Enem exige boa refeição

Além da atenção aos estudos, os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio devem dedicar cuidados à alimentação amanhã e domingo

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postado em 25/10/2013 15:23 / atualizado em 25/10/2013 15:31

Janine moraes/CB/D.A Press
Amaratona de 180 questões que muitos estudantes vão encarar no fim de semana, além da prova de redação, exige mais do que o conteúdo na ponta da língua. Para concluir com êxito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é preciso descansar, ter preparo físico e manter uma boa alimentação antes e durante o certame. Conhecido pelos nutricionistas como o segundo cérebro, o bom funcionamento do sistema digestivo é importante para ajudar o candidato a manter o foco.


A preparação alimentar para o Enem, realizado amanhã e domingo, deve começar hoje. É importante não fazer grandes mudanças na rotina nem comer fora de casa. Assim, uma indisposição pode ser evitada. De acordo com a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), Teresa Helena Macedo da Costa, o jantar pode ser composto de uma refeição tipicamente brasileira: arroz, feijão, um pedaço de carne, verduras e salada. Tudo por volta das 20h. O candidato deve dormir cedo e acordar em um horário em que consiga tomar o café da manhã e almoçar.

Como os portões para acesso aos locais de prova abrem ao meio-dia e o exame começa às 13h, será necessária uma mudança de hábito. A sugestão da professora é que os estudantes levantem por volta das 7h30 para fazer o desjejum. “Vai ser uma refeição importante. Deve incluir frutas, granola, café com leite, pão integral e geleia. Ele (o candidato) vai almoçar entre as 10h30 e as 11h, por isso, a necessidade de levantar cedo”, alerta. A alimentação deve ser realizadas a cada três horas, sempre intercaladas com água.

A especialista em nutrição funcional Cássia Nery lembra que o carboidrato é o nutriente que o cérebro mais usa na hora de estudar. “O concorrente vai precisar dele na medida certa. O excesso também pode provocar prejuízos. No caso do lanche, o interessante é um pão, um biscoito salgado. No almoço, pode ser arroz, batata”, explica. Para os que conseguirão almoçar em casa, a sugestão também se resume em algo leve, composto de arroz, feijão, um tipo de carne, salada e legumes, bem parecido com o jantar de hoje, só que em menor quantidade.

Os churrascos, as feijoadas e a maionese estão proibidos. Para digerir esses alimentos, o corpo precisará estimular mais o processo digestivo do que o raciocínio, o que pode prejudicar o desempenho do aluno. “Inclusive na noite anterior, uma refeição pesada pode interferir”, completa a professora da UnB Teresa Helena. Para os que precisam sair de casa muito cedo porque dependem do transporte coletivo, o almoço deve ser diferente. Nesses casos, vale um café bem reforçado e um sanduíche preparado em casa com pão integral, queijo, salada e cenoura. Ele deve ser consumido por volta das 11h30 ou ao meio-dia.

Energia
Durante o teste, é necessário ter um lanche preparado. Tão grave quanto comer algo pesado é deixar de se alimentar. A pessoa pode não ter energia suficiente para concluir o exame, passar mal e ter queda de pressão. Afinal, são 4 horas e 30 minutos no primeiro dia do Enem e, no segundo, uma hora a mais. A água também é companheira inseparável do concorrente. As barras de cereais de frutas secas ou até os chocolates com biscoito no meio podem ser uma boa opção se a pessoa já estiver acostumada a consumir esse tipo de alimento em dia de prova.

É o caso do estudante do 3º ano do ensino médio Rodrigo Resende Nery, 19 anos. Desde os primeiros exames do Programa de Avaliação Seriada (PAS) e outros vestibulares, ele mantém um ritual: leva água, duas barras de cereais e um tipo específico de chocolate com biscoito. “Sempre deu certo. Comecei assim quando fui aprovado para o Colégio Militar”, relata. Com tudo pronto para amanhã, o aluno tem uma estratégia para se alimentar. “Como o chocolate aos poucos. Um pedacinho na hora em que dá vontade. Bebo água devagar e como as barrinhas. Eles são os meus companheiros na hora da prova, pode até dar uma insegurança se não tiver”, brinca o candidato para medicina.


180
Total de questões nos dois dias de provas do Enem