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Correio Braziliense

MEC repassa R$ 60 milhões para Tecnologia levar internet a escolas rurais

Expectativa é de que os recursos alcancem 14% das 57 mil escolas rurais do país, diz Weintraub. Ministro aproveitou para alfinetar a gestão passada


postado em 23/08/2019 20:10

Mais de R$ 60 milhões devem ser repassados do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC). Os recursos fazem parte do programa Inovação Educação Conectada e devem ser direcionados para a implantação de internet em 8 mil escolas públicas em regiões rurais de todo o país. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23/08) pelos ministros Abraham Weintraub e Marcos Pontes, do MEC e MCTIC, respectivamente.
Pontes (esquerda) e Weintraub (dir.): recursos fazem parte do programa Inovação Educação Conectada (foto: MEC)
Pontes (esquerda) e Weintraub (dir.): recursos fazem parte do programa Inovação Educação Conectada (foto: MEC)

A pasta ainda afirmou que, ainda em 2017, foi repassada a primeira parcela, também no valor de R$ 60 milhões. Segundo os ministros, até 2023, R$ 360 milhões ao todo serão liberados para o programa. Até então, a meta do Ministério era de conectar 6,5 mil escolas. 

Implantação sem custos

As escolas devem receber 10 megabytes de internet via satélite, sem nenhum custo adicional. Em 2019, o projeto já atendeu 5.662 instituições de ensino em 1.758 municípios, com aproximadamente 2 milhões de estudantes beneficiados, de acordo com dados apresentados pelo MEC. A expectativa é de que os recursos alcancem 14% das 57 mil escolas rurais do país – a maioria deles em instituições no Nordeste. A primeira escola a receber conexão foi a Escola Municipal São João do Ubim, de Manacapuru (AM). 

Para ter acesso à internet, as escolas precisam ter mais de 149 estudantes, além de preencher outros pré-requisitos: "As unidades rurais não podem ter atualmente acesso à internet e devem contar com computadores para os estudantes", disse Weintraub.


Ministro compara gestões

O ministro da Educação aproveitou o anúncio para criticar a gestão de recursos de governos passados. "Quem está levando internet para os municípios são todos os brasileiros que pagam imposto. Cada vez que a gente faz qualquer coisa aqui, compramos um pão, pagamos uma conta de luz, vem imposto. E esse imposto, antigamente foi utilizado para fazer estádio de futebol, que fica fechado a maior parte do ano."

"O que o presidente Jair Bolsonaro fez foi inverter as prioridades: ao invés de obras faraônicas, estão investindo na base da nossa sociedade, na próxima geração", continuou o ministro. "A educação é a prioridade, porque ela (educação) é um dos pilares para você ser livre".


Desafio

Por fim, Weintraub lançou um "desafio" de universalização da internet aos parlamentares do governo. "O governo do presidente Bolsonaro é um governo liberal, que permite ao mercado apresentar soluções. Aqui, lanço um convite para os parlamentares para a gente discutir o Plano Nacional da Educação (PNE). Ao invés de colocarmos metas que talvez não representem tanto o bem estar da sociedade, podíamos trazer a meta de universalizar o acesso à internet no Brasil", propôs. 

Ele enxerga viabilidade no projeto. "Vale a pena discutir isso sim, não é tão caro, é viável, é factível, e eu duvido que qualquer brasileiro não vai concordar com isso". 

"Não só caderno e lápis"

Professores e alunos da Escola São João do Rio, no Amazonas, primeira escola rural a receber a iniciativa, agradeceram a ação do governo em videoconferência. "Há dois meses foram instaladas antenas e a internet começou a funcionar na nossa escola. Agora, está em período de teste. As crianças ficaram felizes, todos ficaram felizes. Isso vai ser importante para a felicidade dos alunos e para o trabalho pedagógico de nossos professores", disse o professor e gestor da escola, cujo nome não foi audível durante a conferência. 

"Podemos pesquisar trabalhos e vídeos sobre educação. Não vai ser mais aquilo de você ver só o caderno e o lápis. Você vai ter uma amplitude para todos", expressou o representante dos estudantes do 9o ano da instituição, Gustavo, cujo sobrenome não foi identificado. 

 
*Estagiária sob supervisão de Jairo Macedo

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