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Correio Braziliense GUIA DE CONCURSOS

Concurso exclusivo para PCD seleciona 275 pessoas

Aprovados trabalharão em hospitais localizados em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Salários chegam a R$ 8.2111,82. Confira dicas de estudo


postado em 11/11/2019 07:00 / atualizado em 12/11/2019 10:36

O Instituto de Gestão de Humanização de Goiás (IGH) está com 275 vagas abertas exclusivamente para pessoas com deficiência (PCD). A seleção é para cadastro de reserva de cargos como analista administrativo, assistente administrativo, auxiliar administrativo, analista de departamento pessoal, assistente de departamento pessoal, analista de infraestrutura, analista de qualidade, assistente de qualidade, analista de compras, clínico, do trabalho, ginecologista, neonatologista, obstetra, pediatra, odontólogo, ouvidor, psicólogo, recepcionista, técnico de enfermagem, entre outros. Os salários variam entre R$ 1.074,59 e R$ 8.211,82. André Jonas de Campos, advogado e primeiro-secretário da Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás (ADFEGO), avalia que o processo seletivo simplificado é uma iniciativa positiva.
 
"É a primeira vez que acontece de eu ver tanta vaga disponível para pessoas com deficiência. Isso não é rotineiro, não é usual" André Jonas de Campos, primeiro-secretário da Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás (foto: Arquivo Pessoal)
“É a primeira vez que acontece de eu ver tanta vaga disponível para pessoas com deficiência. Isso não é rotineiro, não é usual”, diz. Interessados devem enviar, por e-mail (veja O que diz o edital), os seguintes documentos: currículo atualizado, documento de identificação (RG), comprovante de residência, carteira de trabalho, laudo médico e comprovante de escolaridade. É necessário ficar atento ao e-mail, pois é por lá que a organização vai confirmar o recebimento do que foi pedido. Os aprovados trabalharão em hospitais localizados em Goiânia (Hospital Estadual Materno Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI) e Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes) e em Aparecida de Goiânia (Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada).

O processo seletivo tem quatro etapas: análise documental e curricular; entrevista por competências e aplicação de testes psicológicos; avaliação técnica e entrega de documentação e exame médico admissional. A primeira etapa consiste na análise da documentação enviada. A convocação para os próximos passos será feita pelo site do IGH. Quando convocado para contratação, o candidato terá até cinco dias para se submeter a um exame médico, que é a quarta etapa. Um médico do trabalho da unidade vai comprovar a condição do postulante e verificar a compatibilidade da deficiência com o exercício das atribuições do cargo.

Dicas certeiras

Flávia Martins, psicóloga e especialista em neurociência, acredita que a segunda etapa, composta por entrevista e aplicação de testes psicológicos, avaliará aspectos cognitivos exigidos. A entrevista e o teste podem avaliar vários aspectos cognitivos, como a atenção concentrada, atenção sustentada, atenção dividida, memória, linguagem, capacidades de leitura, escuta, planejamento, verificação de erros, tomada de decisão apropriada, entre outros. “Por exemplo, cargo que requer muita capacidade de memorização, vai ter uma avaliação mais voltada para isso”, explica.
 
Controle emocional, espontaneidade e autoconfiança são, para a psicóloga, de vital importância. “Qualquer tentativa de simulação é percebida”, afirma. Ela acredita que saber como agir sob pressão também pode ajudar, pois, segundo Flávia, as pessoas tendem a não gostar de serem avaliadas; por isso, a tensão pode aparecer e prejudicar o candidato. O maior preparo para essa prova, observa ela, é manter-se estável. Não há possibilidade de “dar um branco”, como poderia acontecer em provas técnicas, pois essa etapa é sobre o indivíduo, sobre quem ele é, explica a psicóloga. “Dormir bem e se alimentar bem sempre são coisas que favorecem.”

