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Novas instalações trazem segurança a dados da UnB

Com nova estrutura, UnB passa a ser a primeira instituição de ensino superior brasileira a armazenar e processar seus dados em sala-cofre de última geração

postado em 02/10/2012 19:57
Emília Silberstein/UnB Agência

;Hoje, os preciosos dados da Universidade de Brasília estão seguros;, disse nesta terça-feira, 2, com um suspiro de alívio, o coordenador do Setor de Segurança e Operação do Centro de Processamento de Dados (CPD) da UnB, Marcelo Karam. A gratificante sensação é justificável: após anos de funcionamento em um precário ambiente no subsolo do ICC Norte, o CPD foi transferido no último fim de semana de setembro para um prédio novo e arejado, construído em um trecho de cerrado ainda virgem do campus Darcy Ribeiro, em torno de um núcleo inteligente e fisicamente indevassável, o qual abriga todas as informações que, reunidas, sustentam o funcionamento da Universidade: uma sofisticadíssima sala-cofre. Com a mudança, a UnB se tornou a primeira instituição de ensino superior brasileira a armazenar e processar seus dados em uma estrutura como esta, de última geração.

A delicada e sofisticada operação que transferiu os equipamentos do CPD de suas antigas instalações ao novo prédio ; que fica ao lado do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) ; ocorreu ao longo de 30 horas ininterruptas de trabalho. A eficiência com que a operação foi realizada atesta o longo trabalho de preparação que o precedeu. ;Há mais de 60 dias começamos a trabalhar nos preparativos para a mudança do último fim-de-semana;, afirmou o diretor do CPD Jacir Bordim, também professor do Departamento de Ciências da Computação da UnB ; explicando que todos os equipamentos e conexões foram previamente catalogadas para garantir que a delicada transferência, em si, pudesse ocorre em tempo recorde. ;Na verdade, esperávamos que a operação levaria cerca de 50 horas;, explicou, lembrando que ;apesar de o CPD já estar em pleno funcionamento, ainda estamos atravessando um processo que implica em pequenos momentos de indisponibilidade;.

Para a catalogação, desconexão, desmontagem, remontagem e reconexão dos equipamentos ; sem quaisquer perdas de informação ;, o CPD contou com o trabalho de 25 pessoas: dez do próprio Centro e 15 da Aceco TI (), empresa especializada em operações deste tipo. A Aceco foi a responsável por instalar o núcleo do Centro ; o cérebro da UnB ; na sofisticada sala-cofre em torno da qual o novo prédio foi construído.

Emília Silberstein/UnB Agência

AMBIENSE SEGURO ; ;A sala-cofre ; um ambiente estanque, hermeticamente fechado, no qual a presença humana é reduzida ao mínimo ; oferece um local absolutamente seguro para os equipamentos e a informação, protegendo o CPD contra fogo, calor, umidade, gases, fumaça, magnetismo, pó e acesso indevido;, destaca Bordim.

O professor explica que o cofre suporta a inundação por uma lâmina d;água de até 1 metro de profundidade e a temperaturas externas até 1000;C. Qualquer faísca em seu interior é imediatamente detectada e apagada automaticamente; temperatura e umidade são monitoradas eletronicamente. Tudo é pensado para que a sala-cofre seja monitorada por fora, remotamente, sem a presença humana em seu interior. ;É como o cofre dentro de um banco: poucas pessoas têm acesso a ele, e apenas em momentos muito específicos;, exemplifica o professor Bordim, reiterando que a sala-cofre só é aberta se houver necessidade de manutenção.

Se houver falta de fornecimento de energia elétrica, três enormes no-breaks seguram o fornecimento e, inteligentes, no caso de apagões mais longos, acionam um grupo gerador que é capaz de manter o CPD em funcionamento por até 10 horas.

No total, os equipamentos do CPD têm capacidade de armazenar 100 terabytes de informação. Bordim compara a sofisticada estrutura a um cérebro humano ; com espaço para armazenar e processar o vasto universo de informações que compõem a história recente da UnB e de todos que passaram pela instituição desde meados da década de 1980. ;Construímos esta sala-cofre porque os dados que estão armazenados aqui simplesmente não têm preço;, resume o diretor.

SUBSOLO ; O CPD estava instalado no subsolo do ICC desde a década de 1990. De acordo com o coordenador do Setor de Segurança e Operação, o ambiente era inadequado tanto para os equipamentos quanto para as pessoas que nele trabalhavam: não havia luz natural; a circulação de ar ocorria apenas por meio de aparelhos de ar-condicionado; e trabalhava-se sob os permanentes riscos de incêndio e inundação. A tensão era constante. ;Tínhamos muita dificuldade em trabalhar naquele ambiente, sempre sob o grande risco de perder as informações e os equipamentos do CPD;, diz Marcelo Karam. ;A meu ver, a Universidade correu o risco relativamente alto de perder seus dados preciosos naquela estrutura um tanto precária, que demandava constante atenção para evitar danos maiores;, completa. Para Karam, as novas instalações do CPD vão permitir ao Centro alçar vôos maiores, mais audazes.

Emília Silberstein/UnB Agência

Não por acaso, na primeira semana nessas novas instalações, o CPD já recebeu nesta terça-feira, 3, a visita de um grupo de especialistas da Universidade do Ceará, interessados em reproduzir o modelo recém-inaugurado na UnB. Sem dúvida a visita foi a primeira de muitas.

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