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Correio Braziliense EDUCAÇÃO

Bolsas levam professores ao exterior e incentivam ensino de qualidade

Aprender no exterior para aplicar no Brasil: docentes da educação básica participam de capacitações por meio de programas internacionais


postado em 15/10/2019 07:00 / atualizado em 15/10/2019 11:34

A pesquisa Profissão Docente, feita pelo Todos pela Educação e pela Fundação Itaú Social, concluiu que 69% dos professores brasileiros consideram o aperfeiçoamento da formação continuada (aquela feita após deixar os bancos das faculdades) como o principal instrumento para a valorização profissional. Os educadores brasileiros enfrentam inúmeras dificuldades em sala de aula, e ter a chance de se capacitar é aposta certeira para desempenharem melhor seu trabalho, inspirarem estudantes e, por consequência, serem agentes de mudança da educação e da sociedade.

Neste contexto, são de grande importância programas que incentivam o aperfeiçoamento docente tanto no país e no exterior. Editais com apoio de instituições de fora dão a professores da educação básica a chance imperdível de participar de treinamentos em outro país. Existem seleções tanto para profissionais da rede pública quanto da rede particular. Em julho, 588 professores de escolas públicas de todo o país embarcaram para os Estados Unidos e o Canadá, em dois programas de aperfeiçoamento feitos em cooperação com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

No mês passado, o Japão recebeu docentes selecionados para passar um ano e meio lá — entre eles, uma brasiliense. Esse tipo de programa dá aos educadores brasileiros não só a chance de internacionalizar o currículo, mas também de aprender experiências diferenciadas em países que têm educação de ponta e, claro, aplicar o conhecimento adquirido em sala de aula ao retornar ao Brasil. No Dia do Professor, conheça experiências de docentes com formações lá fora.

Imersão de seis semanas nos EUA

“São esses programas que renovam no professor o sonho de dar o melhor no intuito de colaborar para que vidas sejam transformadas e, consequentemente, possamos viver dias melhores, em que todos tenham acesso a educação de qualidade, emprego e saúde”, afirma Rebeca Pereira, professora de inglês do Centro Educacional Myriam Ervilha, no Recanto das Emas. Ela integrou o grupo de 21 professores da rede pública do Distrito Federal selecionados para participar de programa de formação nos Estados Unidos.

Rebeca estava entre os 21 professores do DF que foram aos Estados Unidos(foto: Arquivo pessoal)
Rebeca estava entre os 21 professores do DF que foram aos Estados Unidos (foto: Arquivo pessoal)
A viagem foi em julho, e Rebeca, que dá aula há 11 anos, trouxe na bagagem experiências culturais e de conteúdo para aplicar na escola onde trabalha: ela fez curso de metodologias de ensino da língua inglesa na Universidade do Arkansas, na cidade de Fayetteville. Para a professora, a importância do Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos (PDPI), que proporcionou que ela fizesse a viagem, está em renovar a crença na educação como fator de mudança. 

Além dos 21 educadores do DF, um total de 465 professores de inglês da rede pública de outras regiões do país foram selecionados para participar do PDPI em julho. Eles embarcaram para imersão de seis semanas em universidades estadunidenses para aperfeiçoamento da prática e do ensino de língua inglesa, em três modalidades de curso: desenvolvimento de metodologias, aprimoramento em inglês intermediário 1 e aprimoramento em inglês intermediário 2. Neste ano, 14 instituições dos EUA receberam bolsistas do PDPI. 

Fruto de parceria entre a Capes, a Embaixada dos Estados Unidos e a Comissão Fulbright, o PDPI oferece, entre outros benefícios, passagens aéreas de ida e volta, ajuda de custo de cerca de R$ 2.065, alojamento em câmpus universitário e passagem nacional e hospedagem durante a orientação pré-partida, em São Paulo. No retorno ao Brasil, os participantes devem entregar relatórios de atividades e de multiplicação de conhecimentos na escola de origem. 

