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Correio Braziliense GUIA DE CONCURSOS »

Professores dão dicas para quem quer fazer residência no HUB

No total, são 116 vagas, 89 para médicos e o restante para a modalidade multiprofissional, voltada a enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, odontólogos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e profissionais de saúde coletiva


postado em 11/11/2018 11:48 / atualizado em 11/11/2018 17:18

O Hospital Universitário de Brasília (HUB) seleciona médicos e profissionais de saúde para experiência de residência, que consiste em especialização prática e teórica em determinada área. Ao todo, são 116 vagas, sendo 89 para programas de residência médica (que conta com 35 ramos de atuação, com acesso direto ou com pré-requisito; saiba mais no quadro Distribuição de vagas) e 27 para multiprofissional (voltadas para graduados em enfermagem, farmácia, nutrição, odontologia, saúde coletiva, fisioterapia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional). A residência médica dura de um  a três anos; já a multiprofissional ocorre por dois anos. Todos os participantes ganharão bolsa mensal de R$ 3.330,40.
 
 
A estudante de serviço social Júlia tem estudado três horas por dia para o concurso(foto: Arquivo Pessoal)
A estudante de serviço social Júlia tem estudado três horas por dia para o concurso (foto: Arquivo Pessoal)
 
As inscrições terminaram ontem (10), mais um motivo para acelerar o ritmo de estudos, já que as provas se aproximam. Os participantes terão três horas e 30 minutos para resolver 120 itens objetivos, com temas compatíveis com as exigências das especialidades. Os inscritos para residência médica com acesso direto terão ainda avaliação prática (abordando cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia geral, medicina preventiva e social, obstetrícia e ginecologia e pediatria), etapa que permite medir habilidades como comunicação, integração do raciocínio clínico e tomada de decisão.

Profissionais de saúde

 

Júlia Abreu, 30 anos, decidiu concorrer à única vaga de serviço social do programa multiprofissional em atenção cardiopulmonar. “Pelo fato de ser só uma vaga, estou preocupada. Mesmo assim, tenho ótimas expectativas”, diz. A estudante do 8° semestre de serviço social do Centro Universitário Iesb tem procurado se aprofundar nos conteúdos que foram abordados apenas superficialmente na faculdade. “Creio que o tema políticas de saúde é o menos comentando nas aulas, portanto é o que mais estudo.” Júlia tem apostado em revisar e fazer questões de provas anteriores. Há seis meses, ela dedica cerca de três horas por dia aos estudos.

Quem vai fazer a prova de residência multiprofissional deve se atentar a questões que envolvam práticas de saúde coletiva, já que as bancas costumam cobrar bastante esse tema. É o que recomenda o biólogo, mestre e doutor em saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP) Anderson Sena. “É importante estar a par das políticas de saúde pública, da arquitetura do modelo de saúde regional e dos principais agravos à saúde tanto regionais quanto nacionais”, observa. O professor do cursinho SJT Educação Médica destaca tópicos que não podem ser ignorados. 

“Sem dúvida, assuntos ligados a epidemiologia, indicadores epidemiológicos, taxas de mortalidades, doenças que ocorreram sobre a forma de surtos ou epidemias nos últimos anos e também as medidas preventivas de  doenças crônicas e infectoparasitárias”, ressalta. Anderson recomenda que o aluno acompanhe boletins atualizados de dados epidemiológicos. Também vale estudar legislações como a Lei n° 8.080/1990, e os artigos constitucionais que abordam a criação do SUS (196 ao 200).

Médicos

 

Uma novidade na seleção deste ano, como destaca Ricardo Luiz de Melo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (FM/UnB), é a exigência de competências socioemocionais durante a prova prática para residência médica. “Apresentar boa capacidade de relacionamento interpessoal será muito bom tanto para a formação deles quanto para o paciente, que receberá médicos mais preparados para atitudes emocionais”, afirma ele, que faz parte da Coordenação da Comissão de Residência Médica do HUB, que supervisionará a aplicação das provas práticas. “Espera-se que o médico tenha um  comportamento ético e respeitoso; ouça o paciente e dê margem para a pessoa falar do que sente, inclusive angústias”, explica.

