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Correio Braziliense CELEBRAÇÃO

Não cometa gafes na confraternização da firma; confira dicas

A festa de fim de ano da firma é um momento aguardado por funcionários e empresas para comemorar as conquistas e aprendizados de 2019 e começar 2020 com o pé direito. Mas é importante seguir algumas regras de etiqueta


postado em 01/12/2019 16:21 / atualizado em 02/12/2019 16:04

Boas maneiras para a festa da firma

(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 

Em meio às celebrações de fim de ano, é importante tomar alguns cuidados para não sujar a imagem diante do chefe e dos colegas de trabalho. Confira aqui tudo que você precisa saber para fazer bonito nas confraternizações oferecidas pelas empresas

Dezembro chegou e, com ele, as tão aguardadas comemorações: Natal, ano-novo e festa da firma. A celebração varia de acordo com a cultura de cada empresa, mas, em geral, é um momento para reconhecer os funcionários pela dedicação ao longo do ano e de estreitar laços entre os membros da equipe. “O colaborador vestiu a camisa durante 12 meses e deu o máximo para o crescimento da empresa. Por isso, nada melhor do que fazer uma festa de fim de ano para comemorar”, afirma Leandro Moreira, palestrante, escritor, sócio e CEO da escola de entretenimento ZION.

O importante, nessas ocasiões, não é a dimensão do festejo, mas a integração entre os trabalhadores. “Mesmo em tempos de dificuldade financeira, é importante comemorar junto, nem que seja para sentar e comer um pão com presunto e tomar um refrigerante”, diz o empresário. Além da tradicional confraternização, existem outras maneiras de celebrar o fim do ano na firma. Algumas empresas optam por presentear os funcionários com cestas natalinas, lembrancinhas, cartões vale-compra, ingressos para eventos, entre outros.

Os presentes, entretanto, não substituem a importância de um momento de confraternização. Moreira explica que a comemoração entre a equipe, seja em uma festa,seja em um churrasco ou lanche, é uma oportunidade para o patrão parabenizar, por meio de premiação, os funcionários que se destacaram e comunicar as metas para o ano seguinte.
 
(foto: Adauto Menezes/Divulgação)
(foto: Adauto Menezes/Divulgação)
 
“Esse momento é importante para o líder mostrar que valoriza os funcionários que fizeram por onde. Além disso, aqueles que não ganharam (o prêmio), no ano seguinte, tentarão obter resultados maiores para que possam ser reconhecidos na festa de confraternização”, afirma. “Nessa comemoração, o chefe também declara como será o ano seguinte, qual direcionamento a empresa deverá seguir. Isso traz segurança e motivação”, completa.

Ainda de acordo com o empresário, a festa é uma oportunidade de celebração e integração entre todos os membros da equipe. “O ambiente de trabalho precisa, muitas vezes, ser formal, e a confraternização de fim de ano é um momento de maior intimidade. Além disso, a celebração produz criatividade para que, no ano seguinte, a equipe tenha conquistas ainda maiores.”

Prudência 

O coach e consultor de carreira Emerson Weslei Dias alerta para a utilização das redes sociais durante a festa de confraternização. “Evite fazer uma live na pista de dança, por exemplo. Lembre-se de que ali estão colegas, inclusive executivos, que podem não querer aparecer na transmissão”, aconselha. De acordo com Weslei, é preciso tomar cuidado com fotos e vídeos que possam constranger os colegas posteriormente.

Ainda segundo o consultor de carreira, é importante ficar atento ao visual — nada de roupas muito informais — e se divertir sem passar da medida. “Excessos são ruins para a imagem profissional e podem, inclusive, afetar a reputação”, explica. Ele recomenda, por fim, que os funcionários tirem proveito do momento. “A empresa deve usar esse clima de descontração para aproximar as diversas áreas e os colaboradores devem usar esse momento para interagir com os colegas.”
 
