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Correio Braziliense

Defensores do Escola Sem Partido denunciam agressões após debate na USP

Um homem e uma mulher foram agredidos após deixar o debate para ir até uma lanchonete. De acordo com a universidades. agressores queriam a camisa da vítima


postado em 15/10/2019 15:23 / atualizado em 15/10/2019 15:24

(foto: Reprodução/Facebook )
(foto: Reprodução/Facebook )
O deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) denunciou que duas pessoas foram agredidas, nesta segunda-feira (14/10), durante a discussão do projeto de lei Escola sem Partido na Universiade de São Paulo (USP). De acordo com ele, um homem e uma mulher foram agredidos por seis homens.

O político postou o relato nas redes sociais com a foto do homem ensanguentado. De acordo com Garcia, além dele, no debate estava o criador do Escola Sem Partido, Dr. Miguel Nagib. Para falar contra o projeto, estavam presentes Gustavo Bambini e Nina Ranieri, ambos professores da USP.

Ainda segundo o deputado, as vítimas teriam saído das dependências da universidade para ir até uma lanchonete próxima. “Momento em que foram atacados covardemente por cerca de seis homens. A mulher foi agredida a socos e o homem foi agredido com um objeto contundente em sua cabeça, precisando tomar pontos. Além disso, ele teve a roupa rasgada pelos agressores”. 

O parlamentar conta que, em seguida, acompanhou os dois até um hospital. “Em um dia histórico de debate plural e democrático na Universidade de São Paulo, o que se viu foi mais um ataque covarde de grupos intolerantes e sectários que agridem outros seres humanos por pensarem de forma diferente”, desabafou.



À reportagem do Correio, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e, ao chegar ao local, foi informada que a vítima havia sido socorrida à Santa Casa, pela Guarda Universitária. “A Polícia Civil está à disposição da vítima para o registro da ocorrência, visando a identificação dos autores e a devida elucidação dos fatos”, informou.

O que diz a USP

Procurada pelo Correio, a USP disse ter tomado conhecimento do caso. “Próximo ao final do evento fomos comunicados que um casal  que assistira ao debate, já fora do prédio da Faculdade e distante do Largo de São Francisco, foi abordado por um grupo não identificado que teria exigido a camiseta do rapaz e, na sequência, teria agredido os dois jovens. Ambos retornaram ao prédio da faculdade, onde receberam o primeiro atendimento e, na seqüência, foram encaminhados com o apoio da viatura da Guarda Universitária para cuidados médicos”, diz em nota.

Ainda de acordo com a universidade, durante todo o período do evento e mesmo após a agressão, o ambiente na faculdade foi de “absoluta normalidade e convívio harmônico entre todos os grupos com posições políticas divergentes”. A USP também informou que o diretor da Faculdade de Direito acompanhou o atendimento aos  jovens agredidos e testemunhou que não houve hostilidade e que estudantes de movimentos políticos distintos auxiliam no apoio às vítimas.

Na nota, a faculdade também diz que ainda não foi possível identificar os agressores e citou outros casos recentes de violência no local. “Não nos chegou evidência alguma de que os agressores sejam alunos ou membros da comunidade acadêmica, o que evidentemente ensejaria providências disciplinares rigorosas. Atos de violência, qualquer que seja sua motivação, são lamentáveis e inaceitáveis”, diz.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, acusou a esquerda de relação com o caso. “Tenho NOJO de nazistas! A USP é de TODOS, sendo paga com o ICMS dos Paulistas! Esse episódio me lembra a lista que fizeram para marcar os calouros judeus, evangélicos e liberais! Dado que a bandeira deles já é vermelha, coloquem logo uma suástica e gritem: SIEG HEIL! HEIL LULA!”, escreveu no Twitter.
 

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