O professor de medicina do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) Alberto Vilar concorda. “É julgada a parte técnica e também a postura”, destaca. A dica dele para bom resultado nessa etapa é confiar no próprio taco. “Não tem por que temer. Esses profissionais estudaram teoria por seis anos e alguns ficaram em período de internato. A prova não é estilo ‘decoreba’, mas sim de raciocínio lógico”, observa. “Não tente ficar estudando tanto antes da prova. Procure relaxar, fazer um esporte e, principalmente, dormir muito bem”, argumenta.

Ricardo Luiz de Melo destaca alguns conteúdos essenciais de clínica médica. “Doenças respiratórias, cardíacas e renais. Essas são aquelas que mais incidem sobre a população brasileira.” Outro tema específico que será cobrado na prova de residência médica de acesso direto é cirurgia geral. O professor Alberto Vilar destaca que os conteúdos com maior probabilidade de cair são atendimentos de urgência, acidentes, doenças como apendicite aguda, obstrução intestinal e cirurgia de vesícula e estômago.

Passe bem / Clínica médica


Um paciente com 58 anos de idade procura o ambulatório de clínica médica com queixas de apresentar há um ano dispneia inicialmente ao fazer esforços leves, tal como subir uma ladeira, até chegar ao momento atual em que apresenta o sintoma quando escova os dentes. Associa-se a sibilos e tosse que elimina escassa secreção clara. Informa ser tabagista de 80 maços ano. O exame físico mostra frequência respiratória de 26 irpm, Sat O2 90% e murmúrio vesicular diminuído globalmente.
Com base neste caso clínico, julgue os itens de 1 a 3:
1. A dispneia no início da doença pode ser classificada como MRC 1 e no momento atual como MRC 4.
2. A redução do murmúrio vesicular pode traduzir a presença de hiperinsuflação pulmonar.
3. Os aspectos clínicos descritos são o bastante para firmar o diagnóstico de certeza para o paciente em tela.
Comentário
1. Certo. A dispneia descrita no início da doença do paciente é classificada como MRC 1: desencadeada ao subir ladeira. A dispneia do paciente no momento da consulta é classificada como MRC 4: desencadeada para se vestir, escovar dentes, etc.
2. Certo. A hiperinsuflação gerada pela DPOC faz com que o ar se interponha entre o pulmão e a parede torácica o que leva a uma diminuição da ausculta dos sons pulmonares.
3. Errado. DPOC é diagnosticada mediante a feitura de espirometria.

Questão elaborada e comentada pelo professor Ricardo Luiz de Melo

 

Distribuição de vagas


Residência médica de acesso direto: 48 vagas 
Anestesiologia (1), cirurgia geral (1), cirurgia geral — pré-requisito em área cirúrgica básica (3), clínica médica (9), infectologia (2),medicina de família e comunidade (3), obstetrícia e ginecologia (4), oftalmologia (2), otorrinolaringologia (2), patologia (2), pediatria (6), psiquiatria (3), radiologia e diagnóstico por imagem (4), radioterapia (1) e dermatologia (2).

Residência médica com exigências de pré-requisito: 41 vagas
Cancerologia clínica (2), cardiologia (8), cirurgia do aparelho digestivo (1), cirurgia torácica (1), coloproctologia (1), endocrinologia (2), endocrinologia pediátrica (3), endoscopia respiratória (1), gastroenterologia (2), gastroenterologia pediátrica (1), geriatria (3), hematologia e hemoterapia (2), mastologia (1), nefrologia (3), neonatologia (1), neurologia pediátrica pneumologia (2), reumatologia (2), transplante de rim — nefrologia (1), transplante de rim — urologia (1) e urologia (1).

O que diz o edital


Programa de residência médica
Inscrições: encerradas ontem no site www.cespe.unb.br, acesse o edital em www.cespe.unb.br/concursos/HUB_19_MEDICA
Vagas: 87 vagas, sendo 46 para acesso direto e 41 com exigência de pré-requisitos
Salário: R$ 3.330,40
Taxa: R$ 500
Provas: 16 de dezembro
Local: Brasília

Programa de residência multiprofissional
Inscrições: encerradas ontem no site www.cespe.unb.br; acesse o edital em www.cespe.unb.br/concursos/HUB_19_MULTIPROFISSIONAL
Vagas: 27 vagas
Salário: R$ 3.330,40
Taxa: R$ 300
Provas: 16 de dezembro
Local: Brasília



*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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