 
 
Fonte: Joana Story 

Sem excessos

Confraternizações, normalmente, são momentos descontraídos, mas isso não significa que o trabalhador pode fazer o que bem entender. É importante tomar alguns cuidados para não sujar a imagem diante do chefe e de colegas de trabalho. Tudo depende, é claro, da política da empresa. Algumas têm regras para a confraternização, outras permitem que os trabalhadores se comportem de maneira mais informal. Em ambos os casos, no entanto, a professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) Joana Story aconselha que os trabalhadores fiquem atentos ao comportamento.
 
“Mesmo que seja um evento descontraído, você ainda está com seus colegas de trabalho”, diz. “Principalmente quando tem bebida, as pessoas podem confundir as coisas, mas é muito importante lembrar que o comportamento nessas ocasiões pode ter efeito negativo”, completa. A professora ressalta que o conselho não vale somente para os empregados. “Já ouvi histórias terríveis de gestores que ficaram bêbados, e as pessoas da equipe perderam todo o respeito por eles”, conta.
 
 
Com relação a flertes na festa, ela afirma que o melhor é ser discreto. “Não que seja errado, mas que seja feito de uma forma pelo menos consciente”, opina. A doutora em estudos de liderança pela Universidade de Nebraska-Lincoln explica que cada organização tem uma política específica em relação a relacionamentos amorosos no ambiente de trabalho e em eventos da firma.

"Nunca perco a festa da firma"

A Luck
A Luck" Fell, empresa da área de educação e comunicação, celebra o fim de ano com festas para os funcionários desde 2011, quando foi fundada (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 

Natália Sousa, 25 anos, é gerente de projetos na empresa de educação e comunicação Luck’n Fell há quatro anos. Nunca perdeu uma festa de fim de ano organizada pela firma. “Sou sempre a primeira a chegar e a última a ir embora”, brinca. Neste ano, o acompanhante dela será o namorado, Brunno Café, que antes frequentava a celebração como amigo.

Nath, como é conhecida, está ansiosa pelo festejo. Entre tantas opções de comemoração, a preferida dela é a festa. “A gente é muito jovem aqui, então a celebração tem muito a ver com nosso espírito”, afirma. Na hora de comprar o presente do amigo-oculto, ela busca lembranças na  faixa de preço definida, entre R$ 50 e R$ 60. “Vou pelo que conheço da pessoa e tento ser criativa!”
 
Natália Souza não perde uma festa de fim de ano organizada pela empresa:
Natália Souza não perde uma festa de fim de ano organizada pela empresa:"Sou sempre a primeira a chegar e a última a ir embora" (foto: Adauto Menezes/Divulgação)
A Luck’n Fell comemora o fim de ano com festas para os funcionários desde 2011, quando foi fundada. A escolha por esse tipo de comemoração é estratégica. “Às vezes, as pessoas passam mais tempo aqui, com os colegas de trabalho, do que com a família. Então, a gente gosta de criar momentos de diversão para manter o clima agradável, e as pessoas engajadas”, esclarece Danielle Morais, gerente de gestão de pessoas na empresa.

Para organizar a confraternização, eles contam com a ajuda de voluntários. “As pessoas se voluntariam porque têm ideias legais e querem que a festa seja massa! Dividimos as funções e nos reunimos semanalmente para fazer um checkpoint”, explica a gerente de gestão de pessoas. Neste ano, ela e mais seis pessoas são responsáveis pelo planejamento da festa.
 
Danielle Morais:
Danielle Morais: "Toda festa de confraternização tem um momento de retrospectiva do ano para mostrar os resultados da companhia" (foto: Adauto Menezes/Divulgação)
As atividades são organizadas de acordo com o tema da confraternização, que sempre muda. Como o deste ano ainda não foi divulgado, ninguém sabe quais serão as brincadeiras. Contudo, uma coisa é certa: haverá amigo-oculto, muita comida, bebida e reconhecimento. “Toda festa de confraternização tem um momento de retrospectiva do ano para mostrar os resultados, fazer uma galera chorar e animar o pessoal pro ano que vem”, resume Danielle.
  
