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Correio Braziliense BEM-ESTAR

Empresas começam a aceitar pets no trabalho

Pesquisas comprovam que conviver com animais durante o expediente diminui o estresse, aumenta o bem-estar e, consequentemente, a produtividade. Ainda não é regra encontrar ambientes laborais abertos a bichos de estimação, mas é uma tendência que veio para ficar e ganha força, principalmente, em escritórios compartilhados e startups


postado em 24/06/2019 14:00 / atualizado em 23/06/2019 16:10

Pets são bem-vindos


Pesquisas comprovam que conviver com animais durante o expediente diminui o estresse, aumenta o bem-estar e, consequentemente, a produtividade. Ainda não é regra encontrar ambientes laborais abertos a animais de estimação, mas é uma tendência que veio para ficar e anha força, principalmente, em escritórios compartilhados  startups

(foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
(foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
Quem diria que animais e trabalho pudessem coexistir? Os tempos mudaram e os empregadores têm mostrado maior abertura para a presença de pets nas firmas, que podem até aumentar a produtividade. Isso mesmo! Os bichos geram sensação de bem-estar, diminuem o estresse e aumentam a interação entre colaboradores, tornando o ambiente mais amigável. Como funcionários satisfeitos produzem mais e melhor, todos os lados saem ganhando. Esses benefícios foram comprovados por meio de pesquisas.

A possibilidade de levar o pet para o local de trabalho tem sido motor de atração de espaços de coworking: vários deles, em Brasília e no resto do país, permitem a presença animal. É o caso do Cowmeia, em Águas Claras, onde os pets podem acompanhar os donos. O local também conta com bichinhos próprios e outros que se tornaram xodós por volta e meia estarem lá. A fotógrafa autônoma Sarah Stedile, 34 anos, aluga uma mesa no lugar para trabalhar e aprova a iniciativa. Ela já levou Marvin para o serviço duas vezes.

“Percebi que foi uma experiência tranquila, ele ficou dormindo o dia todo, então resolvi trazer ele de novo”, afirma. O cachorro tem só três meses e, por não ter tomado ainda todas as vacinas, não pode ficar muito tempo no chão. Isso não foi problema porque ele ficou muito confortável na mesa da Sarah. Segundo ela, a presença do mascote não atrapalha o trabalho, pelo contrário. “É gostosinho ter ele comigo, é uma distração boa, fico rindo com ele”, comenta.

Xodós


Gustavo,o funcionário Igor e as hamsters Jani e Jenifer(foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
Gustavo,o funcionário Igor e as hamsters Jani e Jenifer (foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
 
 
 
 
 
O Cowmeia conta com 18 funcionários, recebe cerca de 200 pessoas por dia, foi inaugurado em fevereiro e foi pensado para receber animais. Por quê? “Só tive a vontade de montar um local com qualidade de vida, agradável e confortável para todos”, explica um dos proprietários Gustavo Miotelo, 34. O sócio e irmão dele é Thiago Miotelo, 34. Além de abrir as portas para bichos dos clientes, o ambiente conta com mascotes próprios. Igor Shiratori, 34, assessor do espaço, e os sócios adotaram duas hamsters: Jenifer e Janis, que moram ali. Outras frequentadoras ilustres são Rihanna e Nina, cadelas de Marina de Paula Oliveira, 23.
 
 
 
 


Asa irmãs Marília e Marina com a cadela Nina(foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
Asa irmãs Marília e Marina com a cadela Nina (foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
 
 
 
 
A jovem, que cursa direito no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), usa o coworking para estudar, sempre acompanhada das cachorras. A irmã dela a engenheira Marília, 23, também é figurinha carimbada por ali. “A Rihanna, que tem 2 anos, acabou virando mascote daqui, ela vem desde que o espaço estava sendo construído e ficou”, comenta Marina. A doberman é xodó do estabelecimento. Nina, de 13 anos, fica no colo de Marina quase o tempo todo. “Ela é bem calma, vem menos que a Rihanna, mas, quando está aqui, não causa problema nenhum”, afirma. “Venho muito aqui para fazer trabalho da faculdade e é supertranquilo vir com elas”, afirma.
 
