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Correio Braziliense

Alunos de Taguatinga são vice-campeões em olimpíada nacional de astronomia

Equipe do Cemeit participou de competição no Rio de Janeiro nesta semana. Estudantes construíram foguetes de garrafa pet


postado em 24/10/2019 19:51 / atualizado em 26/10/2019 19:05

Equipe do Cemeit, de Taguatinga, foi vice-campeã nacional em olimpíada de astronomia no Rio de Janeiro(foto: Arquivo pessoal)
Equipe do Cemeit, de Taguatinga, foi vice-campeã nacional em olimpíada de astronomia no Rio de Janeiro (foto: Arquivo pessoal)

Três alunos do ensino integral do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) foram vice-campeões da Jornada de Foguetes, organizada pela 13ª Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog) e pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), na Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Reinaldo Gabriel e Vitor Piccolo, do 1° ano, e Esteffany Miranda, do 2° ano, têm entre 15 e 16 anos e foram acompanhados dos professores Guilherme Aurélio, de matemática, e Rafael de Andrade, de física. A competição foi entre 50 escolas de todo o país e o Astro8, foguete da equipe, percorreu 130m. Por apenas 20m os estudantes de Taguatinga não foram campeões.

Eles construíram, com auxílio dos docentes, foguetes de garrafa pet, movidos a combustível líquido composto de vinagre e bicarbonato de sódio. Os estudantes representaram o Distrito Federal na competição entre equipes de todo o país. A seleção foi feita por meio de provas escritas e da construção de bases de lançamento. 
 
Durante a olimpíada, os alunos apresentaram os modelos em dois lançamentos, nesta terça (23) e quarta-feira (24). O evento terminou nesta sexta-feira (25), com a premiação.

Oportunidade única

Equipe brasiliense, da esquerda para direita: Estefanny, prof Rafael, Vitor, prof Guilherme, João Batista Garcia e Reinaldo(foto: Reprodução/Facebook)
Equipe brasiliense, da esquerda para direita: Estefanny, prof Rafael, Vitor, prof Guilherme, João Batista Garcia e Reinaldo (foto: Reprodução/Facebook)
Para custear a viagem para a olimpíada, alunos e professores do Cemeit se mobilizaram para conseguir patrocínios e doações, já que a OBA não fornece nenhuma ajuda de custo. Algumas passagens foram compradas com auxílio da Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e a hospedagem foi custeada pela Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), que também arcou com o restante das passagens. Além disso, uma “vaquinha” on-line foi aberta para arrecadar doações em dinheiro. Em seis dias de campanha coletiva, eles conseguiram R$ 1.825. A equipe está hospedada em um hotel-fazenda da cidade da competição.

Para o professor Guilherme Aurélio, a experiência tem sido maravilhosa e superou as expectativas da equipe. "É uma oportunidade única. Os alunos estão tendo contato com várias pessoas e vendo coisas que eles nunca viram. É muito gratificante, como professor, ter o trabalho reconhecido em eventos assim", orgulha-se. "Eles estão trabalhando das 8h às 22h. O evento tem muitas atividades, como palestras e oficinas."

Além dos dois foguetes que foram lançados na OBA, os estudantes levaram um terceiro modelo. "É para algum caso de emergência, mas não precisamos usar. Os lançamentos correram super bem", relata o professor Guilherme.

Física e matemática na prática

Vitor Piccolo e o foguete projetado pela equipe(foto: Arquivo pessoal )
Vitor Piccolo e o foguete projetado pela equipe (foto: Arquivo pessoal )
A construção dos foguetes foi possível depois que o Cemeit passou a ofertar projetos para além das disciplinas convencionais. A ideia de incentivar, na prática, o aprendizado em física e matemática começou em março deste ano. "Estamos entendendo, aqui no Cemeit, que a escola precisa se fortalecer em projetos, porque o boletim não expressa mais a aprendizagem", explica o coordenador do colégio, Gabriel Rodrigues. "Começamos a tocar alguns projetos e um deles foi tratou do estudo de física com robótica na parte prática. Veio, então, o anúncio da OBA e entendemos que era hora de inserir os estudantes nesse mundo."

O coordenador destaca alguns feitos inéditos para o Cemeit. "É a primeira vez que o projeto é feito na escola e que os alunos participam da olimpíada. Mas o que eu acho mais importante é que é uma escola pública", ressalta. "Tudo isso foi feito com ajuda de várias pessoas que se juntaram para fazer esse projeto acontecer."
Equipe brasiliense leva foguete para a competição (foto: Arquivo pessoal )
Equipe brasiliense leva foguete para a competição (foto: Arquivo pessoal )

Para ele, a experiência da viagem e a vivência com outras visões não têm preço. "Eles vão poder falar para as outras gerações que foram para o Rio de Janeiro participar de um evento com pessoas que trabalham na Nasa e na Agência Brasileira de Astronomia. É a primeira vez dos três andando de avião", conta o coordenador. "A expectativa da conquista é grande, mas para nós, estar lá já é uma vitória. O prêmio é só a cereja do bolo", completa. 
  
 
 
 
*Estagiária sob supervisão de Jairo Macedo

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