Seleção técnica

André Jonas de Campos se diz um concurseiro nato. Formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), ele tem tetraparesia e usa cadeira de rodas. Ele trabalha pela manhã e passa a tarde inteira estudando para concursos de ministérios públicos. No fim de semana, dependendo da agenda e do cansaço mental, pode ter uma folga na tarde do domingo. Se não, estuda a todo vapor. Como concurseiro e primeiro-secretário da ADFEGO, ele indica dedicação e estudos diários aos interessados no processo seletivo do IGH. Também recomenda ficar atento às regras do edital que, segundo ele, é a regra do jogo. “Um prazo perdido de um concurso incide a reprovação e a perda de todo o tempo despendido na busca desse sonho que é a aprovação.” O edital do IGH não traz especificidades sobre a prova técnica, então André acredita que serão cobradas as atribuições do cargo pretendido.

Para ele, a banca examinadora busca as competências requeridas de acordo com a área escolhida. Nesse sentido, o primeiro passo é vislumbrar um cargo em que haja compatibilidade da deficiência com o trabalho. “Se houver incompatibilidade, mesmo a pessoa preenchendo os demais requisitos, não vai conseguir desempenhar o cargo, o que vai acarretar, com certeza, na reprovação.” A partir disso, estudar as atribuições da profissão é importante para saber responder as perguntas da banca avaliadora. Tranquilidade, como em qualquer prova, pode ajudar. Em caso de dúvidas com a documentação para comprovação da deficiência ou com o edital, a Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás pode ajudar. “Sempre estamos abertos para discutir e conversar a respeito de alguma coisa que possa ajudar a pessoa a galgar sucesso nessa vida de concurso”, ressalta André.

O que diz o edital

Processo seletivo de contratação de pessoa com deficiência do Instituto de Gestão e Humanização de Goiás (IGH)
Inscrições: até 29 de novembro pelos 
e-mails: rh2.erg@igh.org.br, rh3.erg@igh.org.br e rh4.erg@igh.org; confira o edital no link 
Vagas: 275 vagas para PCD
Taxa: gratuita
Salários: de R$ 1.074,59 até R$ 8.211,82
Provas: análise documental e curricular; entrevista por competências e aplicação de testes psicológicos; avaliação técnica e entrega de documentação e exame médico admissional
Locais: Goiânia

Difícil inserção

Atualmente, os concursos federais têm 20% das vagas destinadas a PCD. Nos estaduais, o percentual pode variar entre 5% e 10%. No caso do estado de Goiás, a cota é de 5%. Mesmo assim, a inserção é difícil e existe discriminação. Primeiro-secretário da ADFEGO, André Jonas de Campos observa que instituições de apoio às pessoas com deficiência buscam trabalhar a consciência da sociedade para mostrar que esses indivíduos estão qualificados e preparados para ingressar no mercado.
 
“A gente tenta demonstrar que aquilo que foi pregado antigamente, de que pessoas com deficiência eram seres inválidos, hoje não impera mais.” André explica que o Ministério Público do Trabalho (MPT) atua ativamente na fiscalização de empresas, mas não é suficiente. “A realidade deixa muito a desejar”, desabafa. Ele explica que muitas pessoas com deficiência que foram inseridas no mercado de trabalho desempenharam com exímio suas funções, o que tem facilitado o ingresso de outras. “Mas ainda temos pessoas com deficiência que nunca ingressaram no mercado de trabalho. Elas sonham com o primeiro emprego”.

Mande bem na entrevista!

Para mostrar que você domina a parte técnica do cargo, Glaucia Campos, psicóloga pela Universidade Paulista (Unip) e analista de RH da Unyleya Educacional, dá dicas. Confira:
 
1. Seja pontual
2. Busque informações sobre a instituição
3. Verifique se suas expectativas estão alinhadas com o que a vaga busca
4. Mantenha-se calmo
5. Seja honesto nas informações
6. Destaque seus valores pessoais
7. Compartilhe seus cases de sucesso

 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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