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Correio Braziliense

Coronavírus: escola pública produz máscaras escudo para doar a hospitais

A iniciativa é da Escola Centro de Ensino Médio Integrado, do Gama. O material utilizado na proteção contra a pandemia será produzido por meio de impressora 3D. A ação foi possível após emenda parlamentar do deputado Fábio Felix


postado em 01/04/2020 17:27 / atualizado em 01/04/2020 20:04

Professores da Escola Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Gama se mobilizaram para ajudar no combate ao novo coronavírus no Distrito Federal. Quatro docentes da instituição estão produzindo máscaras de proteção por meio de impressoras 3D, para serem distribuídas gratuitamente para profissionais da saúde. A primeira doação deve ocorrer nesta sexta-feira (3/4), para o Hospital Regional do Gama (HRG). 
 
Como as máscaras são desenvolvidas por tecnologia 3D, as máquinas trabalham sozinhas e isso diminui a necessidade de que os demais docentes estejam presentes na escola(foto: Arquivo Pessoal)
Como as máscaras são desenvolvidas por tecnologia 3D, as máquinas trabalham sozinhas e isso diminui a necessidade de que os demais docentes estejam presentes na escola (foto: Arquivo Pessoal)
 
As produções das máscaras é realizada em três impressoras, em uma Sala Maker da instituição. Marília Pinheiro, idealizadora do projeto e mestre em bioética, destacou que a segurança da equipe é prioridade. Ela destacou que como as máscaras são desenvolvidas por tecnologia 3D, as máquinas trabalham sozinhas e isso diminui a necessidade de que os demais docentes estejam presentes. 

Atualmente, o grupo é formado pela professora Marília, um doutor em Física, um mestre em Segurança  do Trabalho e um profissional de Biotecnologia. “O momento exige essa corrente de solidariedade e de proteção de todas as pessoas que estão atuando na ponta (de combate ao novo coronavírus). Estamos muito felizes em fazer parte dessa corrente”, afirma a coordenadora do projeto.

A máscara produzida pelos profissionais é a N95, também conhecida como máscara escudo. Marília explicou que ela é mais eficaz na proteção dos profissionais. “A máscara que tampa boca e nariz acaba deixando a parte dos olhos exposta para a contaminação. Ela não tem segurança 100% garantida nesses casos, porque o material é permeável. Além disso, a parte do elástico é totalmente porosa e o vírus consegue se manter vivo por um bom tempo nessa parte. Por isso, estamos produzindo a máscara escudo, utilizada justamente nos casos de contaminação”, esclarece.
 

A mestre em bioética também destaca que a escassez tem feito com que muitos profissionais, tanto da saúde quanto da odontologia, procurassem a escola em busca de máscaras. “Fizemos um primeiro modelo no começo. Mas, como a demanda aumentou muito, desenvolvemos um modelo mais fácil. Isso proporcionará uma produção de maior quantidade e em menor tempo, para poder atender os profissionais que estão nos procurando. Estamos tentando ampliar nossa produção e nosso tamanho de produção, para assim, conseguirmos atender quem está combatendo a pandemia na linha de frente”, acrescenta. 

O grupo está aceitando doações da população para poder atender a grande procura dos profissionais. “A escassez é grande e os próprios servidores solicitaram a nossa ajuda, por isso estamos aceitando doações de insumos para potencializar a confecção de máscaras”, salienta. O grupo abriu uma vaquinha online para receber ajuda financeira para continuidade do projeto. 
 
Inicialmente, a prioridade é abastecer o HRG, pela localização próxima ao Entorno e expectativa de alta demanda. UPAs e Hospital de Santa Maria também serão atendidos pelo projeto, assim como dentistas que atendem na rede pública de saúde. 

Emenda parlamentar 

O começo do projeto foi colocado em prática a partir de emenda parlamentar do deputado Fábio Felix (P Sol). “Mais do que nunca, precisamos investir em iniciativas como a do CEMI, que trabalha na perspectiva de proteção dos profissionais de saúde. A inovação e a pesquisa vão nos ajudar a enfrentar o coronavírus com a segurança que o problema exige”, destacou. 

O parlamentar destinou R$ 40 mil para melhorar o laboratório da Sala Maker, já inaugurada em 2019. O dinheiro também foi usado para a compra de insumos para a produção de máscaras. A expectativa é de se produzir 200 máscaras por semana. Para isso, os docentes também criaram uma vaquinha online para receber doações que poderão auxiliar o projeto.

Faça sua doação

Vaquinha online: https://bit.ly/3bJ3yzX 

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