 
 
 

Terapia psiquiátrica com bichos

 

Arthur Furlan, CEO da startup Configr, e a cadela Judite(foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
Arthur Furlan, CEO da startup Configr, e a cadela Judite (foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
A interação de pacientes psiquiátricos com animais resultou em uma melhoria motivacional, segundo um estudo pioneiro realizado pelo Hospital Vera Cruz em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os resultados do projeto foram apresentados em 16 de junho pela psicopedagoga Liana Pires Santos, no Curso Pet Terapia, durante a Reatech — Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, organizada pela Cipa Fiera Milano em São Paulo. O trabalho terminou em 2018 e acompanhou por um ano pacientes psiquiátricos.

Com base no perfil dos pacientes, eles recebiam visitas de quatro grupos de animais: caninos, para quem tinha dificuldades motoras; roedores e lagomorfos (como coelhos), para esquizofrênicos, autistas, entre outros; aves com bico curvo, para quem precisava estimular a linguagem e trabalhar a atenção; e jabutis, para pacientes com distúrbio de aprendizagem, por exemplo. A conclusão é de que houve benefícios para os pacientes, que passaram a se vincular ao método terapêutico e a esperar as visitas semanais dos animais. Liana, que é representante da Ande-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia) e diretora do Gati (Grupo de Abordagem Terapêutica Integrada),  concluiu que a terapia alterou e melhorou questões motivacionais.

Tradição de abertura

 

Uma das hamsters que mora no espaço(foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
Uma das hamsters que mora no espaço (foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)

 

 

 

Na startup de hospedagem em nuvem Configr, levar o cachorro para o trabalho é tradição entre os funcionários. Desde fevereiro, a empresa funciona no Cowmeia, mas, mesmo antes disso, quando a equipe atuava numa sede própria, a companhia de animais já era tradição. A companhia conta com 21 funcionários.O cientista da computação Arthur Furlan, 33 anos, é o CEO da firma, que tem como sócio Felipe Tomaz. Atualmente, Judite, cadela de Arthur, é sempre vista pelos corredores do espaço de coworking. “Fiquei um pouco receoso de trazê-la para cá, mas eu já levava cachorro para o antigo escritório da empresa, que era menor. Aqui é bem maior, por isso fiquei com medo. Porém, a Judite ficou tão bem, o pessoal gostou tanto, que ela está quase virando funcionária”, brinca.

 

 

 

 


A doberman Rihanna(foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
A doberman Rihanna (foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
 
 
 
 
 
Segundo ele, a experiência de trabalhar com um animal ao lado é muito positiva. “Acho que é legal porque, quando vamos fazer reunião, levamos e ficamos com ela no colo. Isso desestressa”, diz. “É bacana, volta e meia o pessoal para para brincar”, completa. A tranquilidade de ter a cadela por perto ali também depende da personalidade do animal e, no caso dela, a convivência é harmônica e sem preocupações. “Varia de cachorro para cachorro, mas a Judite passa a maior parte do tempo deitada. Às vezes sai, caminha, mas em cinco minutos está de volta”, conta.
 
 
 
 
 

Impacto na felicidade

 

Guilherme Krauss,especialista em psicologia organizacional(foto: Geraldo Bubniak/Divulgação)
Guilherme Krauss,especialista em psicologia organizacional (foto: Geraldo Bubniak/Divulgação)
Guilherme Krauss, fundador da consultoria Hümans at Work, idealizou um indicador inédito que mensura a felicidade nas corporações a partir da Hümans Happiness Survey. O objetivo é ajudar empresas a aumentar a satisfação dos colaboradores, afinal, um funcionário feliz é 31% mais produtivo e três vezes mais criativo, de acordo com o Center for Positive Organizational Scholarship. Na avaliação dele, um pet numa firma pode, sim, dar uma forcinha para a alegria das equipes. “Isso está bem em alta ultimamente e, particularmente, acho bem legal. Há estudos que relacionam a presença do animal no ambiente de trabalho com questões como ganho de produtividade, melhora no relacionamento e diminuição do estresse”, explica ele, que é especialista em psicologia organizacional pela SAE.

