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Correio Braziliense

MEC investirá R$ 45 milhões em programa de incentivo à leitura

O programa, lançado nesta quinta-feira (5/12), pretende estimular os pais e responsáveis a desenvolver estratégias simples e divertidas para incentivar a leitura em família


postado em 05/12/2019 16:26 / atualizado em 05/12/2019 19:20

Ao todo, o MEC prevê a instalação de cinco mil espaços de leitura até o final de 2020(foto: Gabriel Jabur/MEC)
Ao todo, o MEC prevê a instalação de cinco mil espaços de leitura até o final de 2020 (foto: Gabriel Jabur/MEC)
O Ministério da Educação lançou nesta quinta-feira (05/12) o programa Conta pra Mim, que tem o objetivo de incentivar a leitura no ambiente familiar. Além de um guia com dicas e técnicas de literacia familiar disponibilizado no site do MEC, a pasta destinará R$ 45 milhões para implantar espaços de leitura para ensinar os pais a praticar as técnicas em casa. 

Ao todo, o MEC prevê a instalação de cinco mil espaços em creches, pré-escolas, museus e bibliotecas até o final de 2020. A ideia é que nestes espaços funcionem oficinas ministradas por professores da rede pública. A recompensa será uma bolsa de incentivo de R$ 300 a R$400. Os professores ofereceram três oficinas com duração de uma hora cada para cada família. 

Para ministrar estas oficinas, os professores passarão por um curso semi-presencial. A pasta prevê a formação de 10 mil tutores. A intenção da pasta é de que a adesão e treinamento dos professores ocorra ao longo do primeiro semestre e as oficinas comecem no segundo. 

“Pela primeira vez no Brasil existe um programa de valorização da leitura em família. Queremos desenvolver esse hábito não só na classe média e alta, mas em toda população brasileira”, celebrou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Estes espaços serão destinados prioritariamente a famílias de baixa renda, que recebem o Bolsa Família, e tem crianças de 3 a 5 anos. 

Uma das principais preocupações do programa era como encaixar a participação de pais analfabetos no programa. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil 11,3 milhões de analfabetos. Weintraub disse acreditar na capacidade do brasileiro em se adaptar e buscar soluções. 

“Acreditamos que mesmo os pais analfabetos vão buscar os cantinhos e buscar formas para conseguir participar disso. Um analfabeto que conta uma história para o filho de cabeça já gera um impacto gigante na educação e ensino dessa criança”, disse o ministro. O secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, reforça que as práticas de literacia familiar não se resumem apenas a leitura em voz alta feita às crianças. 

Nadalim destaca a interação verbal como estratégia de literacia familiar. “Podemos ensinar esses pais analfabetos a melhorar a qualidade da conversação com crianças pequenas”, indica.

Turma da Mônica  

O MEC ainda prevê a entrega de um material da Turma da Mônica para os alunos do 1º e 2º ano do ensino fundamental de escolas que aderirem ao programa. “Todas as escolas públicas do Brasil dos estados que aderirem vão receber esse material da Turma da Mônica”, confirmou Weintraub. 

O matéria abordará assuntos da família brasileira, segundo o ministro. De acordo com Weintraub, a escolha em fazer almanaques do Maurício de Souza foi motivada pela ideia de trazer um “ar de brasilidade” ao material.
 
“Vai ser só historinha bonitinha. Folclore do brasil para resgatar nossa história, cultura e valores. Sem doutrinar respeitando todas as diferenças que têm no Brasil”, disse. 

Política Nacional de Alfabetização

O programa é o primeiro decorrente da Política Nacional de Alfabetização (PNA) lançada em abril de 2019 por meio de um decreto presidencial. De acordo com o MEC, em janeiro de 2020 será lançado um programa de alfabetização escolar como foco na sala de aula e formação de professores. 

De acordo com o ministro da Educação, o lançamento do programa logo após os resultados ruins do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgados na última terça-feira (3/12), não foi parte de uma estratégia. “É importante que seja dito que os resultados são referentes a uma prova feita em abril de 2018. Mas não foi uma estratégia. A gente já estava programando tudo isso e acreditamos que vai ser um sucesso estrondoso”, disse o ministro.

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