Os trabalhadores são muito próximos e, por isso, estão acostumados a frequentar festas juntos. Quando chega a comemoração da empresa, eles se divertem sem cobranças e pressões. Danielle conta que, há dois anos, um funcionário sumiu, e eles ficaram preocupados por horas. “Encontramos ele desmaiado na grama no fundo do quintal”, diz. Outra vez, o ambiente foi danificado. “Uma moça estava descendo até o chão, dançando funk, bateu o popô no chão e quebrou o piso da casa”, relembra. “Muitas dessas histórias aconteceram com os próprios chefes”, ri. Contudo, ninguém é punido, pois nesses momentos não há cobrança nem julgamento. A festa deste ano está marcada para 14 de dezembro, e o pessoal já está ansioso. “A galera tá animadíssima para ficar doida na confraternização”, revela Danielle.

“É nosso momento de curtir” 

O tema deste ano da seguradora Wiz é
O tema deste ano da seguradora Wiz é "Foco,persistência e resultado" (foto: Maria louiza Oliveira/Comunicação Wiz)
 

Na seguradora Wiz, a estratégia não é diferente. Eles também escolhem festa para confraternizar, e o tema deste ano é: “Foco, persistência e resultado. Aqui a gente tem atitude!” Marina Amorim, superintendente de gente e gestão da Wiz, explica que é uma oportunidade de integração. “É um momento descontraído, com música, comida e bebida. Também aproveitamos para reconhecer os funcionários”, afirma. Entretanto, como a empresa tem muitos funcionários — na sede de Brasília são mais de mil —, é preciso mais do que uma festa para engajar todo mundo. Por isso, a Wiz oferece ticket alimentação extra para os funcionários e faz questão de entregar algo bem simbólico, como um chocolate ou biscoito, acompanhado de um cartão de agradecimento.

Para Amanda Luli, 31, analista financeira da Wiz, a festa é uma oportunidade de interagir com os colegas de trabalho. “Lá nós conhecemos até as pessoas com quem só conversamos por e-mail”, relata Amanda. Ela trabalha há seis anos na seguradora e afirma que receber reconhecimento durante todo o ano é o que a faz permanecer. Se a funcionária tivesse que escolher entre ticket, cesta ou festa, sem dúvidas, escolheria a última opção. “A gente se diverte bastante. É uma comemoração e interação, tudo junto.”
 
A superintendente Marina Amorim (E),com a analista Amanda Ludi (D), explica que a festa é uma oportunidade de interagir com os funcionários(foto: Maria louiza Oliveira/Comunicação Wiz)
A superintendente Marina Amorim (E),com a analista Amanda Ludi (D), explica que a festa é uma oportunidade de interagir com os funcionários (foto: Maria louiza Oliveira/Comunicação Wiz)
 
Quando chega o mês de novembro, Mariana Castro, 25, técnica operacional, já cria uma expectativa para a festa da firma. “É um sentimento que aflora. Esse é o nosso momento de curtir e usufruir das metas e dos resultados que nos esforçamos para bater durante o ano”, conta. O que ela mais gosta é de dançar e de comer. “É muito divertido, difícil alguém ficar parado”, completa. 

Mariana conta que é sempre a amiga da vez. “Não bebo e não me importo de cuidar daqueles que gostam de beber”, relata. Ela nunca viu alguém passando por alguma situação constrangedora em nenhuma festa e acredita que dar assistência aos amigos antes de eles chegarem a uma situação crítica é essencial. “Se você vê que seu amigo está passando da conta, vai ali e dá um toque.” A Wiz sempre faz campanha no e-mail interno para que os funcionários não bebam e dirijam. 

Palavra de especialista  

(foto: Fundação Getulio Vargas/Divulgação)
(foto: Fundação Getulio Vargas/Divulgação)
É preciso pensar no clima organizacional 

“Antes de planejar a festa da firma, é importante pensar no clima organizacional daquele momento. Por exemplo, se uma empresa mandou várias pessoas embora durante o ano, de repente fazer uma festa não seja a melhor opção. