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Correio Braziliense PERFIS DE SUCESSO

Conheça a família dona do restaurante de massas japonesas Katsu Lamen

Família de origem nipônica abriu o primeiro restaurante especializado em lamen com massa artesanal de Brasília e atrai público de dentro e fora do DF. A receita para o crescimento está no estilo familiar e no fato de o prato japonês ter se tornado uma tendência


postado em 02/07/2017 14:57 / atualizado em 10/07/2018 20:47

 

Para quem acompanha animes e mangás japoneses, o lamen não é novidade. Trata-se de um macarrão servido com caldo temperado quente e acompanhado de legumes e alguma opção de proteína. Muito tradicional no país do Sol nascente, é servido tanto em restaurantes quanto em barracas de comida de rua. Na capital federal, a receita oriental tem conquistado cada vez mais apreciadores desde a abertura da Katsu Lamen House. A empresa deu início às atividades em outubro de 2015 em  Águas Claras. Especializada em udon (massa feita de farinha) artesanal, a loja recebe cerca de 30 pessoas por dia de terça a quinta-feira e de 70 a 80 nos fins de semana. A maior parte mora nas redondezas, mas há quem venha de longe provar a iguaria.

“Já recebemos gente de Lago Norte, Brazlândia, diversas regiões do DF, mas também de fora: Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Tem um pessoal de Goiânia que vem direto porque não existe restaurante de lamen por lá”, afirma Edson Kato, 54 anos, patriarca da família responsável pelo negócio. A clientela chega, normalmente, pelo boca a boca. “Em mais ou menos um ano, alcançamos o movimento que esperávamos ter em três ou quatro anos. O investimento se pagou em um ano e dois meses”, comemora. O faturamento bruto mensal é de R$ 80 mil e a maior parte do que sobra de lucro é reinvestida em maquinário e estrutura para a empresa. “A família toda sobrevive do negócio”, explica Edson, ao afirmar que a empreitada culinária também tem a ver com laços de sangue.

No papel, os donos da Katsu Lamen House são os filhos mais velhos de Edson: Rodrigo Matsunaga Kato, 26 anos, e Henrique Matsunaga Kato, 24. Formados, respectivamente, em gastronomia e em educação física, eles trabalham na cozinha da casa. Os mais novos, Giulia, 20, estudante de nutrição, e Lucas, 19, aluno de publicidade, ajudam na cozinha. A mãe, a professora Maristela Matsunaga, 52, se encarrega da parte administrativa-financeira da empresa. Nos fins de semana e em momentos de necessidade, outros familiares, como cunhados e tios, também vem ao local ajudar. “É natural da cultura japonesa essa iniciativa de se unir para superar as dificuldades”, explica Edson. Os cinco empregados do restaurante, muito pontuais e assíduos, se integram bem ao espírito do grupo. “Nenhum deles faltou ou chegou atrasado nenhum dia até hoje. Funcionamos como família mesmo”, define.

Tendência de receita

 

(foto: Lanna Silveira)
(foto: Lanna Silveira)
 

 

A característica familiar é apontada pelos donos como um dos ingredientes da receita de sucesso do restaurante. “As pessoas observam que, do atendimento à comida, tudo é feito por gente da família”, percebe Rodrigo. “Por isso, é um local aconchegante, não é como um fast-food”, compara Edson. Na hora de tomar decisões, a união fala mais alto. “Conversamos muito e entramos em consenso. Trabalho de 10 a 12 horas por dia e o que mais gosto no que faço é do fato de conviver com minha família o tempo todo, nos damos muito bem”, revela Henrique. Outro motivo para o restaurante ter crescido durante um período de crise econômica é a própria especialidade da casa: o lamen. O prato tem se tornado febre nos Estados Unidos e em São Paulo e, assim, despertado curiosidade. “Esse prato é tendência e, em Brasília, não havia muita opção antes de nós”, analisa Rodrigo.

A receita da família é bastante caseira e tradicional (só o molho leva 12 horas para ficar pronto). O queridinho, mais pedido e também um dos pratos mais baratos da casa é o Butter Lamen, que leva macarrão, legumes refogados na manteiga e frango frito. O cardápio traz ainda várias outras opções de acompanhamentos para a massa, como tyashu (panceta suína), naruto (massa de peixe, semelhante ao kani) e shimeji. Os preços das porções inteiras, com 400g de massa, variam de R$ 29,90 a R$ 45. “É um preço justo, pois precisamos importar muitos ingredientes do Japão”, comenta Edson. Os proprietários ouvem elogios frequentemente. As únicas críticas são com relação à capacidade de atender bem a demanda. Por isso, a família tem a intenção de abrir outras unidades e estuda a oferta de um serviço de entregas.

Inspiração

A ideia para o restaurante partiu de Edson. “Meus filhos estavam na idade de tocar um negócio, então resolvi abrir para eles”, comenta o engenheiro agrônomo aposentado que, por enquanto, tem sido a principal liderança do estabelecimento. Motivos para investir na culinária não faltaram. “Sou neto de japoneses e minha família sempre teve tradição na cozinha”, conta. Esta é a primeira vez que alguém do clã abre um restaurante, mas, antes disso, por hobby, Edson promovia eventos para públicos de 100 ou 200 pessoas em que os macarrões se destacavam. “Como as receitas sempre faziam sucesso, percebi que poderiam virar algo mais.” O gosto por lamen foi intensificado durante os dois anos em que ele morou no Japão, trabalhando como operário.


Saiba mais
Ligue para 3084-9158 ou acesse Instagram.com/katsulamen.
Endereço: Rua 25 Norte, Lote 2.
O restaurante funciona das 18h30 às 22h30.


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