“Tenho uma visão positiva, entendo que a presença do animal gera descontração, traz afeto ao ambiente de trabalho e é sempre uma influência positiva sobre as relações”, afirma. No entanto, os empregadores precisam tomar a decisão de permitir ou não bichos com cuidado. “Essa escolha tem que ter a ver com a cultura da empresa, das pessoas que estão ali, tem que estabelecer regras para não virar uma bagunça e não desrespeitar o espaço dos outros”, alerta. Na opinião de Guilherme, a presença dos pets pode ser terapêutica. “O animal é utilizado como forma de terapia, inclusive em tratamentos. Então, o contato com ele pode ser, sim, um fator de diminuição de estresse, já que o bicho estimula o toque, tem carinho, então isso já tira a tensão”, percebe.

Pesquisa revela benefícios

 

 

Nos dias Pet at Work, funcionários trazem os melhores amigos de outra espécie para o trabalho (foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
Nos dias Pet at Work, funcionários trazem os melhores amigos de outra espécie para o trabalho (foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
 

Uma pesquisa da produtora de alimentos para cães e gatos Nestlé Purina e da empresa de estudos Penn Schoen Berland entrevistou 1.000 profissionais de diversas áreas nos Estados Unidos, em maio de 2017. “O objetivo era entender como a presença dos pets no ambiente de trabalho traz impactos positivos para a produtividade e para o bem-estar dos funcionários”, explica Tatiana Turquete, gerente de Marketing da Nestlé Purina no Brasil. “Entre as descobertas da pesquisa está o fato de espaços de trabalho que aceitam animais de estimação serem vistos como empolgantes e inovadores”, diz.

“Esse benefício é visto como o segundo mais importante para os donos de cachorros, superando até estacionamento e refeições”, destaca. “O estudo também concluiu que empregados que trazem os animais de estimação para o trabalho tendem a ter níveis mais baixos de estresse até o fim do dia, o que pode ajudar a reduzir a pressão arterial, diminuir a solidão, ajudar a baixar a quantidade de colesterol e estimular a atividade física”, completa. No total, 63% dos funcionários de empresas que aceitam pets estão muito satisfeitos com o ambiente de trabalho. “Isso é quase o dobro do índice na comparação com locais de trabalho onde os animais de estimação não são permitidos”, observa Tatiana.

“Oito em cada 10 colaboradores entrevistados afirmaram que conviver com o pet no trabalho faz com que se sintam mais felizes, descontraídos e sociáveis”, conta. A sede da Nestré Purina em Saint Louis (EUA) conta com animais adotados que moram na empresa. A meta agora é trazer isso para as unidades do Brasil. O primeiro passo está sendo dado por meio do dia Pet at Work, quando os trabalhadores do escritório trazem o animal de estimação para o escritório. Na última ocasião, em 14 de junho, a programação reuniu cerca de 150 cães e gatos. O evento faz parte do movimento #MelhorJuntos, criado para estimular a convivência de pessoas e animais de estimação fora do espaço de casa.

Espaços acessíveis

 

O movimento apoia o Guia Pet Friendly, disponível em www.guiapetfriendly.com.br. Escrito por Cris Berger, o site traz uma lista de estabelecimentos, como bares e restaurantes, onde os peludos são bem-vindos na cidade de São Paulo. Há também dicas para quem deseja adaptar um espaço para que ele se torne pet friendly. O guia é atualizado mensalmente.