Professora de inglês há 12 anos, Rafaela do Carmo, do Centro Educacional Myriam Ervilha, participou da capacitação na Universidade do Texas, na cidade de Austin. “Eu não teria condições de fazer um curso desse porte por conta própria. Isso é a realização de um sonho para mim. Espero que outros professores tenham essa oportunidade também”, torce. Rodrigo Vieira, professor do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 504 de Samambaia, também participou da imersão em Austin. 

Professores brasileiros na Universidade de Arkansas, nos EUA(foto: Arquivo Pessoal )
Professores brasileiros na Universidade de Arkansas, nos EUA (foto: Arquivo Pessoal )
Ele, que é professor há cerca de três anos e meio, destaca a preparação para o início do programa. “Fomos muito bem-orientados. A comunicação, tanto por e-mail quanto por outros meios, foi muito boa. A Fulbright e a Capes se empenharam muito para informar todos os dados. Não houve nenhum contratempo, inclusive burocrático, e tudo ocorreu de maneira tranquila”, elogia. O Centro Interescolar de Línguas do Gama foi representado no programa pela professora Suelen Alves. 

Ela se inscreveu no PDPI em 2017, mas não conseguiu classificação. O que não a desanimou: Suelen tentou de novo para este ano e conseguiu. Ela ressalta a organização da equipe responsável. “Todo o processo foi muito bem orientado, a Fulbright e a Capes tiveram bastante cuidado em sanar todas as dúvidas que surgiam, por meio de e-mails e vídeos no Youtube”, conta. 

“Tudo se deu de maneira extremamente organizada. Eram quase 500 pessoas, e a chegada foi tranquila e bem calculada, inclusive o tempo que passaríamos na imigração. Não houve nenhum atraso”, relembra. Para a professora, melhorar as habilidades comunicativas e vivenciar formas diferentes de ensinar foram os pontos altos do programa. “Eu nunca tinha tido a oportunidade de estudar fora e acredito que a grande maioria dos meus colegas de trabalho também não”, conta.
 

“Adquiri novos conhecimentos, ampliei a visão que tenho sobre a educação no Brasil e aprendi como ajudar a transformá-la, começando no meu espaço de ensino”, continua. “Na primeira semana, tivemos aulas sobre fonética, técnicas vocais, cultura, visitamos algumas bibliotecas, inclusive uma de estudos latinos, sem mencionar a troca de experiências com colegas de outros estados que é engrandecedora”, avalia. “Todos esses aprendizados agora estão presentes nas minhas aulas, desde o planejamento até a execução. Eu me sinto melhor preparada e posso oferecer aulas mais produtivas.”

Para participar do programa, além de ser professor de inglês da rede pública estadual, municipal ou distrital de educação básica, é necessário fazer o Toefl ITP (programa de teste institucional de inglês como língua estrangeira, na sigla em inglês) e obter escore entre 450 e 550 pontos, a depender da modalidade do curso pretendido. As etapas de seleção incluem também análise de documentos dos candidatos. 

Educadores em Arkansas na última edição do programa, em julho(foto: Arquivo pessoal)
Educadores em Arkansas na última edição do programa, em julho (foto: Arquivo pessoal)
Luis Pedroso, especialista de programa da Comissão Fulbright Brasil, explica que o PDPI passou a ter grande volume de participantes a partir de 2013. “A seleção já existia há algum tempo, mas não com o mesmo nome. Já são quase 2.500 bolsistas que participaram só nesses últimos anos.” Os resultados positivos do programa, pondera ele, são mostra de que a educação básica está começando a ser mais valorizada. 

“A Capes, em seus 70 anos, era mais focada no ensino superior. Com a criação da Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica (DEB), a etapa foi ganhando relevância no funcionamento da instituição”, avalia. “Conforme a importância vai aumentando, cresce também o volume de recursos direcionados para a diretoria. O grande número de professores participando condiz com esse momento”, completa. 

