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Correio Braziliense GUIA DE CONCURSOS

Professores dão dicas para interessados no concurso temporário do IBGE

A seleção do órgão está com inscrições abertas até terça (15). Em todo o país, são mais de 2 mil vagas, das quais 51 se destinam a Brasília. Os salários chegam a R$ 3 mil


postado em 13/10/2019 18:22 / atualizado em 13/10/2019 18:29

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) está com 2.658 oportunidades abertas pelo país. É importante lembrar que os cargos são temporários e terão duração de até 12 meses. Esse prazo pode ser prorrogado dependendo da demanda do órgão. As funções disponíveis são de coordenador censitário subárea e agente censitário operacional. O concurso é de nível médio e não são elegíveis servidores públicos e pessoas que foram contratadas nos últimos 24 meses para serviço temporário pelo IBGE. Para o cargos de agente censitário operacional, há 35 vagas em Brasília, com salário de R$ 1.700. Para coordenador censitário subárea, são 16 oportunidades no Distrito Federal com remuneração de R$ 3.100.
 
(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
 
Nos dois casos, as provas são objetivas e têm caráter eliminatório e classificatório. Serão realizadas no mesmo dia, então não é possível realizar os dois concursos. Não haverá redação. No certame para coordenador censitário subárea, serão 60 questões: 30 de noções de administração e situações gerenciais, 15 de língua portuguesa, 10 de raciocínio lógico quantitativo e cinco de ética no serviço público. A prova para o cargo de agente censitário operacional também será composta por 60 questões: 15 de noções de administração, 15 de noções de informática, 15 de língua portuguesa, 10 de raciocínio lógico quantitativo e cinco de ética no serviço público.

Rafaelle Lima, 21 anos, se inscreveu no concurso para o cargo de coordenador censitário subárea. Ela estuda em casa e dedica 12 horas semanais ao concurso. “Quando me dedico, faço valer a pena”, diz. Desempregada há quatro anos, a pernambucana está esperançosa com o concurso. Além da chance de sair do desemprego, a remuneração e a experiência que ganhará com o cargo são outros fatores que fizeram com que ela se interessasse pela seleção. “Eu amo geografia. Esse é outro motivo que me fez querer me inscrever”, conta. Este é o primeiro concurso que Rafaelle tentará, mas isso não tira o ânimo dela.  “Estou bem confiante”, conta.

Curta duração

Leonardo Chucrute, professor de matemática e diretor-geral do curso e colégio Progressão, ressalta que os concurseiros de plantão podem se beneficiar de um cargo temporário, usando esse período para investir em si mesmos e continuar estudando para concursos efetivos. “Afinal, com 14 milhões de desempregados no país, um cargo temporário ainda é desejável”, diz.

Para o professor Leonardo Chucrute, muitas pessoas, quando vão estudar raciocínio lógico focam apenas condicionais e proposições. “Quando for estudar raciocínio lógico, entenda que, a nível de FGV Projetos, fala-se muito, mais de 50% da prova, sobre a parte de 1º grau”, diz o professor, referindo-se a problemas como os de análise combinatória aplicada ao dia a dia.

Dicas

O professor de administração no Gran Cursos Online Bruno Eduardo Martins afirma que o conteúdo da prova deve ser bem diversificado. “Apesar de serem 30 questões, na verdade, a gente tem nove tópicos em noções de administração e situações gerais. A banca acaba cobrando de tudo um pouco. Como são 30 questões de múltipla escolha, acaba sendo bem exaustivo”, diz Bruno. Para ele, a prova pode ser mais cansativa que difícil. “Das 30, eu diria que umas 15 questões serão fáceis. As outras serão só mais cansativas, mas não chegam a ser complicadas”, afirma o professor.

Ele recomenda estudar cuidadosamente os tópicos do edital. Dá como exemplo ferramentas de qualidade. Como são muitos tópicos, não há como saber qual vai cair, então, é importante olhar para cada um deles individualmente. “Vamos supor: se, de 10 ferramentas, a pessoa estuda três e, daí, na prova, cobram justo as que ele não estudou”, adverte o professor. Para os alunos que acharem o tema muito maçante, Bruno sugere associar os tópicos com situações práticas do dia a dia. Assim, fica mais fácil se lembrar do conteúdo na hora da prova.

Para Glauber Marinho, professor de ética no serviço público no IMP Concursos, a banca organizadora do concurso, a FGV Projetos, é mais literal. “Por isso, na hora de estudar conteúdos como o Decreto nº 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é recomendável adotar estratégias diferenciadas a partir do seu nível de conhecimento”, aconselha. Para os que já têm familiaridade com o conteúdo, é possível fazer uso de resumos e mapas mentais já prontos para revisar, além de resolver questões de provas anteriores.
 
Já as pessoas que nunca estudaram esse assunto devem verificar o que mais tem caído antes de começar a pegar firme nos estudos. No entanto, é uma matéria curta. Logo, ele recomenda a todos uma leitura atenta do decreto, que pode ser sistematizada em resumos e mapas mentais. Glauber alerta que os candidatos não se esqueçam de manter a tranquilidade. “O momento da prova é a hora da realidade e tudo isso já tem que ser trabalhado de maneira mais efusiva”, diz.

Passe bem/Ética no serviço público

Acerca da ética no serviço público, analise as afirmativas a seguir.
I. A dignidade, o decoro e a consciência dos princípios morais devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, seja fora dele.
II. O servidor público não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, mas principalmente entre o honesto e o desonesto.
III. A função pública deve ser tida como exercício profissional e, assim, os fatos e atos verificados em sua vida privada não poderão acrescer ou diminuir o seu conceito na vida funcional.

Está correto o que se afirma em:
A) I, apenas.      B) II, apenas.     C) III, apenas.     D) I e II, apenas.    E) II e III, apenas.


Comentários

I – Item correto. De acordo com o código de ética do IBGE, Capítulo I, Seção I, Das Regras Deontológicas, inciso I: I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia, a eficiência e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público do IBGE, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição do serviço público, como um todo, e, em especial, das pesquisas estatísticas e geocientíficas oficiais, cujas fontes de dados escolhidas devem contemplar a qualidade, a oportunidade, os custos e o ônus para os cidadãos.
 
II – Item correto. De acordo com o código de ética do IBGE, Capítulo I, Seção I, Das Regras Deontológicas, inciso II: O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal. Por se integrar à condição de servidor do IBGE, o elemento ético da conduta abrange, além dos primados maiores, a adoção dos melhores princípios, métodos e práticas, de acordo com considerações estritamente profissionais, incluídos os princípios técnicos, científicos e a ética profissional.

III - Item incorreto. De acordo com o código de ética do IBGE, Capítulo I, Seção I, Das Regras Deontológicas, inciso VI: A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia a dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

Questão do concurso da Prefeitura de Salvador para o cargo de técnico de nível médio, de 2017, aplicado pela FGV Projetos comentada por Glauber Marinho


Gabarito: letra D

O que diz o edital

Contratação temporária de pessoal para realização do Censo Demográfico 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Inscrições: até terça-feira (15) no site
ibgepss2019
Taxa: R$42,50 (agente censitário operacional) e R$58 (coordenador censitário subárea)
Vagas: 2.658 sendo, 1.315 para agente censitário operacional e 1.343 para coordenador censitário operacional
Salário: R$1.700 (agente censitário operacional) e R$3.100 (coordenador censitário subárea)
Prova: 8 de dezembro
Locais de prova: todas as 
capitais do país

 
*Estagiário sob a supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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