GDF apresenta cinco bandeiras para melhorar o ensino

O programa foi lançado nesta segunda-feira pelo secretário de educação, Rafael Parente

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postado em 25/03/2019 13:36 / atualizado em 25/03/2019 20:43

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta segunda-feira (25/3), mais um projeto com foco na educação. O plano estratégico da rede distrital de ensino, intitulado EducaDF, engloba cinco macropolíticas que serão desenvolvidas ao longo dos quatro anos de governo, conforme antecipado pelo Correio na semana passada. As bandeiras incluem medidas em andamento e direcionarão os trabalhos do Executivo. Na prática, as ações serão voltadas à valorização dos educadores, segurança, infraestrutura, excelência e à inovação. 
 
Jéssica Eufrásio/CB/D.A Press
 

O secretário de Educação do DF, Rafael Parente, detalhou as ações durante cerimônia no Palácio do Buriti. O plano, segundo ele, é reunir todas as ações e projetos do setor em torno das políticas. “O governador Ibaneis (Rocha) quer que o DF se torne a unidade da Federação mais avançada em todas as áreas. Por isso, precisamos priorizar a educação pública”, ressaltou. Em investimentos para a construção de escolas e creches, estão previstos de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões, provenientes de parcerias público-privadas e recursos internacionais para o EducaDF.

Um novo regimento interno também está nos planos para as escolas do DF. As instituições de ensino terão até duas semanas para sugerir mudanças. "De alguma forma, estamos nos aproximando do regimento das escolas de gestão compartilhada, porque os próprios professores e diretores sentem falta desse empoderamento para lidar com questões de indisciplina e crimes", comentou o secretário de Educação.

Bandeiras do EducaDF

Sob a bandeira do Sempre Aprender, ficarão as ações voltadas ao acolhimento, fortalecimento e à valorização dos profissionais. Entre as medidas que estão por vir, há a criação de um portal para o programa EducaDF, além de polos do Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (Eape) em todas as regionais de ensino. O Buriti também avalia com a Secretaria de Fazenda o reajuste salarial dos professores. “O governador deve ter boas notícias em breve”, assinalou Rafael Parente.

Na Educação para a Paz, estão as propostas voltadas à segurança. Elas incluem a instalação de cercas, 40 mil câmeras e de sistemas de reconhecimento facial nas escolas. De acordo com Rafael Parente, 17 polos da Polícia Militar auxiliarão nesse trabalho. Entre os planos ainda há a criação de um botão de emergência, que conectará as instituições de ensino à PM. 

As medidas do Escolas que Queremos serão voltadas a um grupo de 185 colégios que receberão mais recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). “Queremos aumentar a autoestima de professores e estudantes e reduzir as taxas de abandono escolar”, explicou o secretário. As ações envolvem a instalação de equipamentos tecnológicos e o investimentos em recursos humanos.

Segundo a pasta, esse grupo de colégios receberá um incremento de 15% do Pdaf. A escolha deles decorreu de avaliações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), dos resultados em provas internas e externas, além de simulados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e avaliações diagnósticas de reprovação e evasão escolar. Os 14 coordenadores regionais de ensino selecionaram os 185 colégios com problemas mais críticos.

Entregar escolas e creches, criar subsídios para cuidar da educação inclusiva e integral e inaugurar escolas bilíngues em parceria com embaixadas fazem parte da macropolítica Excelência para Todos. Nos planos do  GDF está a abertura de 40 escolas e 100 creches. Para isso, estão previstos recursos internacionais e parcerias público-privadas. No entanto, não há definição de onde ficarão as 140 unidades.

“Ninguém pode ficar para trás. No início do ano, fizemos um esforço para não deixar ninguém de fora da escola. Também estamos discutindo parceria com as embaixadas da França e dos Estados Unidos”, ressaltou o secretário. As atividades terão apoio da Embaixada da Espanha e começam em três semanas. O projeto se estenderá a estudantes do ensino médio e dos últimos anos do ensino fundamental.

O quinto plano, intitulado iNov@, é voltado à modernização dos colégios e do sistema educacional. Cada professor deve receber um laptop para uso pessoal, assim como os alunos do ensino médio. Como forma de incentivo para não deixarem os estudos, eles poderão ficar com os computadores caso concluam o ciclo. 

Ainda nesse plano, um sistema de inteligência artificial monitorará os avanços dos estudantes para analisar a melhor forma de aprendizado para cada um deles. Diante disso, o secretário espera que a lei distrital que proíbe o uso de aparelhos celulares em sala de aula passe por modificações. “Nossas crianças e jovens são nativos digitais. Precisamos que professores e alunos estejam preparados para fazer uso pedagógico dessas ferramentas”, pontuou Rafael Parente.

Além dele, deputados federais, distritais e outras autoridades participaram da solenidade no Palácio do Buriti. Representando o governador Ibaneis Rocha (MDB), o vice Paco Britto (Avante) discursou em apoio do EducaDF. “Serão cinco bandeiras que colocarão o Distrito Federal como a melhor educação do país”, concluiu.