Enem

MEC fará consulta sobre adiamento do Enem em junho, diz Weintraub

Pelo Twitter, ministro comemorou as mais de 4 milhões de inscrições e afirmou que ministério perguntará aos estudantes sobre adiar ou não o exame

Ana Paula Lisboa
postado em 19/05/2020 17:34
 (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pelo Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintrab, anunciou live sobre o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), às 18h, em seu Instagram. Ele disse ainda que o Ministério da Educação (MEC) fará uma consulta com os próprios estudantes para saber a opinião deles sobre o adiamento do Enem.

"Hoje são 4 milhões e 100 mil inscritos. Vamos perguntar para quem está inscrito. Isso é democracia. Se a grande maioria topar adiar, vamos adiar. Vamos escutar os brasileiros. Essa é a minha proposta", disse na live no Instagram.

"Se tiver uma votação expressiva para adiar ou não, a gente vai acatar", prometeu. Ele disse que ouvir os próprios inscritos é melhor do que escutar representantes de movimentos sociais e instituições, citando a UNE (União Nacional dos Estudantes).

Ao responder comentários e dúvidas dos internautas, Weintraub disse que estava "chovendo elogios", apesar das diversas críticas deixadas na live. Na visão de Weintraub, o resultado de movimentos no sentido de adiar o Enem será a invalidação do exame, que poderia deixar de ser adotado por várias universidades.

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Perfil de quem faz o Enem

"63% das pessoas que fizeram o Enem ano passado já tinham terminado o ensino médio. São poucas pessoas que entram na faculdade de primeira. E ainda tem os treineiros que são 12% dos inscritos. O resumoé que 75% das pessoas não estão no último ano do ensino médio. E uma parte dos que estão no último ano do ensino médio vai querer fazer o Enem", informou o ministro.


Suspeita de torcida contra

Weintraub diz acreditar existir interesse por parte de alguns grupos no sentido de desarticular todo o ensino superior do Brasil. Entre esses grupos, ele citou "oligarcas e monopolistas", além do movimento de esquerda para o qual, na opinião de Weintraub, "quanto pior, melhor".

Riscos ao calendário de programas

Weintraub observou que adiar 30 dias, por exemplo, seria uma opção mais sensata do que passar a prova para fevereiro ou março, que significaria perder um ano. Um adiamento moderado permitira manter o calendário de programas, como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e o Prouni (Programa Universidade para Todos).

Ele disse que a gestão dele não é radical nem insensível, por isso mesmo quer perguntar aos estudantes que farão a prova se deles desejam manter a data, adiar ou suspender o exame. Com relação aos participantes do Enem que não têm internet, o ministro alegou que eles podem participar da enquete usando a internet da escola quando as aulas voltarem.

Desigualdades

O ministro admitiu que nem todos têm as mesmas oportunidades de estudar durante a pandemia. No entanto, disse que as cotas raciais e para alunos de escolas públicas já existem para corrigir "eventuais desigualdades". Também afirmou que não será a metade do último ano escolar que vai corrigir isso.

Medidas sanitárias

Abraham Weintraub já avisou que a realização do Enem sairá mais cara, já que será preciso ter mais espaço entre as cadeiras e, portanto, mais locais de prova. Também haverá custos com álcool em gel, por exemplo.

Modernização

Sobre o Enem digital, que será aplicado para 500 mil pessoas, Weintraub afirmou ter a pretensão de torná-lo universal antes de 2026. O novo Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), anunciou Weintraub, será digital.

Confira tweets do ministro sobre uma enquete sobre o Enem:

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