Números favoráveis


"O estudo concluiu que empregados que trazem os animais de estimação para o trabalho tendem a ter níveis mais baixos de estresse até o fim do dia" Tatiana Turquete, gerente de Marketing da Nestlé Purina no Brasil (foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
Outro levantamento, do app que conecta donos de cães com passeadores e anfitriões de animais DogHero, também demonstrou os efeitos positivos da presença de bichos no trabalho. “Na vontade de querer entender mais como funciona a relação de pais de cachorros e seus pets, aproveitamos o gancho do trabalho para saber se os donos queriam os animais nesse ambiente”, explica Fernanda Castilho, porta-voz da DogHero e responsável pela pesquisa. A empresa que ela representa surgiu em 2014 e conta com uma rede de mais de 850 mil cachorros e 18 mil anfitriões e passeadores cadastrados no Brasil, no México e na Argentina. O estudo entrevistou 600 brasileiros durante um mês.

“O que a pesquisa mostrou foi superlegal. O resultado é que nove em cada 10 pessoas querem levar o animal para o trabalho. Descobrimos também que 96% dos respondentes desejam atuar num espaço pet friendly; além disso, 94% querem que ambientes de fora do escritório também sejam adaptados para receber bichos”, informa. “E até que não tem bicho aprova dessa ideia: 91% relataram que gostariam de trabalhar em um lugar com cachorros. E 78% dos entrevistados disseram que, pelo ambiente pet friendly, teriam maior interesse em fazer a adoção de um cãozinho”, afirma.
 
 

"O resultado (da nossa pesquisa) é que nove em cada 10 pessoas querem levar o animal para o trabalho" Fernanda Castilho, porta-voz do app DogHero (foto: DogHero/Divulgação)
Os maiores benefícios, destaca Fernanda, que é graduada em marketing pela Universidade de São Paulo (USP), são para o aspecto emocional. “Tinha uma pergunta assim ‘como você se sente deixando seu cachorro em casa enquanto está no trabalho?’. 86% afirmaram que se sentiam tristes e 76%, preocupados com a situação”, explica. Assim, poder ter o pet como companhia no ambiente laboral traria paz de espírito para que os funcionários possam focar o trabalho. Um estudo da Virginia Comunall University nos EUA reforça esses resultados.

“Foi um estudo que comprovou que os colaboradores que levam animais para o trabalho são menos estressados e que a presença do cachorro no escritório gera um impacto positivo sobre a produtividade”, elenca Fernanda. “E, dentro do escritório da DogHero, temos essa experiência empírica: nosso espaço é pet friendly. Tem muita gente que traz o pet para cá e isso realmente muda tudo: o ambiente fica mais leve. Enfim, o expediente acaba se tornando mais descontraído, e os amigos de outra espécie não prejudicam a produtividade, pelo contrário, aumentam o rendimento e despertam a criatividade”, comenta.

Orientações para uma boa convivência

 

Colaboradores de empresa de alimentação animal podem trabalhar acompanhados dos mascotes algumas vezes por ano(foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
Colaboradores de empresa de alimentação animal podem trabalhar acompanhados dos mascotes algumas vezes por ano (foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
Consultores do aplicativo DogHero preparam dicas para empregadores e empregados


Para empresas que desejam ser pet friendly: 
» Garanta que a instituição tenha espaço: animais, em especial cachorros, independentemente da raça ou do tamanho, de maneira geral, precisam se movimentar. Por isso, é importante que a empresa tenha local para que eles possam explorar o território enquanto estejam ali;

» Evite pisos acarpetados: além de absorverem cheiro e serem de difícil higienização, também dificultam a movimentação. Opte por pisos feitos de material antiderrapante e atérmicos, que mantêm uma temperatura amena;

» Determine em que locais da empresa os bichos podem circular: por questões de higiene, é recomendado evitar espaços como cozinhas, refeitórios ou banheiros;

» Disponibilize potes com água pelo espaço: os pets precisam se manter hidratados;

» Disponibilize tapetes higiênicos: isso garante que os cachorros possam fazer necessidades nos locais adequados. No caso de gatos, é necessário ter 
caixa de areia.

