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Correio Braziliense

Alunos da rede pública poderão ter aula a distância durante quarentena

Secretaria de Educação avalia implementar educação a distância, com aulas pela televisão. Secretário diz ser provável que as aulas presenciais apenas em junho


postado em 23/03/2020 16:50 / atualizado em 23/03/2020 16:53

Aulas estão suspensas desde 16 de março(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
Aulas estão suspensas desde 16 de março (foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
A suspensão das aulas na rede pública de ensino pode se estender até junho, conforme informou ao Correio o secretário de Educação, João Pedro Ferraz. O decreto assinado em 14 de março pelo governador Ibaneis Rocha (MDB, antecipou o recesso escolar pelo prazo de 15 dias devido à Covid-19. Os estudantes, no entanto, deveriam retornar às escolas em 5 de abril. 

“Temos quase certeza que precisaremos esticar o recesso. Vamos ter que parar, pelo menos, abril e maio e tentar retornar no mês de junho”, afirmou o secretário. Segundo ele, nesse período, a secretaria estuda medidas para não prejudicar os estudantes, como a oferta de educação a distância aos alunos.  O projeto, em desenvolvimento, está entre as propostas pela pasta para proporcionar aos alunos a conclusão do ano letivo de 2020.

Os conteúdos estão prontos e serão ministrados pelos professores e transmitidos via internet, de acordo com o secretário. “Nós temos algumas soluções tecnológicas para ofertar essas aulas. Mas dependemos de um bom sinal de internet para que isso ocorra. Nessa época (quarentena), os sinais estão ruins, mas estamos avaliando”, afirmou. 

Impasses

A rede pública de ensino é composta por mais de 450 mil estudantes, mas nem todos têm acesso à internet em casa. “A medida é necessária e fundamental, mas precisamos ponderar essa dificuldade. Por isso, estamos trabalhando com a ideia de transmitir as aulas pela televisão”, frisou. 

Segundo João Ferraz, a secretaria está em contato com alguns canais televisivos para conseguir um horário e sinal. O objetivo é atender o maior número de alunos possíveis, mas, principalmente, os do ensino médio. “Os anos iniciais do fundamental poderão recuperar o ano letivo com o calendário que vamos adaptar. Mas os adolescentes e jovens do ensino médio terão mais dificuldade. Essa é a oportunidade que temos em oferecer um conteúdo para eles, enquanto estão em casa”, explicou.

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