Para Pedroso, o foco do programa é prover experiência internacional no ensino da língua inglesa. “A gente, que tem contato mais próximo com a realidade da educação básica no Brasil, percebe que muitos professores de inglês estão em sala há muitos anos e têm dificuldades de falar o idioma porque nunca saíram do país nem tiveram experiência internacional.” 

A jornada nos Estados Unidos oferece também vivência para além das estruturas gramaticais. “A ideia é que eles possam se enriquecer com experiências culturais e expandir os horizontes para não só passarem para os alunos a estrutura da língua, mas todos os outros elementos que a compõem”, completa o especialista. Para ele, certificar-se de que todos os professores sejam orientados de maneira correta é um desafio. 

“São muitos participantes, gente de todos os cantos do Brasil, interior e capitais. Tem gente que nunca saiu de seu estado, e a maioria nunca viajou para fora do país”, aponta. “Precisamos garantir que todos vão chegar a São Paulo para a orientação, tirar o visto, embarcar, chegar bem e, algumas semanas depois, voltar”, conclui. 

Professores do DF no Fanshawe College no Canadá(foto: Arquivo pessoal)
Professores do DF no Fanshawe College no Canadá (foto: Arquivo pessoal)

Oportunidade no Canadá dura oito semanas

Entre os 102 professores de diversas disciplinas em escolas públicas que viajaram ao Canadá para se aperfeiçoar estava a pedagoga Lorena Rodrigues, que dá aulas para alunos de 4º ano na Escola Classe 104 de São Sebastião. No país da América do Norte, ela participou da imersão no Fanshawe College e reconhece o incentivo que o programa oferece e destaca a experiência cultural. “Eu me senti muito realizada na minha profissão com a oportunidade. Se eu não fosse professora, não teria ido”, afirma. 

Para a professora do 4° ano do ensino fundamental, apesar do curto espaço de tempo, a aprendizagem foi rica tanto do ponto de vista cultural quanto do ponto de vista didático. “Aprender com o povo canadense foi maravilhoso. O principal que aprendi com eles foi o respeito às diferenças: eles têm altíssimo nível de civilidade”, destaca. “É um país que aceita a diversidade de uma forma muito bonita. Isso me encantou. É um povo muito gentil”, comenta. 

Grupo de educadores aproveitou experiência no Canadá(foto: Arquivo pessoal)
Grupo de educadores aproveitou experiência no Canadá (foto: Arquivo pessoal)
O grupo que viajou com Lorena era formado por educadores do DF e de 18 estados. Eles embarcaram para Ontário, no Canadá, para participar do Programa de Desenvolvimento Profissional de Professores da Educação Básica. A capacitação faz parte da colaboração entre a Capes e Colleges and Institutes Canada (Cican) e inclui aulas em duas instituições canadenses durante oito semanas, no Niagara College, na região de Niagara, no sul de Ontário, e no Fanshawe College, no sudoeste da província. Entre os professores selecionados, 16 eram do DF. 

O programa é dividido em duas parte, sendo a primeira composta por um curso básico de inglês, com duração de duas semanas, e a segunda destinada à formação de professores, com atividades ligadas à gestão em sala de aula e ao aprendizado focado no aluno. Além de exercer o cargo de professor em escola da rede pública estadual, municipal ou distrital, para participar, era necessário escrever um projeto de intervenção pedagógica e ter formação básica em língua inglesa ou espanhola.

Alguns benefícios que os professores classificados receberam incluem passagens aéreas internacionais de ida e volta, ajuda de custo de aproximadamente R$ 1.870, seguro-saúde, deslocamento no Canadá, alojamento em casa de família canadense com três refeições diárias e material didático do curso.  Docente dos anos iniciais da educação básica na Escola Classe 31 de Ceilândia, a professora Ana Kátia Silva fez o curso no Fanshawe College. 

