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Correio Braziliense

Universidade americana oferece workshop para alunos de jornalismo do DF

Entre 19 e 25 deste mês, estudantes do UniCeub, Iesb e UnB assistem aulas e produzem conteúdo sobre broadcast e jornalismo digital


postado em 22/08/2019 15:43 / atualizado em 22/08/2019 16:46

Desde segunda-feira (19/8), estudantes de jornalismo de instituições de ensino superior do Distrito Federal estão participando de um workshop de broadcast e jornalismo digital com professores da Michigan State University, dos Estados Unidos. O treinamento é voltado para alunos de três instituições do DF: Universidade de Brasília (UnB), Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e Centro Universitário Iesb. As instituições atuam em parceria com a Embaixada dos EUA, que trouxe especialistas da área para ensinar e produzir junto aos alunos. Em matéria de jornalismo on-line, os professores veem semelhanças entre os dois países, mas apontam os norte-americanos como consolidados há mais tempo em termos democráticos.
 
25 estudantes se reuniram para participar do workshop(foto: Assessoria de imprensa da Embaixada dos Estados Unidos)
25 estudantes se reuniram para participar do workshop (foto: Assessoria de imprensa da Embaixada dos Estados Unidos)
 
Na primeira etapa do treinamento, 45 alunos participaram de um curso on-line de duas semanas, onde estudaram sobre as características gerais dos jornais norte-americanos, conceitos visuais de fotografia e vídeo e criação de narrativas a partir desses recursos.
 
Depois, para a etapa presencial, foram selecionados 25 estudantes para a etapa presencial, quando os alunos vão para a rua cobrir eventos relevantes na cidade, como protestos na Esplanada dos Ministérios e atividades na rodoviária do Plano Piloto. Os estudantes também assistiram a uma palestra sobre fake news com Samaruddin “Sam” Stewart, jornalista independente californiano, especialista em tecnologia de mídia.
 
Alunos cobriram evento na rodoviária do Plano Piloto(foto: Carolina Morais)
Alunos cobriram evento na rodoviária do Plano Piloto (foto: Carolina Morais)
 
 
O treinamento vai até domingo (25/8), ocasião em que os estudantes apresentarão as reportagens produzidas, em formato de vídeo. A iniciativa também conta com o apoio da Casa Thomas Jefferson.

Parceria entre Estados Unidos e Brasil

Adido de imprensa da Embaixada dos EUA no Brasil, Mark Pannel explica que a iniciativa surgiu da necessidade de firmar parcerias com instituições brasileiras. “Estamos sempre buscando novas parcerias e novas audiências para a programação da Embaixada e dos consulados. Para isto, organizamos programas de intercâmbio e palestras com especialistas sobre temas importantes”, conta.

O objetivo do workshop é mostrar para os alunos como funcionam as mídias on-line e de televisão nos Estados Unidos. “Os dois países são muito grandes e têm ambientes nos meios de comunicação bastante semelhantes. O Brasil é um dos países que mais usa redes sociais no mundo e, nesse sentido, são muito parecidos. Por isso é interessante trazer isso para cá.”

Experiência única 

Formando em jornalismo da UnB, Celimar de Meneses, 23 anos, conta o que o motivou a participar do curso. “O fato de ser dada por uma universidade estadunidense. O jornalismo lá, pra mim, é o melhor do mundo e queria aprender com eles”, comenta ele, que não esconde a animação.

Thaís Costa, 31, está no oitavo período do curso de jornalismo e acredita que o workshop vai contribuir com a formação profissional. “A minha experiência está sendo única, aprendendo coisas incríveis com professores extremamente competentes e que têm prazer em ensinar. Tenho certeza que vou sair daqui uma profissional melhor preparada em todos os sentidos. Na essência, nós estamos aprendendo a ser bons profissionais”, destaca Thaís.

Democracias comparadas

Rachel Morão é brasileira e professora no curso de jornalismo na Michigan State University, na área de redes sociais e jornalismo digital. Ela veio ministrar o curso junto a mais três professores da instituição. Para ela, é fundamental o treinamento em ferramentas digitais para os jornalistas atualizado com as ferramentas on-line. “O campo da comunicação está começando a se direcionar para a visualidade, mas ainda tem uma demanda maior no jornal escrito. Então, estamos animados em ensinar como usar essas tecnologias para contar novas histórias”.

Ela enxerga no histórico democrático a principal diferença entre o jornalismo que se faz nos dois países. “O Brasil passou por um período de repressão, que é muito recente. Então, o jornalismo democrático, da forma que tem que ser, é muito jovem. Isso afeta algumas questões práticas no exercício da profissão”, diz. “A lei de acesso à informação de lá é mais antiga, então os jornalistas já estão adaptados e trabalhando com esse material há mais tempo. Mas de forma geral, os países seguem os mesmos conceitos e objetivos”, completa.

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