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Correio Braziliense

Diretor e vice de escolas públicas serão escolhidos em votação nesta quarta

Podem votar alunos, pais, professores e funcionários. Com mandatos de dois anos, escolhidos tomam posse em janeiro


postado em 26/11/2019 06:00 / atualizado em 26/11/2019 06:55

Mãe de três estudantes, Elizabeth (E) compara trabalhos e propostas(foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)
Mãe de três estudantes, Elizabeth (E) compara trabalhos e propostas (foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)
Conhecer propostas, avaliar o passado e as projeções e, ao final, definir os representantes de uma parte importante do próprio futuro. Esse cenário, possível apenas na democracia, ensina e cria responsabilidades importantes para qualquer sociedade. Alunos da rede pública do Distrito Federal farão parte disso nesta quarta-feira (27/11), quando se juntam aos pais e servidores na votação para diretor e vice das instituições de ensino. Os escolhidos tomam posse em janeiro de 2020 e têm mandato de dois anos. Segundo a Secretaria de Educação, 683 escolas participam do processo eleitoral, que tem cerca de 1.560 candidatos. Oitenta por cento das chapas são únicas, ou seja, só uma dupla concorre às duas vagas. Mesmo assim, os eleitores têm direito à escolha.


Na visão do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), a eleição tem mecanismos que garantem o processo democrático mesmo nestes casos. “Há anos temos mais da metade das escolas com chapa única, mas isso não é garantia de que a dupla será eleita. O sistema de voto é de ‘sim’ ou ‘não’, então a comunidade pode dizer ‘não’ para a chapa única concorrente. Caso isso aconteça, a escola tem uma nova eleição em até 180 dias”, explica Cláudio Antunes, diretor do sindicato. Vinte e duas instituições não vão ter candidatos e, consequentemente, ficam sem eleições amanhã. Nelas, os gestores serão indicados pela secretaria para dar início aos trabalhos no começo do ano, mas um outro pleito também será convocado em até seis meses.

Neste ano, há a possibilidade de reeleição. Atual vice-diretora do Centro Educacional do Lago (CEL), Rosana Gaviano é uma das candidatas à diretoria. Para ela, um bom trabalho é aquele feito para toda a comunidade escolar. “O ideal é envolver todos. Os alunos, pais e responsáveis, funcionários. São pessoas que precisam participar das decisões da escola, em um processo em que são protagonistas”, opina. Rosana ainda vê nas eleições uma oportunidade para os alunos construírem um senso de cidadania. “Um processo democrático desse é muito importante, principalmente para eles. Com o pleito, compreendem a relevância de um sistema que ouve os diferentes pontos de vista. É essencial que algo assim comece na escola”, definiu.

De lado oposto, na chapa 2, a professora Janete Araújo é candidata à vice-direção e concorda com a importância do voto. “Os estudantes percebem, na votação, que têm um papel importantíssimo no processo educacional. O que é feito dentro da instituição de ensino acaba sendo transmitido na sociedade”, explica. Ela percebe ainda uma relevância maior do processo democrático nos tempos de conturbações políticas e extremismos. “Se a gente incentiva uma consciência, uma participação efetiva dentro desse espaço da escola, isso possibilita que os alunos, e pais também, produzam mais força social. É muito saudável que eles tenham contato com ideias, propostas, e possam fazer escolhas. Eles acabam se reconhecendo como cidadãos, portadores de direitos.”

Eleitores

Podem votar alunos com idade mínima de 13 anos, mães, pais ou responsáveis, educadores e outros profissionais da instituição. Professores contratados temporariamente têm direito ao voto caso o contrato seja de mais de dois bimestres. A apuração começa amanhã, depois do encerramento dos votos, e o resultado preliminar será divulgado na quinta-feira. 

Elizabeth Bezerra, 35 anos, é cozinheira  de uma instituição, mas, como é terceirizada, não tem direito ao voto de funcionária. Porém, ela é mãe de três filhos matriculados na rede pública e vai participar do pleito em duas escolas. “Para votar, levo em conta o que é importante para meus filhos. Os diretores precisam investir no ensino integral, dar uma boa educação e boa alimentação para os meninos. Eu fico comparando os trabalhos para saber o que pode evoluir. Faço questão de participar de todas as votações, procurando o melhor para eles”, diz.

 

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