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Correio Braziliense

Após imbróglio judicial, SEEDF retoma plano de volta às aulas presenciais

Publicações e derrubadas de liminares confundiram ainda mais o conturbado ano letivo, mas o retorno é garantido pela Secretaria de Educação


postado em 10/07/2020 21:09 / atualizado em 10/07/2020 21:20

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) retomará os procedimentos para a volta das aulas presenciais a partir de 3 de agosto. O retorno das aulas na rede pública será gradual. A pasta publicará um novo calendário mantendo o escalonamento, necessário para um retorno aos poucos e seguro.
 
Publicações e derrubadas de liminares confundiram ainda mais o conturbado ano letivo(foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília.)
Publicações e derrubadas de liminares confundiram ainda mais o conturbado ano letivo (foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília.)
 

Rosilene Corrêa, diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) diz que a decisão foi tomada após reunião com o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), na última quarta-feira (8/7). “Antes mesmo de uma liminar, houve um acordo de que um retorno em 3 agosto, impondo uma normalidade nas escolas, não seria viável. São muitas coisas a serem organizadas para ter as escolas prontas para receberem os alunos, ainda mais por não ter previsão de como estará a pandemia no DF”, explica.

Dessa forma ficou acordado que 3 de agosto é uma data de retorno para as atividades pedagógicas e administrativas. “Nesse dia, começaria uma organização das instituições para receberem os alunos, com um período de testagem, organização das escolas, adaptação”, diz. No entanto, ela reforça que isso vai depender do cenário da pandemia no momento do retorno.

O decreto do governador Ibaneis Rocha prevê uma série de medidas sanitárias, que obrigatoriamente serão adotadas pelas escolas, tais como higienização, protocolos de distanciamento, lavagem das mãos ao entrar nas escolas e um tapete de desinfecção na entrada da sala de aula. Haverá, ainda, a testagem dos professores.

As aulas remotas estão ocorrendo pela plataforma Escola em Casa DF e, a partir da próxima segunda-feira (13/7), validarão a frequência dos alunos por meio da realização das atividades propostas pelos professores aos estudantes.

Famílias se sentem confusas

Para o presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Alexandre Veloso, o imbróglio judicial confunde as famílias. “A associação continua buscando junto às autoridades sanitárias uma posição sobre se agora é o melhor momento para a volta às aulas, mesmo com turmas reduzidas, para que os pais possam decidir se mandam ou não os filhos para a escola”, afirma.

“Continuamos solicitando que esses protocolos sanitários de segurança sejam apresentados à comunidade escolar”, completa. Alexandre também destaca a necessidade de que seja garantido o ensino remoto para os alunos cujos pais não se sentem confortáveis em mandar os filhos para as escolas.

Professores da rede particular recorrem ao MPT

O Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF) afirmou que dará continuidade às gestões junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para dar entrada em ação civil pública para barrar a decisão do decreto do governador no que diz respeito à educação. “Devemos ter um encontro com a procuradora até quarta-feira (15/7) da próxima semana, com o objetivo de dar andamento na ação civil pública”, informou o Sinproep-DF.


*Estagiária sob a supervisão de Ana Sá

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