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OCDE avalia desempenho do Brasil no Pisa em webinário

Videoconferência foi organizada pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico

Ana Paula Lisboa
postado em 03/12/2019 09:15
 (foto: Jeduca/Reprodução)
(foto: Jeduca/Reprodução)

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira (3/12) os resultados de 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

A nova edição do exame mostrou leve melhora dos alunos brasileiros em leitura, matemática e ciências, no entanto o Brasil permanece em baixa posição no ranking. Na avaliação da OCDE, não houve mudanças significativas no resultado nacional.

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A avaliação ocorre a cada três anos e compara internacionalmente o desempenho de estudantes na faixa dos 15 anos. Em 2018, o Pisa foi aplicado a 600 mil jovens em 79 países. O Brasil ficou entre as 20 nações com pior desempenho.

Para ajudar profissionais da imprensa e outros interessados a entenderem os indicadores, a OCDE e a Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) organizam seminário on-line às 10h desta terça-feira (12). Para assistir, é preciso se cadastrar gratuitamente pelo link.

Durante a transmissão, Camila Moraes, analista de Educação da OCDE, explicou que, na maior parte dos países, a prova foi feita no computador com duração de duras horas. Alguns resultados brasileiros que ela destacou foram: 50% dos alunos no Brasil não atingem o nível 2 em leitura; 55% não atingem o nível 2 em ciência; e 60% não atingem o nível em matemática.

O que é bastante preocupante porque o nível 2 envolve habilidades consideradas básicas. Em leitura, por exemplo, ter o nível 2 significa saber identificar o tema principal de um texto, refletir sobre produções visuais simples, entre outras atividades.

Videoconferência foi organizada pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico

Algo que pode ter impacto o resultado brasileiro ao longo do tempo é o que Camila chamou de inclusão e, na prática, se traduz em mais alunos fazendo o Pisa. "Em países em que a inclusão aumentou mais, como no Brasil, talvez os alunos que não estavam na escola e não participaram antes eram justamente os que teriam desempenho mais baixo", diz.

"No Brasil, a inclusão aumentou muito. E esse aumento da inclusão pode mascarar eventuais melhoras nas matérias", pondera.

Investimento x Desempenho

Camila observa que o investimento em educação se reverte em melhora na pontuação até certo ponto. "A partir de um certo investimento no aluno, não adianta só jogar mais dinheiro... O Brasil ainda está na parte onde essa relação é relativamente forte", aponta.

Confira requisitos do nível 2 em leitura

Então, a expectativa é que aumentar o dinheiro investido no ensino pode aumentar os resultados do Brasil no Pisa no futuro. A discrepância entre a pontuação de alunos mais e menos favorecidos é observada em praticamente todos os países que participaram do Pisa e também é realidade no Brasil.

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