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Correio Braziliense

MEC envia ofício sobre 'ambiente sadio' e 'não doutrinação' às escolas

Documento Escola de Todos foi entregue a secretários de educação nos estados, municípios e no Distrito Federal


postado em 23/09/2019 16:59 / atualizado em 23/09/2019 19:52

O Ministério da Educação (MEC) enviou um comunicado, na tarde desta segunda-feira (23), para secretários de educação nos estados, municípios e no Distrito Federal, bem como para os presidentes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com as diretrizes batizadas de Escola de Todos. Em entrevista coletiva, o ministro Abraham Weintraub explicou e defendeu o programa, definido pelo MEC como forma de "assegurar um ambiente propício à cultura da paz na rede pública de ensino das diversas regiões do país". 

 
“Queremos ressaltar que o papel da escola é criar a próxima geração de forma sadia, humana e civilizada. Queremos que as estratégias de ensino possam potencializar o futuro das crianças, em um ambiente sadio, combatendo bullying e suicídio, respeitando o direito dos professores de ensinar, mas sem doutrinar”, disse o ministro.
 
Na prática, o documento serve como reforço do que o governo federal classifica como defesa contra o "viés ideológico" que rondaria escolas do país. Perguntado a respeito, Weintraub afirmou: “A lei já determina que o ambiente seja sadio, amistoso, de não doutrinação, plural. Acompanhar, dia a dia, o que o professor vai ensinando". 

Ministro Abraham Weintraub(foto: Reprodução)
Ministro Abraham Weintraub (foto: Reprodução)

No documento, o MEC orienta sobre o desenvolvimento de ações com o objetivo de garantir a adoção de padrões educacionais que visem à cultura da paz, assim como à educação emocional e ao pleno desenvolvimento da pessoa, inclusive intelectualmente, para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Para isso, destaca alguns direitos como "ensino ministrado com base no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, resguardada a liberdade de expressão", "a tolerância de opiniões e o acesso, em sala de aula, às diversas versões, teorias e perspectivas sociais, culturais, econômicas e históricas" e "não ser prejudicado por sua história, identidades, crenças e convicções políticas ou ideológicas".

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