Troca de experiências entre os educadores foi intensa(foto: Arquivo pessoal)
Troca de experiências entre os educadores foi intensa (foto: Arquivo pessoal)
Ela destaca o sentimento dos brasileiros quando foram recebidos na província canadense. “Foi muito emocionante a chegada e a recepção que tivemos. Ver professores de várias regiões do país, com diferentes experiências e áreas de atuação chegarem tão longe para uma experiência enriquecedora emocionou todos nós.”  Para o professor de matemática do Centro Educacional 7 de Ceilândia Vinícius Matos, essa foi uma grande oportunidade de absorver os métodos do sistema de ensino do Canadá.

 “Terminei meu mestrado no fim do ano passado justamente sobre metodologias ativas de aprendizagem. O Canadá tem larga experiência nesse tipo de abordagem educacional e é um dos melhores países do mundo em termos de educação”, observa. Ele, que é professor há 10 anos, acredita que a valorização do professor da escola pública deve se basear no tripé condições de trabalho, valorização salarial e capacitação profissional. 

“Esse programa consegue atingir um dos pontos, mas de nada adianta caso o professor não tenha condições mínimas de trabalho nem se sinta valorizado”, observa. “O Canadá mostra, na prática, como a educação deve ser tratada. Esse foi o maior aprendizado”, conclui. A professora de português Verônica Valério, do Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Gama, ressalta o clima de solidariedade que reinou entre os participantes. “A etapa de preparação foi também de aproximação prévia, apoio coletivo e solidariedade. Foi um clima muito amistoso entre nós”, conta ela, que trabalha na Secretaria de Educação há 24 anos. 

Docentes de Brasília no Niagara College(foto: Arquivo pessoal)
Docentes de Brasília no Niagara College (foto: Arquivo pessoal)
Verônica assistiu a aulas do Niagara College e destaca as estratégias dos projetos pedagógicos canadenses. ”Reconheço a excelência dos profissionais brasileiros, muitas vezes superiores aos estrangeiros, mas estamos em desvantagem em relação aos recursos tecnológicos, comuns nos países desenvolvidos”, observa. “Nosso desafio é equilibrar os aprendizados a fim de que possam ser aplicados na realidade de uma sala de aula brasileira.”

Para Viviane Pires, que leciona língua inglesa no CEM 12 de Ceilândia, a experiência trouxe, além do aperfeiçoamento da disciplina que é professora, as formas com que as práticas de ensino se manifestam no Canadá. “Observei todos os detalhes, como formato de sala, material utilizado e metodologia. É uma oportunidade única! Alguns professores eram do interior do Brasil e nunca tinham saído de seu município. É fantástica essa troca de experiências, com eles, com as famílias canadenses e com a college”, observa a professora, que fez parte do grupo que participou do curso no Niagara College.

Para estudar um ano e meio no Japão

Professora de matemática no CEF 4 do Gama, Milene embarcou para o Japão no mês passado(foto: Embaixada do Japão/Divulgação)
Professora de matemática no CEF 4 do Gama, Milene embarcou para o Japão no mês passado (foto: Embaixada do Japão/Divulgação)
A professora de matemática brasiliense Milene da Silva, 35, embarcou para a cidade de Osaka em setembro, para seis meses de curso da língua japonesa. Na sequência, a docente do Centro de Ensino Fundamental 4 do Gama vai para a Universidade de Educação de Nara, na cidade de mesmo nome, que é a capital da prefeitura japonesa de Nara, na região central de Honshu. Ela terá essa experiência graças ao Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (Mext) do governo do Japão, que oferece bolsas de estudo para professores brasileiros. 

As oportunidades são abertas anualmente e têm duração de um ano e meio. O período é dedicado a pesquisas em universidades públicas e particulares do país. Os cursos oferecidos pelas instituições japonesas incluem temas como administração escolar, métodos educacionais, estudo de matérias específicas e atividades práticas. Antes da viagem, Milene estava na expectativa de muito estudo e muito aprendizado a partir de uma imersão na cultura educacional japonesa. 

