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Escola Classe JK, no Sol Nascente, atenderá a mais de 900 crianças

Inaugurada nesta quinta-feira (13/2), a Escola Classe JK atenderá a mais de 900 crianças no Sol Nascente. Pais e professores elogiam o novo colégio

Correio Braziliense
postado em 14/02/2020 06:00
Ediene e Stéfany: Em meio a pipoca, algodão-doce e balões, ocorreu, na manhã desta quinta-feira (13/2), a inauguração oficial da Escola Classe JK (EC JK), na quadra 500 do Sol Nascente. Após 16 meses de obras, foi entregue uma estrutura de 4.550 m². Além das salas de aulas há  uma quadra coberta, cozinha experimental e até uma parede de duchas, para as crianças se refrescarem quando tiver início o período da seca. A expectativa é de atender até 950 estudantes.

As aulas dos alunos de ensino infantil e fundamental (1º ao 5º ano) começaram na última segunda-feira e, desde então, pais e alunos comemoram as instalações de ensino. A dona de casa Ana Maria Oliveira, 21 anos, se diz apaixonada pelo pátio e pelos brinquedos infantis. O filho dela, Moisés Oliveira, 4 anos, está se divertindo. “Ele nem dorme direito, ansioso para voltar para a escolinha”, ri a mãe. “Eu nunca tinha visto uma estrutura assim na rede pública. Quando começou a construção, nós achávamos que seria particular, mas meu pai esteve aqui e, conversando com os pedreiros, descobriu que não.”

Um acordo judicial entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a construtora Paulo Octávio permitiu que a EC JK acontecesse. O empresário, que completou 70 anos, nesta quinta-feira (13/2), esteve na solenidade. “Sol Nascente, hoje, ganha um presente, e eu, o maior da minha vida”, declarou. “Os jovens terão uma escola onde vão passar parte da vida com muito conforto, comodidade, respeito e dignidade. Estamos formando cidadãos que amanhã vão ser preparados para trazer desenvolvimento para cá.”
 
Paulo Octávio ao lado de autoridades, como o vice-governador Paco Britto e o senador Izalci Lucas:  

O secretário de Educação, João Pedro Ferraz, ressaltou que o espaço não comporta toda a demanda da região, mas atende à maioria. “O que importa é que nós temos agora, em uma região administrativa que é das mais carentes, e que mais depende de equipamentos públicos, talvez uma das melhores escolas do DF”, afirmou. “Isso aqui vai ser para os alunos de hoje e para os alunos do futuro.” O vice-governador Paco Britto também esteve presente e parabenizou Paulo Octávio. “Essa é uma escola-modelo.”

O projeto ficou a cargo das arquitetas da Secretaria de Educação Flávia Maria Guimarães e Aline da Silva Lima, e deverá ser implantado em breve também em Samambaia e no Gama. “A gente trabalhou muito com salas multifuncionais, para que as crianças tenham, além da sala de aula, a oportunidade de aprender na prática. Por isso, temos cozinha experimental, sala de música e solário individual nas salas”, explica Flávia.

De acordo com ela, o desenho partiu de vivências das arquitetas. “Minha mãe é professora de música, então sei da importância disso na vida de uma criança. Tenho uma filha de 6 anos, e vejo a dinâmica legal dela em brincar em ambientes diferentes. Por isso, o solário”, diz Flávia. Ela enfatiza ainda que a escola está preparada para, a partir do segundo semestre, atender também ao sistema de Educação para Jovens e Adultos (EJA). “A ideia é deixar a escola transparente para que a comunidade se sinta pertencente”, destaca.

Novos ambientes

Para os professores, os múltiplos ambientes do centro de ensino oferecem também diversas oportunidades para o processo didático. Os laboratórios de arte e ciências, além da sala de música, despertaram nos docentes a animação e a criatividade para o ano letivo. Ao todo, são 16 salas de aula, sendo oito para a educação infantil e oito para o ensino fundamental.

A professora Carla Soares, 35 anos, está empolgada com as possibilidades para a turma do 1º período da educação infantil (meninos e meninas de 4 anos). “A escola é encantadora. Tudo está muito organizado e bem-feito. Está sendo muito produtivo trabalhar com os meninos”, avalia. “Os espaços são muito bons e permitem trabalhar de forma mais lúdica. Para eles, cada movimento é algo diferente.”

Assim como ela, o professor Rafael Cabral, 36 anos, está otimista. “Este ano eu vou nadar de braçada”, declara. A turma dele é de crianças de 6 anos. “Eles querem até dormir aqui. A gente costuma comentar que existe escola para rico e para pobre. Essa aqui não é simplesmente um prédio. É para quem realmente precisa de uma educação de qualidade”, acrescenta.

Sonhos possíveis

De laço no cabelo e mochila na mão, a pequena Stéfany Santos, 6, começava, nesta quinta-feira (13/2), o primeiro dia de aula, no período vespertino. A menina sonha em ser médica obstetra, motivo de orgulho da mãe, Ediene Santos, 30 anos. Até o ano passado, ela estudava em um colégio na região da Guariroba. “Era muito longe, e eu precisava pagar uma van. Esse ano, estou desempregada, não conseguiria arcar com essa despesa. Agora, estudando aqui, ficou bem mais perto; vamos caminhando”, comemora.

Ela lamenta, no entanto, a falta de estacionamentos. “Fica muito engarrafado, mas, fora isso, a escola é maravilhosa. Se todas fossem assim, seria ótimo.” Quem mora ou frequenta a região se viu surpreendido com a construção. Carmina Carvalho, 55 anos, tem dois netos matriculados. “Neste setor, eu nunca tinha visto nada parecido. Estão de parabéns.”

Modelo

» 4,5 mil m² - área da escola
» 950 - alunos atendidos
» 16 - salas de aula

Veja quais são os diferentes ambientes dentro da EC JK

» Laboratório de informática
» Laboratório de ciências
» Laboratório de artes
» Sala de música
» Cozinha experimental
» Quadra poliesportiva
» Dois pátios
» Teatro de arena

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