MEC não apresentou avanços durante novo governo, avalia Todos pela Educação

Organização apresentou um balanço sobre educação durante os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro

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postado em 10/04/2019 20:47 / atualizado em 10/04/2019 21:18

Nesta quarta-feira (10), o governo Bolsonaro completou 100 dias, e o Todos pela Educação divulgou um relatório que avalia os avanços — ou não — da nova gestão na área educacional. O balanço foi feito por meio da análise de textos públicos e revelou um diagnóstico de "paralisação" do Ministério da Educação (MEC). 

"Nos primeiros 100 dias de governo, não houve praticamente nenhum avanço relevante por parte do MEC”, afirma Olavo Nogueira Filho, diretor de Políticas Educacionais do Todos pela Educação. Ele aponta um estado de inoperância e uma disputa de poder no Ministério como alguns dos problemas que marcaram a pasta este ano. 
 
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
 
O Todos pela Educação analisou as “sete prioridades para a qualidade da educação dar um salto”, definidas por um grupo de especialistas em políticas educacionais em 2018. De acordo com o balanço, apenas uma delas teve avanços concretos — a política de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A nova proposta do ensino médio contou com avanço parcial. 


Novo Ministro da Educação

Olavo elenca como algumas das missões essenciais do novo chefe do Ministério da Educação, Abraham Weintraub, que tomou posse na terça (8), conseguir estruturar uma equipe que tenha conhecimento sobre os principais desafios do setor e, de fato, implementar uma agenda de maneira consistente e rápida.


"O Governo colocou à frente alguém sem experiência prévia — isso não é fator determinante para o sucesso ou não. No entanto, a escolha surpreendeu", diz. O porta-voz do Todos pela Educação não sabe se o campo do ensino melhorará no país com o novo nome à frente do Ministério da Educação. "Para isso, é necessário abrir diálogo com os principais atores do cenário educacional. Nesse sentido, foi positiva a manifestação do novo ministro na posse, pois propôs abertura ao diálogo, que não existia antes", compara.
 
*Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa