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Como voltar da pausa para recarregar as energias

Especialistas afirmam que pausar a carreira e tirar um tempo para você é saudável e pode trazer grandes ganhos. No entanto, a volta pode provocar insegurança na hora de se restabelecer no mercado de trabalho. Muita gente, porém, opta até por trocar de profissão. Se esse não for o caso, o melhor é se prevenir. Confira dicas para isso

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postado em 17/02/2019 13:43 / atualizado em 19/02/2019 13:35

Voltei do ano sabático. E agora?


Dar uma pausa na carreira requer coragem. Mas retornar dela, também. Para evitar dificuldades financeiras e profissionais, a dica de especialistas é se planejar e, assim, contar com cartas na manga para a hora do regresso 

 
O ano sabático é descrito na Torá, livro sagrado dos judeus, como o período de descanso da terra, quando os hebreus não deviam cultivar lavouras. No mundo profissional e na vida pessoal, é cada vez mais comum pessoas resolverem largar tudo a fim de tirar um tempo para si. Até famosos optam por isso. Evaristo Costa deixou a posição de âncora do Jornal Hoje para viajar o mundo; Caio Castro deu uma pausa na carreira de ator e chegou até a lançar um livro contando a experiência; o cantor Tiago Iorc foi outro que deixou a carreira em suspensão para se isolar do mundo — tanto que até a família dele ficou sem saber o paradeiro do artista por muito tempo. Não é preciso integrar o hall da fama para se dar  esse luxo. Trabalhadores dos mais diversos ramos surpreendem ao decidir sair num ano sabático. É o caso da advogada Camila de Magalhães, 26 anos. Após se formar em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e ter começado a trabalhar em um escritório da capital, Camila percebeu que algo estava faltando.

Foi então que surgiu a ideia de viajar à Austrália. “Simplesmente acordei no meio da noite e disse: ‘Cara, preciso ir embora’. Acho que viver aqui para sempre é muito limitado. Preciso expandir meus conhecimentos”, recorda. Depois de sete meses fora, Camila voltou e não teve dificuldades em retomar a carreira. Dessa vez conseguiu um emprego em Belo Horizonte. No entanto, percebeu que não se sentia bem na área do direito. “Eu não conseguia mais me identificar com aquilo. Peguei uma enorme paixão por viajar, planejar, falar outros idiomas. E achava a profissão de advogada muito limitada. Até tentei, mas larguei o emprego e fui procurar algo com que eu me identificava”, relata. Há um mês, a jovem é consultora na agência Birds Intercâmbio, onde orienta outras pessoas que desejam passar uma temporada fora do país. “Eu realmente me identifico. Minha experiência me ajudou por causa do inglês, que melhorou muito. Quando se vive fora, aprende-se a fazer qualquer coisa. Então, com certeza, foi um diferencial”, afirma.


Mudança de rumo


Arquivo Pessoal
Viver uma aventura do tipo pode ser o sonho de muita gente. Quem nunca pensou em largar tudo e sair por aí viajando? Porém, o medo de não conseguir se restabelecer no mercado de trabalho impede que muitas pessoas concretizem a vontade. De acordo com Maria Elisa Moreira, professora de gestão e liderança do Insper, a questão é que muitos dos profissionais que tiram um ano sabático acabam não querendo mais voltar para a antiga carreira quando retornam para casa. “Muitas pessoas fazem esse movimento no melhor momento da carreira. O sabático pode ser um grande alavancador de empreendedorismo. Porque a pessoa sai do mercado e olha para ele de maneira mais ampla”, diz. “É necessário ver se a carreira ainda faz sentido no retorno. Muitas vezes, um médico volta e quer abrir uma empresa de jardinagem”, exemplifica.

A neurocientista Ana Carolina Souza explica que muitas pessoas tiram o período sabático exatamente para poder rever pontos da carreira. “A proposta  acontece geralmente mais para frente na vida. Quase como que um ano para experimentar algo novo. Algumas pessoas fazem como um intervalo de transição. Às vezes, não é nem um ano, mas pelo menos uns três meses”, diz. Ela alerta que é preciso ficar de olho na volta. “O risco é só de não entender que tem fim. Mesmo que sejam dois anos. Porque se não a gente pode passar a vida inteira procurando algo, sem entender que a vida é feita de equilíbrio”, pondera. Por isso, é importante se planejar considerando o retorno para casa, completa Ana Carolina. “É preciso verificar o que precisa manter e o que não. Se está acostumado a acordar tarde, é bom ir voltando aos poucos, formalizar os horários a fim de se acostumar com a dinâmica que terá ao voltar a trabalhar”, exemplifica. “Muitos hábitos adquiridos, porém, podem continuar. Toda vez que a gente passa por uma transição é uma oportunidade de criar hábitos”, diz.

É sensato ter em mente que o profissional não recuperará o mesmo nível de produtividade que tinha antes logo de cara. “Tem que ter o período de reintegração. Não dá para voltar fazendo de tudo do mesmo jeito que antes.” Para a coach Rebeca Toyama, é necessário ter tato no jeito de apresentar a experiência para empresas, chefes e colegas. “Existe uma grande diferença entre dizer ‘Eu não sabia o que fazer e dei uma escapadinha da rotina’ e dizer ‘Dediquei algum tempo para meu desenvolvimento pessoal ou profissional’. Embora as duas formas possam significar o mesmo, a impressão transmitida é bem diferente”, alerta. “Transformar a experiência em aprendizado e conseguir mostrar sua aplicabilidade na carreira costuma ser o melhor caminho”, ensina.

Passo a passo


Confira dicas para retomar a carreira depois do sabático

» Tenha clareza com relação a quais são seus talentos para encontrar uma oportunidade na qual eles sejam relevantes
» Antes de buscar mais conhecimento, verifique quais competências e experiências você já tem e são valorizadas
» Pesquise quais são os rendimentos financeiros da nova área ou empresa e se estão alinhados aos seus
» Reconheça a importância de suas experiências para saber valorizá-las na próxima oportunidade
» Cuidado para não fazer uma transição de carreira para fugir de pessoas “difíceis”. Existe a possibilidade de encontrar outra realidade bem parecida

Fonte: Rebeca Toyama, palestrante e formadora de líderes, coaches e mentores


Tranquilidade para voltar


Aline Rocha/Esp.CB/D.A Press
Se mudar de carreira não está nos planos ao retornar para casa, de acordo com Maria Elisa Moreira, que é mestre em criatividade e inovação pela Universidade Fernando Pessoa (UFP), em Portugal, não há problema. “É bom isso já entrar no planejamento. Existem empresas que topam a possibilidade de um acordo para reintegrar o profissional quando ele regressar. As companhias estão abertas a esse tipo de investimento quando é um bom trabalhador”, afirma. “Tem modelos que permitem à pessoa sair, aproveitar esse tempo fora e, depois, voltar, com a tranquilidade de uma posição garantida”, destaca. Por isso, antes de pedir demissão, é uma boa verificar essa possibilidade com seu empregador. Rebeca Toyama, fundadora da Academia de Coaching Integrativo, nota que há patrões que até estimulam essa experiência.

“No passado, era mais comum as pessoas acharem que o sabático era coisa de gente perdida. Atualmente, noto que esse período está, aos poucos, virando tendência e tem sido associado a indivíduos criativos e empreendedores”, aponta. “Já acompanhei casos de clientes em que a empresa, inclusive, apoiou, concedendo licença não remunerada, embora essa postura ainda seja exceção”, afirma. Mesmo que a temporada de pausa na carreira esteja sendo mais aceita, ainda é importante tomar certos cuidados para não prejudicar a trajetória profissional. Para que a volta envolva menos contratempos, a recomendação da professora Maria Elisa Moreira é que o indivíduo não se isole totalmente do mundo. “Continue mantendo contato com amigos, fortaleça o network. Não é bom excluir todo mundo do Facebook e do Instagram”, orienta.

Foi buscando exatamente ser uma profissional melhor que a publicitária Rianni Bertoldo, 43 anos, se afastou do trabalho, como diretora de atendimento, por um ano e seis meses. Isso foi em 2000 e ela não se arrepende. Usou o tempo para fazer um mestrado em marketing na Escócia. Decisão essa apoiada pela empresa onde ela trabalhava, a agência de publicidade Fischer América Sette Graal. “Eu era gerente sênior de atendimento e nunca é fácil sair da zona de conforto. Eu era bem feliz, mas, ao mesmo tempo, existia uma vontade de fazer algo novo e diferente”, conta. Como teve incentivo dos chefes para ir, a volta não foi difícil. “Na mesma semana em que retornei ao Brasil, fui convidada por eles para reingressar em outra posição e com novas responsabilidades”, lembra ela, que hoje trabalha na agência Lew’lara. “Da economia prévia que precisa ser feita, à escolha do curso e da cidade onde você vai morar, tudo tem que ser analisado com carinho e cuidado”, observa.

Vantagens

De acordo com Maria Elisa Moreira, pós-graduada em gestão de recursos humanos pela Fundação Armando Alvares Penteado, quem resolve fazer o chamado período sabático só tem a ganhar. “Você percebe que não está sozinho no mundo, mas que, ao mesmo tempo, sim. É um paradoxo. Pessoas que você nunca viu te ajudam, aparecem anjos da guarda. Você descobre que tem amizades de verdades”, diz. “Aprende-se a ser flexível, dá-se conta de que não conhecia tanta coisa assim e torna-se mais humilde. O maior de todos é o aprendizado”, percebe ela, que passou um tempo sabático na Flórida, nos Estados Unidos. De acordo com a neurologista Ana Carolina Souza, tirar esse período para si é muito positivo. “Esse movimento é muito saudável. A discussão de propósito tem ganhado valor”, comenta. “Quando a gente fala de trabalho, é uma rotina puxada. A gente vai sendo levado. Quando você vê, passaram-se 15 anos e, olhando para trás, não se sabe nem como se chegou ali. Essa é uma oportunidade para dar um freio nessa pressão. Criamos novas conexões”, elucida.

Segundo a médica, isso é provado até pela ciência. “O nosso cérebro tem modelos de redes. Quando você está focado, isso ativa uma parte da mente direcionada à resolução de problemas. Passamos muito tempo nessa rede”, explica. “Quando tiramos um momento para não fazer nada, ativa-se outra rede. Essa é ligada ao processo criativo, às bases da inteligência emocional e ao autoconhecimento. Isso só acontece quando se tem esse tempo livre, desde umas férias até o sabático, só muda de dimensão.” Além disso, as habilidades adquiridas podem melhorá-lo como pessoa e como trabalhador. “Sempre há ganhos profissionais. Você volta mais criativo, relacionando-se melhor, empático, ganha nas chamadas soft skiils”, aponta. “Se a pessoa está fazendo uma transição, então, tem um recomeço. Por isso, pode ser que não se perceba a diferença logo de cara”, afirma.

A coach Rebeca Toyama ressalta que os ganhos são diversos. “Conhecer novas culturas, idiomas, filosofias ou tradições... Sem dúvida, esse período amplia nossa visão de mundo, efeito muito parecido com um intercâmbio. Quando nossa perspectiva aumenta, conseguimos ser mais criativos e encontrar caminhos e respostas nunca antes imaginados”, afirma. “Quanto maior o repertório de experiências, maiores possibilidades encontraremos de retomar e desenvolver nossas carreiras.” E, apesar de os ganhos para a carreira serem grandes, Maria Elisa afirma que as vantagens não se resumem a esse aspecto. “Em geral, a pessoa que aposta num sabático se dispõe a olhar para si de outra maneira, o que é mais profundo do que a carreira. É uma revisão de valores.” Para tomar a decisão de tirar esse tempo, ela destaca que o primeiro passo é estar bastante seguro de si. “O melhor momento não é quando você está em depressão ou endividado. Alguns elementos importantes são autoconhecimento, plenitude na carreira e no mínimo uma inquietação quanto ao seu papel na sociedade”, explica.