Para donos que querem levar amigos peludos para o trabalho:

 

(foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
(foto: Carol Sperandio/Nestlé Purina/Divulgação)
 

» Tenha certeza de que o bicho é sociável: isso é importante para garantir não apenas que ele não vá brigar com outros animais, mas que também não se intimide com a presença de pessoas desconhecidas no mesmo ambiente que ele. A ideia é que a ida ao trabalho seja uma experiência agradável para ele e não o contrário;

» Ajude na socialização: se o seu bicho não se der bem com o pet de um colega de trabalho, se forem cães, proponha levá-los para passear juntos, lado a lado. Essa é uma técnica bastante eficaz para deixá-los mais entrosados.

» Castração: é importante assegurar que o seu animal está castrado para evitar contratempos; afinal, em um ambiente pet friendly, ele terá contato com outros de diversas raças e gêneros. Caso não seja possível, evite levar as fêmeas quando elas estiverem no cio;

» Mantenha a vacinação em dia: é uma segurança para o animal e para os colaboradores;

» Leve brinquedos: isso garante que o animal não fique entediado e também o auxilia a se sentir mais à vontade no espaço e a socializar com outros cães;
 
(foto: DogHero/Divulgação)
(foto: DogHero/Divulgação)
» Leve a comida: se o seu animal tem o costume de se alimentar durante o dia ou tem alguma restrição alimentar, é importante levar consigo a comida dele para que ele não sinta uma mudança drástica na rotina;

» Você é responsável por limpar o xixi e o cocô: é importante dar uma voltinha com seu animal antes de entrar na empresa para que ele possa fazer as necessidades tranquilamente. Mas, caso ele sinta vontade de fazer no escritório, esteja pronto para fazer a higienização do espaço.

» Atenção integral ao filhote: ao levar um bicho para o trabalho, compreenda que você não terá um trabalho 100% dentro da rotina comum. Afinal, você terá de ficar o tempo inteiro atento. Nesse sentido, é recomendado que você cancele ou evite reuniões externas no dia, traga marmita e tenha certeza de que as pessoas que participarão das reuniões internas com você gostem de animais para que não haja nenhum contratempo.

Dicas para um bicho morar na firma

 

Se o animal for ser “adotado” pela empresa, ou seja, caso ela vá morar na firma, sendo um pet compartilhado, é preciso tomar cuidados específicos. O veterinário Jorge Morais, fundador da rede Animal Place, lista algumas dicas que vão garantir o bem-estar do bicho, além de conquistar um ambiente saudável para todos e sem incomodar os vizinhos.

» Zero sedentarismo ou estresse: a principal dica é induzir a prática de exercícios físicos, seguindo uma rotina de acordo com o tipo e a raça do animal. No caso de cachorros de grande e pequeno porte, é fundamental levá-los para passear de uma a duas vezes por dia e, se possível, aproveitar o momento para estimular o contato com outros animais. Já os gatos, embora sejam aparentemente bem diferentes, seguem com a mesma prática, já que qualquer pet pode desenvolver fobias e depressão se permanecerem por muito tempo trancados. Inclusive, quando acostumados desde pequenos, os felinos adquirem o hábito de passear usando guia, sem medo ou agressividade. Livre do estresse, o pet dificilmente incomodará os vizinhos com choros, latidos ou miados excessivos.

» Segurança em primeiro lugar: instalar redes de proteção também é um cuidado essencial na hora de trazer o pet para um espaço, pois o mantém fora de perigo e o deixa seguro para correr e brincar, especialmente no caso de gatos. É preciso ficar ainda mais atento: é preciso verificar de tempos em tempos se o gato não está roendo a tela, pois alguns felinos fazem isso.

» Comportamento e higiene: as necessidades fisiológicas dos pets podem ser motivo de discórdia: ninguém quer chegar e encontrar xixi de cachorro no chão. Uma das dicas para driblar a questão é ensinar o pet a fazer as necessidades num local específico, de preferência, dentro do ambiente para não criar dependência. Imprevistos acontecem e o animal pode ficar segurando o xixi e cocô por muito tempo, em situações em que alguém não possa levá-lo para passear. Isso pode facilitar doenças, por exemplo, infecções urinárias.



*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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