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Integrante do DCE da UFRJ defende recursos para políticas

Rio de Janeiro - A pauta mais importante do movimento estudantil nas manifestações por todo o país é garantir a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ; soma das riquezas produzidas no país ; em educação pública. Para o integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tadeu Lemos, a medida é a saída para resolver os problemas atuais da educação brasileira. Além disso, o estudante defende a liberação de R$ 2,5 bilhões para as políticas de permanência dos alunos nas escolas e universidades.

"Assistência estudantil. No caso da universidade, treinamento dos profissionais, restaurante universitário, bibliotecas. Isso tem que sair também para o ensino médio e técnico, para combater a evasão escolar. Temos que ampliar as vagas, mas não pode ser de qualquer jeito", disse em entrevista à Agência Brasil, o estudante de história da UFRJ. "A gente tem dentro da universidade só 15% da juventude em idade de estar no ensino superior. Desses 15%, mais de 30% estão nas universidades privadas e não públicas, ou seja, pagando para estudar, o que é um absurdo;, completou.

, o ensino nas escolas da rede pública do estado e do município do Rio de Janeiro é ;centralizado". "O professor tem pouca autonomia pedagógica e isso prejudica. As escolas não são espaços de liberdade. Hoje para resolver a segurança você faz a escola ser um lugar mais tranquilo que envolva a comunidade ou bota PM [Polícia Militar]? Qual a formação pedagógica de um policial para atuar dentro de uma escola?"

A coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação do Rio de Janeiro, (Sepe), Marta Moraes, destaca que tanto no estado quanto no município as escolas não têm autonomia e há problemas de turmas superlotadas. "As escolas do município têm que seguir um currículo único que engessa os professores", disse.

Para a Secretaria Municipal de Educação, o currículo básico, adotado no dia 1; de janeiro de 2009, é uma das três medidas fundamentais implantadas no município. As outras são a realização de provas bimestrais e um programa intensivo e contínuo de reforço escolar.

A diretora do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Professor Lauro de Oliveira Lima, em Rio das Pedras, zona oeste do Rio, Heloísa Moreira, disse que o currículo único nivela a educação no município."Não tem nenhuma receita de bolo nem mágica. A gente faz o dia a dia acontecer. O caderno pedagógico simplesmente está disponível para todos. Não em grandes segredos. É um grande facilitador do nosso trabalho e só enriquece", informou a diretora que está à frente do Ciep há 21 anos.