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Correio Braziliense

Alunos do Unidesc fazem abaixo-assinado pela redução da mensalidade

Petição também cobra padronização das aulas pela internet


postado em 24/03/2020 20:28 / atualizado em 24/03/2020 22:01

Um abaixo-assinado criado por estudantes do Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Unidesc), em Luziânia, cobra a suspensão ou redução da mensalidade da instituição e a padronização das aulas virtuais. Até a publicação da reportagem, a petição contava com, aproximadamente, 700 assinaturas.
 
(foto: Unidesc / Reprodução)
(foto: Unidesc / Reprodução)
 
O centro universitário adotou o modelo de ensino a distância depois da publicação da portaria do Ministério da Educação (MEC) que autoriza, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas presenciais por atividades on-line, como forma de conter o avanço do coronavírus.

Os estudantes do Unidesc que assinaram a petição reclamam da falta de organização das aulas on-line. De acordo com o texto, “desde a suspensão das atividades (presenciais), não houve demonstração de interesse em acordar um padrão (para o novo modelo)”.

Ainda segundo o abaixo-assinado, “além da falta de padronização das aulas, há alunos com extrema dificuldade em aprender por meio do sistema de interatividade implantado pelo Unidesc, deixando os estudantes desamparados em relação ao conteúdo e não disponibilizando a oportunidade de sanar dúvidas diretamente com o professor”.

A petição cobra, também, a possibilidade de suspender a mensalidade durante a quarentena ou reduzi-la ao valor de graduações a distância. No caso da suspensão, o texto sugere que as mensalidades sejam reajustadas posteriormente, parceladas e cobradas em outros semestres ou depois da finalização do curso.
 

“(...) Estudantes podem ser desligados de seus empregos ou, ainda, devido ao contexto vivido e ao fechamento de comércios em geral, receber metade do salário ou menos”, justifica o documento.

Opinião dos alunos 

“Pagamos para ter aula presencial e concordamos com tal valor. Compreendemos que a universidade não tem culpa dessa pandemia, mas queremos que vejam nosso lado também”, opina uma das estudantes que assinou a petição e prefere não ser identificada. 

“Muitos universitários, assim como eu, ficaram sem seus empregos e, provavelmente, só vão receber os dias trabalhados. Isso complica, porque muitos estão de mãos atadas e inseguros. Então, concordamos que pelo menos a baixa no valor da mensalidade seria uma boa, ou um suporte melhor para o EAD”, completa. 

Críticas à petição 

O abaixo-assinado não foi bem recebido por todos os alunos do centro universitário. Muitos criticaram a forma como ele foi criado, sem uma conversa prévia com os dirigentes da instituição. 

De acordo com a estudante de psicologia Renata Resende, 19 anos, as cobranças são válidas, mas uma petição on-line não é a melhor solução para o problema. “Não vai resolver nada. O ideal seria fazer uma pressão direta à reitoria”, justifica.  “A petição não teve apoio nem dos coordenadores, pois eles não estavam sabendo dela.”
 
Outro estudante, que também prefere não ser identificado, concorda que a medida deveria ter sido discutida com os coordenadores dos cursos. “Se, depois disso, não houvesse um feedback, aí sim poderia ter sido criado o abaixo-assinado”, diz.

 “Eu sei que muitas pessoas assinaram a petição por pensarem na estabilidade financeira, que será abalada dentro de alguns meses. Mas nós também temos que pensar que os professores estão fazendo o possível dentro das limitações deles.”

Procurado pelo Correio Braziliense, o Unidesc não se posicionou sobre o abaixo-assinado até a publicação da reportagem
 
 
*Estagiária sob supervisão de Ana Sá  

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