“Na minha visão limitada de turista, percebi que o senso de coletivo é muito interessante de se observar e imagino que também seja parte da cultura educacional japonesa, na forma que os professores trabalham”, opina. O desejo da professora é observar as práticas que poderão ser aplicadas na realidade das escolas públicas no retorno ao Brasil. “Na educação do DF, penso que um dos desafios é trabalhar coletivamente para produzir um ensino mais efetivo”, pondera. 

“Nós, professores, trabalhamos muito individualmente, podemos melhorar no trabalho coletivo, tanto entre nós quanto dentro de sala, com os alunos.” No entanto, na opinião dela, a vivência na realidade das escolas brasileiras pode ser uma vantagem. “Temos que lidar com muitas coisas ao mesmo tempo, isso faz com que a gente tenha jogo de cintura e criatividade em sala de aula”, relata. 
 
Para se inscrever no programa japonês, o docente interessado precisa ter até 34 anos em 1° de abril do ano da seleção, experiência profissional mínima de cinco anos e bom domínio da língua inglesa ou japonesa. O processo seletivo é feito por meio de prova escrita de inglês ou japonês e entrevista com os aprovados na prova. Os benefícios incluem passagem de ida e volta, isenção de taxas acadêmicas, curso de língua japonesa nos seis primeiros meses e bolsa mensal para cobrir os custos como moradia, alimentação e transporte.

Milene sempre teve vontade de visitar o Japão e descobriu o programa por acaso, ao acessar o site da embaixada. O interesse pelo país é tão grande que, durante a graduação, ela chegou a cursar três módulos de língua japonesa como disciplina de módulo livre. Para interessados no programa, Milene deixa a dica: “Se você tem os pré requisitos, tente! O processo é um pouco longo, mas o gosto de vitória é muito bom a cada etapa vencida. E, se não conseguir na primeira vez, tente de novo, pois vale a pena!”

A responsável pelo programa na Embaixada do Japão em Brasília, Marta Yada, afirma que, apesar de existir há cerca de 50 anos, a iniciativa ainda tem baixo número de inscritos. “É uma ótima oportunidade, a bolsa está em torno de R$ 5 mil, isenta de taxações, 100% financiada pelo governo japonês. A ideia é ajudar outros países a desenvolverem a educação e os métodos de instrução com um país que é excelente na área”, observa. Podem se inscrever no processo professores de educação básica da rede pública e da particular. “Neste ano, aconteceu de os professores do DF selecionados serem da rede pública. Mas todos podem participar”, diz Yada. 

Cláudia participou do programa entre 2003 e 2005:
Cláudia participou do programa entre 2003 e 2005: "a melhor experiência da minha vida" (foto: Arquivo Pessoal)
A professora Cláudia Matie, 49, participou do programa entre outubro de 2003 e março de 2005, na Universidade de Tsukuba, na cidade de mesmo nome, na província de Ibaraki. Ela é professora há 29 anos e a experiência foi a primeira vez dela fora do Brasil. Como sempre trabalhou com educação especial, a docente esperava fazer uma pesquisa sobre a inclusão de estudantes com deficiência no Brasil e no Japão. 

“Porém, as diferenças culturais não me permitiram fazer uma comparação. Em um país onde a educação é o foco da sociedade, tudo é muito diferente, a sociedade se torna mais humana”, pondera. “As dificuldades que encontrei por causa da linguagem e em aprender um idioma que achava que deveria dominar por causa da minha origem me fizeram repensar as barreiras pelas quais estudantes com deficiência enfrentam no dia a dia”, relembra. 

“Também pude entender que, por mais difícil que pareça, tudo é possível”, reflete. “Conhecer a cultura e poder participar de um programa como esse é no mínimo a melhor experiência na vida de qualquer pessoa. Repassei a minha experiência em alguns seminários”, relata.


*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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