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Correio Braziliense

Depois de dia sem luz, energia é religada na UFMT

MEC autorizou repasse R$ 4,5 milhões para que a reitoria da UFMT quitasse a dívida


postado em 16/07/2019 18:15 / atualizado em 16/07/2019 21:02

(foto: Divulgação/UFMT)
(foto: Divulgação/UFMT)
 
 
Por contas atrasadas, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) teve a energia elétrica cortada na manhã desta terça-feira (16/7) e cinco câmpus ficaram sem luz. Depois de passar o dia no escuro, a energia foi religada no fim da tarde. A universidade conseguiu um repasse do Ministério da Educação (MEC), pagou a conta e contatou a prestadora de serviços Energiza para mostrar a fatura paga. Assim, a energia voltou.

Universidade passou dia sem luz 

De acordo com a assessoria da universidade, a instituição estava em negociação com a empresa responsável pela distribuição de energia e foi pega de surpresa, uma vez que havia uma reunião agendada para quinta-feira (18/7). Os câmpus de Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Sinop ficaram sem energia.

Em nota, o Ministério da Educação informou que, após ter conhecimento da falta de luz na UFMT, o ministro, Abraham Weintraub, adotará medidas emergenciais para a religação imediata de energia elétrica. Segundo o documento, o ministro tomará medidas tanto administrativas como judiciais para a responsabilização dos envolvidos pela "má gestão na UFMT".
 

Ainda segundo a pasta, o ministro tomou conhecimento da situação na última quinta-feira (11/7) quando chamou a reitora ao ministério e autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para que a reitoria da UFMT quitasse a dívida das contas de luz com a concessionária de Mato Grosso. 

“Os valores, herdados no governo anterior, correspondem ao montante de R$ 1,8 milhão. A liberação do limite de empenho foi realizada na sexta-feira da semana passada com o compromisso da reitora para o pagamento imediato da referida dívida”, diz a nota.

A universidade tem hoje 26.938 estudantes na graduação e 2.446 na pós-graduação. Ao todo, são 106 cursos presenciais e oito a distância na graduação, além de 66 programas de mestrado e doutorado.

O episódio ocorre dois meses após o contingenciamento de verbas sofrido pelas universidades federais. De acordo com a Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior-Sindicato Nacional (Andes), a situação pode se estender para outros serviços básicos, tais como limpeza e manutenção caso a situação não se normalize. Apenas na UFMT, o corte é de aproximadamente R$ 34 milhões do orçamento anual.

Para o 1º vice-presidente da Andes, Reginaldo Silva de Araujo, a rotina na universidade vem sendo destruída diariamente, e as atividades de ensino, pesquisa e extensão estão em risco. “Agora corta-se a energia. Em breve, não haverá mais a verba para pagamento dos servidores terceirizados que cuidam das áreas de limpeza e reparo, que já ameaçam greve, pois estão com salários atrasados’’, conclui.

Novo presidente da UNE fala sobre os cortes

Iago Montalvão, novo presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), aborda os cortes em vídeo nas redes sociais. Confira:
 
 
Estudantes organizam manifestação contra o corte nesta quarta-feira (17). O Ato em Defesa da UFMT ocorre às 9h, na Praça do Restaurante Universitário da instituição.  

Ministro tem reunião com reitores

O Ministério da Educação convocou uma reunião para a tarde desta terça-feira (16/7) com reitores de universidades federais de todo o país. Segundo o secretário de Educação Superior da pasta, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, um dos principais pontos a ser apresentado é o novo programa intitulado “Future-se”.
 
Apesar de não detalhar ao certo como funcionará, o governo afirma que o projeto visa o fortalecimento da autonomia financeira das universidades e dos institutos federais e aproximará o desempenho das universidades do Brasil ao dos países de ponta. 

A reunião, no entanto, também ocorrerá na quarta-feira (17/7) pela manhã, junto a uma coletiva de imprensa onde o governo exporá detalhes do plano. 

Confira nota de esclarecimento do MEC

"O Ministério da Educação informa que, após ter conhecimento da falta de luz na Universidade Federal do Mato Grosso, o ministro, Abraham Weintraub, vai adotar medidas emergenciais para a religação imediata de energia elétrica nos quatro campi que compõem a universidade. O ministro irá ainda tomar as medidas cabíveis tanto administrativas como judiciais para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na UFMT.

O ministro tomou conhecimento da situação na última quinta-feira (11) quando chamou a reitora ao Ministério e autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para que a reitoria da UFMT, nomeada há três anos, quitasse a dívida das contas de luz com a concessionária de Mato Grosso. Os valores, herdados no governo anterior, correspondem ao montante de R$ 1,8 milhão. A liberação do limite de empenho foi realizada na sexta-feira da semana passada com o compromisso da reitora para o pagamento imediato da referida dívida." 

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