Torneio Nacional de Robótica começa nesta sexta-feira (16)

Desafio das equipes é apresentar soluções para a temática deste ano: a água. Quatro times do DF tentam chegar às competições internacionais

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postado em 13/03/2018 15:55 / atualizado em 13/03/2018 16:00

A partir desta sexta-feira (16) até domingo (18), as melhores equipes de robótica do país começam a participação na FISRT LEGO League (FLL), competição de robótica nacional organizada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). Ao todo, são 83 times de escolas públicas e particulares, compostos por alunos de 9 a 16 anos. As inscrições para assistir ao evento em Curitiba, no câmpus da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), localizado no Jardim Botânico, são gratuitas. 

As equipes conquistaram o direito de participar da etapa nacional após se classificarem nas seletivas regionais em 11 estados e no Distrito Federal (DF). Nesta temporada, o tema "Hydro dynamics" movimenta a disputa. Os estudantes tiveram que pesquisar e apresentar soluções inovadoras para os problemas em torno da temática, essencial para toda a população mundial. Estima-se que até 2030, a população atinga 8,3 bilhões de pessoas, aumentando em 30% a demanda pela água. 

Transporte, uso e descarte da água estão entre os tópicos abordados. Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) mostrou que cerca de 1,8 bilhões de indivíduos viverão em regiões com grande escassez hídrica até 2025.Brasília, capital federal, enfrenta racionamento desde o ano passado, por exemplo. Um relatório da Agência Nacional de Água (AN), revela ainda que quase 50 milhões de pessoas foram atingidas por secas ou estiagens entre 2013 e 2016. 

DF muito bem representado
 
Barbara Cabral/Esp.CB
 

Quatro equipes representarão a capital federal na FLL. Todas elas são formadas por alunos e professores do Sesi. Albatroid (Sesi Taguatinga), Legofield, Lego of Olympus e MegaZord (Sesi Gama) estarão na disputa. A Albatroid vai apresentar um controlador de consumo de água residencial que auxilia os moradores a identificar os pontos em que mais se gasta e, assim, evitar o desperdício. A Legofield tem uma proposta parecida. Os estudantes propõem um sistema de registro eletrônico para reduzir o consumo, levando em consideração a recomendação da ONU de uma média diária de até 110 litros por habitante. Para isso, seria instalado logo na saída da caixa d'água. 

A Lego of Olympus não seguiu a abordagem do desperício residencial. Baseada em estudo da ONU, que afirma que 72% da água no Brasil é destinada para a agricultura, a equipe propõe um aparelho que mede a umidade do solo e, dessa forma, evita que o agricultor irrigue a terra desnecessariamente. Por último, o time MegaZord, volta as atenções para o que ocorre dentro das residências. Na fase de pesquisas, os estudantes descobriram um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMs) que afirma que cerca de 75% da água das casas é consumida no banheiro. O grupo propõe, então, a criação de uma substância que altera o mau cheiro e a cor da urina, trazendo a sensação de limpeza e diminuindo a necessidade de descarga. 

Etapas da competição

A primeira delas é o desafio do robô. Nesta etapa as equipes colocam os robôs de lego para cumprir as missões estabelecidas. Para tornar as tarefas possíveis, os robôs podem navegar, transportar, capturar, atirar ou entregar objetos na mesa de competição. Os estudantes têm 2 minustos e 30 segundos para finalizar cada etepa. A segunda forma de avaliação é na categoria "Design do Robô", em que os objetos são analisados por juízes. 

É claro que o objetivo maior, uma pesquisa na área de hidrodinâmica, também será pontuada. A solução encontrada para a temática será apresentada aos demais competidores e avliada por juízes. A última categoria que conta pontos é a "Core Values", em que os alunos devem mostrar que sabem trabalhar em equipe. Ganha quem obtiver o melhor desempenho na soma das quatro etapas. Os melhores classificados disputarão torneios internacionais de robótica nos Estados Unidos, Hungria e Estônia. 

Sesi e o estímulo à robótica 

O Sesi adota a robótica como parte do projeto de educação desde 2006. Passando pelo ensino fundamental e médio, são cerca de 459 escolas que ofertam robótica em todo o país. São cerca de 190 mil alunos na rede.