. “Eu estou tão nervosa que nem sei se conseguirei fazer a prova”, contou a jovem, antes de entrar para fazer a prova.

Sara veio fazer prova no Uniplan acompanhada do pai, Cesario(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
Sara veio fazer prova no Uniplan acompanhada do pai, Cesario (foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)
 

“São muitas horas de prova, de leitura. Às vezes, quando chegamos às últimas questões, a gente acaba errando besteira." Cesario conta que, nos minutos antecedentes à prova, tentou acalmar a filha e descontrair o clima, mas não foi fácil. “Ela me pediu para acompanhá-la porque estava muito nervosa. E nós, como pais, acabamos ficando nervosos com nossos filhos.” 

 

Faltando meia hora pra abertura dos portões o movimento em frente ao colégio Gisno, 906 norte, é de bastante tranquilidade. Apenas os ambulantes se preparavam pra receber os estudantes que vão fazer a segunda etapa do Enem deste ano. 

 

Já na Upis, na 912 sul, o movimento de carros e de pedestres já estava mais intenso. De acordo com o agente D.Ribeiro, do Detran-DF apesar de não ter um número preciso da quantidade de estudantes que farão prova na universidade, a expectativa é de trânsito mais intenso próximo ao horário de fechamento dos portões.

 

“Aqui não foi criado uma vi de acesso alternativa porque as vias já existentes, em tese, permitem um fluxo maior de veículos já que são separadas para os dois sentidos. Até agora está tranquilo, não recebemos nenhum chamado, mas sempre no horário de chegada, o trânsito causa algum transtorno”, explicou.

 

A servidora pública Raquel Menezes, 54 anos, disse que chegou ao local de provas da filha Rafaela Menezes, 17 anos, com uma hora de antecedência com relação a abertura dos portões. 

Raquel trouxe a filha Rafaela ao local de prova, na Upis, uma hora antes do horário de abertura dos portões(foto: Agatha Gonzaga/Esp. CB/D.A Press)
Raquel trouxe a filha Rafaela ao local de prova, na Upis, uma hora antes do horário de abertura dos portões (foto: Agatha Gonzaga/Esp. CB/D.A Press)

“Todas as provas dela, todos os vestibulares, nós chegamos sempre com uma hora e meia de antecedência. Aí ela fica mais tranquila, lancha no carro. A gente sempre prefere chegar e ficar esperando do que ficar parado no engarramento”, esclareceu. 

 

*Estagiárias sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa 

 

 

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