Semestralidade agora é obrigatória

Escolas de ensino médio da rede pública do Distrito Federal adotam modelo de semestralidade

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postado em 16/02/2018 11:20 / atualizado em 16/02/2018 11:31

As 92 escolas de ensino médio da rede pública do Distrito Federal precisam adotar o modelo de semestralidade. Agora, as 14 disciplinas obrigatórias serão vistas em um semestre e não em um ano, como o método anterior. O novo perfil de ensino foi previsto pelo Plano Distrital de Educação do DF (PDE), aprovado na Câmara Legislativa em 2014. O objetivo é reduzir taxas de abandono e reprovação, além de evitar o acúmulo de matérias pelo aluno.

O prazo final para a conversão é este ano. Entretanto, apenas 38 colégios aderiram ao sistema no ano passado. A autorização para que as escolas adotassem o modelo de forma opcional saiu dois anos depois. O texto é fruto de recomendação do Ministério da Educação.

Organização

Na prática, as matérias serão divididas em dois blocos. No primeiro semestre, por exemplo, os 83 mil estudantes, pelo método, vão estudar química, biologia, história, filosofia e inglês. No segundo, terão aulas de física, geografia, sociologia, artes, espanhol e parte diversificada (PD). Apenas português, matemática e educação física continuam o ano todo.

Daniel Crepaldi, subsecretário de Educação Básica (Subeb) do DF, enfatizou que a medida tem mais aspectos positivos do que negativos.  “É uma nova forma de organização de tempo e espaço da escola. Com a semestralidade, é possível melhorar o índice de aprendizagem, além de reduzir o número de reprovação e abandono escolar. Mas, se não houver uma estrutura e preparo dos docentes, o sistema será falho”, explicou.

Um levantamento da pasta — Censo Escolar 2011 a 2016 — mostrou que as escolas indicaram redução no índice de reprovação assim que aderiram ao sistema. A evasão escolar também diminuiu. Anteriormente, 24% dos alunos reprovavam. Depois da semestralidade, o número caiu para 16%. Os estudantes que abandonavam os estudos, antes do modelo, correspondiam a 11%. A proporção, após a inclusão do novo método, ficou em 8%.

Os estudantes do Centro Educacional 404 do Recanto das Emas (CED 404) conhecem o sistema desde 2013. “O método ajudou a melhorar os resultados”, ressaltou o supervisor da direção, Paulo Henrique Cruz. Já no Centro de Ensino Médio 03 do Gama, o modelo testado em 2013 não deu certo.  “No papel é ótimo, mas falta recurso humano. Vamos ver se agora melhora, mas acreditamos que nada evoluiu”, criticou a diretora, Rosilene Nóbrega.