Pare e pense antes de fazer as malas
De acordo com a professora Maria Elisa Moreira, não são todos que têm perfil para tirar um ano sabático. “Pessoas desorganizadas, no geral, não conseguem fazer isso.” A razão, de acordo com ela, é que gerir bem o tempo e os recursos são fundamentais para não se dar mal. Para desfrutar desse momento, Maria Elisa explica que, diferentemente do que muitos pensam, não é necessário ter um monte de dinheiro. “Mesmo que não dê para ir a Paris, é possível viver um ritmo de vida diferente aqui mesmo. Sua rotina muda, você precisa pensar como você vai ocupar seu tempo”, diz.
 

Fui ali ser feliz e já volto

Conheça pessoas que abdicaram da carreira para se dedicar a um período sabático e saiba como foi a volta delas (ou não) ao trabalho

Sem dinheiro mesmo 


Facebook/ reprodução
Victor Falk, 25 anos, era servidor público da prefeitura de Curitiba, atuando como auxiliar de serviços escolares há seis anos, quando tentou tirar a licença-prêmio a que tinha direito, mas não teve sucesso. “Foram três tentativas. Na primeira vez, a prefeitura alegou que o número de funcionários permitido para aquele ano já tinha tirado licença. Na segunda, a legislação mudou, e a direção trocou as datas. Na terceira, só liberaram os trabalhadores que já iam se aposentar naquele ano”, conta. Depois de ter quase alcançado uma promoção em que tinha muito interesse, ele passou por um período difícil. “Fiquei muito mal, foi um tombo grande, pois criei muita esperança e expectativas com relação a esse cargo”, conta. “Tive que iniciar terapia para não me entregar à depressão, iniciei também meditação budista tibetana, atividades físicas e tive experiência com o ayahuasca (bebida sacramental também conhecida como chá de Santo Daime)”, lembra. Nesse período, o educador físico recebeu o convite de uma amiga para ir aos Estados Unidos. Foi então que resolveu largar tudo, pedir demissão do emprego e sair para um período sabático.

“Fiz um empréstimo no banco e, quando estava com tudo pronto, minha amiga disse que não poderia mais ir comigo. Então, fui sozinho, sem conhecer ninguém lá, com um inglês bem fraco”, diz. “A internet me ajudou a ter por onde começar, pois busquei apoio em grupos de ajuda comunitária dos Estados Unidos”, relata. Essa foi a primeira viagem internacional de Victor, que passou cinco meses em Nova Jérsey e Wisconsin, onde trabalhou em construção. Enquanto estava lá, ele já se preocupava com o momento do retorno. “Essa foi uma preocupação. Ainda mais por eu ser professor de educação física e ter voltado em dezembro, que é quando as chances de conseguir um emprego são mais difíceis.” Ao voltar ao Brasil, há um mês, Victor não conseguiu reingressar no mercado de trabalho, por isso já se decidiu: “Isso me motivou a iniciar o planejamento de um mochilão pelo Brasil, sem dinheiro, trocando trabalho por estadia”. A nova viagem está marcada para começar em março. Enquanto isso, ele está pensando em fazer algo temporário. “Cheguei a pensar em trabalhar em aplicativos de delivery, ainda não descartei essa possibilidade até viajar novamente”, explica.


