Jornal Correio Braziliense

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Professores discutem se aceitam reajuste salarial proposto pelo GDF

Sinpro prevê a participação de pelo menos 5 mil docentes na assembleia que deve apresentar uma contraproposta ao que foi sugerido pelo governo

Os docentes da rede pública de ensino do Distrito Federal se reuniram na manhã desta quinta-feira (21) em assembleia na praça do Buriti, no Eixo Monumental. Em discussão, a aprovação da proposta de reajuste salarial feita pelo GDF. Por causa da assembleia, as aulas regulares foram suspensas em algumas escolas do DF para que os professores pudessem participar da decisão.

Durante a assembleia, que acabou por volta das 11h30 da manhã, os professores estabeleceram uma agenda para a negociação com o governo. Por enquanto, nada ficou decidido sobre se a categoria aceitará ou recusará o reajuste proposto.

Uma reunião está programada para ocorrer com representantes do GDF até segunda-feira (25). Só então os professores devem se reunir novamente para decidir o caminho das negociações. Uma nova assembleia foi agendada para 3 de abril, com paralisação das aulas nas escolas.

Negociação
O governo apresentou como sugestão o rompimento da exigência de exclusividade para recebimento da gratificação Tidem (leia mais abaixo, em ;Gratificação;). Além disso, propuseram reajuste de 15,76% nos salários, dividido ao longo de três anos. O reajuste, apresentado em fevereiro desse ano, foi uma das promessas do governo na negociação que deu fim à greve de professores, em maio de 2012.

GRATIFICAÇÃO|Tidem
A gratificação Tidem foi criada em 1992 e é de exclusividade dos professores que dedicam os serviços unicamente ao magistério e ao local de trabalho em que atuam. Até agora, o benefício não é incorporado ao vencimento dos docentes, ou seja, não soma-se à aposentadoria deles. A proposta do GDF é incluir a Tidem na folha de pagamento dos professores, o que caracteriza um aumento de salário.