Jornalistas lançam audiovisual "Retomada Yvyrupá"

A produção conta a trajetória do movimento indígena por meio de brincadeiras e do coral Vozes infantis da Mata Atlântica

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postado em 06/02/2019 19:31 / atualizado em 06/02/2019 19:47

Neste domingo (10/2), às 16h, na Banca da Conceição (SQS 308, entrada da quadra residencial), os jornalistas Cristina Ávila e André Corrêa lançam “Retomada Yvyrupá”, audiovisual de sete minutos sobre movimento indígena, explicado por meio de brincadeiras e um coral de crianças na língua Guarani. O trabalho tem imagens do fotógrafo uruguaio Pablo Albarenga, em aldeia no município de Maquiné, no Rio Grande do Sul. Os jornalistas convidam apoiadores da causa indígena a também apresentarem materiais realizados em coberturas jornalísticas. Já está na agenda, “Xingu, um olhar de Paulo de Araújo”, um curta do jornalista que trabalhou com André e Cristina no Correio Braziliense, na década de 1990 e início dos anos 2000.
 
 
Cristina Ávila
 

Cristina Ávila, na direção, e André Correa, na montagem, criaram o audiovisual por meio de suas mídias independentes “No Caminho te Explico” e “FotoAzul Filmes”. André Correa conceituou a criação como “um manifesto” em favor das populações tradicionais, principalmente neste momento, com o crescimento do número de invasões em seus territórios, para exploração de madeira e outros recursos naturais. Mas, o recado de “Retomada Yvyrupá” é o contentamento de meninas e meninos que têm sua educação baseada nas relações com a natureza. Imagens lindas, que incluem drone, mostram uma Mata Atlântica exuberante, onde esses Guarani Mbyá vivem em um território tradicional retomado. A mais bela cena é do coral das crianças. O trabalho tem apoio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Jornal Extra Classe, veículo de comunicação do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS).
 
 
Cristina Ávila
 
 
Cristina Ávila
 

“As retomadas indígenas não são apenas a volta para territórios tradicionais. São retomadas da vida. A gente voltou a viver!”, enfatiza André Benitz, o cacique da aldeia Yvyrupá, de Maquiné, onde foram feitas as gravações. As cenas mostram crianças da escola indígena ao ar livre, em que são realizadas ações cotidianas para o resgate de aspectos culturais que estavam adormecidos, sem prática, por causa da situação precária dos acampamentos nas margens de estradas, onde eles viviam. Cerca de 2 mil indígenas, entre eles da etnia Kaingang, habitam 27 acampamentos nas rodovias e em áreas degradadas no Rio Grande do Sul. Alguns foram montados há mais de 40 anos.