Para estudar 


Arquivo Pessoal
Ana Amélia Drumond, 41 anos, está há seis meses no Canadá estudando inglês. A decisão de pausar a vida e ir para outro país foi tomada depois de ter sido mandada embora do trabalho em uma mineradora, por não concordar com algumas políticas da empresa. “Não consegui me recolocar e comecei a entrar em depressão, ficar ansiosa. Decidi que devia fazer algo para mudar meu momento atual”, explica a relações públicas. Os planos são de voltar ao Brasil em março. “Uma coisa que aprendi é que o dinheiro é bom, mas não compra tudo. Principalmente nossa felicidade e paz de espírito”, afirma. “Cheguei a ir para o hospital com crises de ansiedade por não concordar com algumas decisões da empresa e, a cada dia, tenho repensado cada vez mais meu papel como profissional de forma geral e minha atuação de uma forma generalizada”, conta. Por isso, ela ainda não sabe o que fará quando retornar, mas não quer trabalhar na mesma empresa nem na mesma área. “Eu sempre fui de investir e guardar dinheiro. Quando decidi vir, fiz as contas e peguei uma parte do que tinha guardado. Como não havia planejado o sabático, não juntei o dinheiro especificamente pra isso... Mas eu já tinha reservas”, explica.


Mudei de profissão 


Arquivo Pessoal
A iniciativa de tirar um período sabático para Luci Rúbia, 61 anos, inicialmente era com o objetivo de aprender inglês e ter contato com outras culturas. Mas a experiência no Canadá fez com que a então autônoma, que revendia linhas de telefone e carros, se descobrisse em outra profissão: a de professora de inglês. “Eu nunca tinha pensando em trabalhar com isso e, quando voltei, em 2005, comecei a receber convites e gostei”, conta. A mudança de área aconteceu apesar da ideia de continuar na antiga profissão. Depois do primeiro sabático, vieram mais dois, um no Canadá e outro na Nova Zelândia. “Eu me planejei muitos anos, juntei dinheiro, tive apoio financeiro do meu ex-marido, mas eu tinha que retomar minha vida profissional. Num primeiro momento, tem que ter uma segurança”, lembra a hoje professora particular e tradutora.
 
 
 

Um tempo para descansar


Arquivo Pessoal
A advogada Gabriela Maluf, 41 anos, largou tudo após 14 anos de atuação na área jurídica. “Não estava satisfeita com o rumo que minha carreira estava tomando, queria descansar. Eu também me dei conta de que nunca tinha saído do país e de que a vida estava passando. Era um sonho antigo mochilar”, explica. Foi assim que começou a viagem de um ano e cinco meses pelo Brasil e pela América do Sul, que terminou em abril de 2018. Ela passou por lugares, como Foz do Iguaçu, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia. De acordo com ela, a viagem era bem diferente de turismo; afinal, a intenção era conhecer as pessoas e os lugares sem estar em um roteiro comercial. Ela garante que não teve medo da decisão. “Eu sempre me virei e comecei a trabalhar cedo”, explica. Ela ressalta que o mercado de trabalho não se mantém muito aberto a quem resolver aderir a essa experiência.

“A reinserção não é fácil. O Brasil tem muito preconceito com tudo que foge do padrão. As pessoas me perguntam o que eu fiz ano passado, eu digo que estava em um sabático e elas se assustam”, relata. Ela chegou a participar de algumas entrevistas, mas sente que os empregadores não a compreendem. Por isso, hoje, Gabriela trabalha como freelancer com consultoria jurídica, além disso, faz curso de copywriter (textos de marketing). “Quero alavancar o meu blog, tenho muito conhecimento na área jurídica e acho que não posso desperdiçá-lo. Estou me dedicando aos meus hobbies e a viver mais. Eu me tornei adepta do minimalismo: aposto em consumir menos e aproveitar mais. Acho que esse foi o principal aprendizado”, garante. Outro ponto que ela destaca é o preconceito. “Viajar sozinha é autoconhecimento e exige coragem. Espero que as mulheres comecem a se apoiar mais e a não se criticar tanto”, afirma. Gabriela não pensou em como faria quando voltasse do sabático. “A viagem foi para dar um tempo e praticar autoconhecimento. Aos poucos, fui chegando a algumas respostas”, afirma.
 

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* Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa