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Após imbróglio judicial, SEEDF retoma plano de volta às aulas presenciais

Publicações e derrubadas de liminares confundiram ainda mais o conturbado ano letivo, mas o retorno é garantido pela Secretaria de Educação

Lorena Fraga*
postado em 10/07/2020 21:09
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) retomará os procedimentos para a volta das aulas presenciais a partir de 3 de agosto. O retorno das aulas na rede pública será gradual. A pasta publicará um novo calendário mantendo o escalonamento, necessário para um retorno aos poucos e seguro.
Publicações e derrubadas de liminares confundiram ainda mais o conturbado ano letivo

Rosilene Corrêa, diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) diz que a decisão foi tomada após reunião com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), na última quarta-feira (8/7). ;Antes mesmo de uma liminar, houve um acordo de que um retorno em 3 agosto, impondo uma normalidade nas escolas, não seria viável. São muitas coisas a serem organizadas para ter as escolas prontas para receberem os alunos, ainda mais por não ter previsão de como estará a pandemia no DF;, explica.

Dessa forma ficou acordado que 3 de agosto é uma data de retorno para as atividades pedagógicas e administrativas. ;Nesse dia, começaria uma organização das instituições para receberem os alunos, com um período de testagem, organização das escolas, adaptação;, diz. No entanto, ela reforça que isso vai depender do cenário da pandemia no momento do retorno.

O decreto do governador Ibaneis Rocha prevê uma série de medidas sanitárias, que obrigatoriamente serão adotadas pelas escolas, tais como higienização, protocolos de distanciamento, lavagem das mãos ao entrar nas escolas e um tapete de desinfecção na entrada da sala de aula. Haverá, ainda, a testagem dos professores.

As aulas remotas estão ocorrendo pela plataforma Escola em Casa DF e, a partir da próxima segunda-feira (13/7), validarão a frequência dos alunos por meio da realização das atividades propostas pelos professores aos estudantes.

Famílias se sentem confusas

Para o presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Alexandre Veloso, o imbróglio judicial confunde as famílias. ;A associação continua buscando junto às autoridades sanitárias uma posição sobre se agora é o melhor momento para a volta às aulas, mesmo com turmas reduzidas, para que os pais possam decidir se mandam ou não os filhos para a escola;, afirma.

;Continuamos solicitando que esses protocolos sanitários de segurança sejam apresentados à comunidade escolar;, completa. Alexandre também destaca a necessidade de que seja garantido o ensino remoto para os alunos cujos pais não se sentem confortáveis em mandar os filhos para as escolas.

Professores da rede particular recorrem ao MPT

O Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF) afirmou que dará continuidade às gestões junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para dar entrada em ação civil pública para barrar a decisão do decreto do governador no que diz respeito à educação. ;Devemos ter um encontro com a procuradora até quarta-feira (15/7) da próxima semana, com o objetivo de dar andamento na ação civil pública;, informou o Sinproep-DF.


*Estagiária sob a supervisão de Ana Sá

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