MEC confirma demissão de Elmer Vicenzi, presidente do Inep

Vicenzi é o terceiro presidente do Inep, é ex-delegado da Polícia Federal e substituiu Marcus Vinicius Rodrigues, demitido em 26 de março deste ano

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postado em 16/05/2019 18:50 / atualizado em 16/05/2019 19:52

Minervino Junior/CB/D.A Press


O Ministério da Educação (MEC) confirmou a demissão do presidente do Inep, Elmer Vicenzi. O órgão é o responsável por avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicado a estudantes desde a alfabetização até o Ensino Médio, além dos Censos Escolar e da Educação Superior. Segundo a pasta, a exoneração ocorreu por um pedido próprio. Ele ficou menos de um mês no cargo. A demissão deve sair no Diário Oficial da União (DOU), desta sexta-feira (17/5).
 
Vicenzi é ex-delegado da Polícia Federal (PF) e substituiu Marcus Vinicius Rodrigues, demitido em 26 de março deste ano.  Ele ainda é especialista em direito penal e fez um MBA em orçamento e gestão pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele também foi chefe do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). 
 
Ele foi a terceira escolha para a área em quase cinco meses. Ainda não se sabe quem ficará no lugar de Elmer Vicenzi. 
 

Saída "voluntária" 

 
Apesar do MEC afirmar que a saída dele foi voluntária, fontes afirmam que o real motivo da exoneração teria sido uma disputa interna com a procuradora-chefe do Inep, Carolina Bicca.
 
O desentendimento teria ocorrido porque Vicenzi teria retirado a função comissionada de um dos procuradores, o que desagradou Bicca. Ela então teria recorrido ao secretário-executivo do Ministério da Educação, Antônio Paulo Vogel, afirmando não aceitar a mudança e que só ficaria no cargo caso Vicenzi saísse.
 
O Correio tentou contato com Vicenzi, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno. 
 

Disputa

Vicenzi estava em meio a uma disputa com integrantes da procuradoria do Ministério da Educação (MEC), órgão ao qual o Inep é ligado. Ele defendia a transparência dos dados produzidos pelo Inep, como avaliações e indicadores educacionais. havia divergências também em relação ao Enem.

O ex-presidente elogiava da forma como o Enem é atualmente e inutilizou o relatório de uma comissão que foi formada na gestão anterior para analisar a "adequação" das questões. A ideia era a de que o grupo identificasse questões que tivessem "teor ofensivo". Ele chegou a declarar que os itens (como são chamadas as perguntas da prova) são bens públicos e não poderiam ser jogados fora. 


* Com informações da Agência Estado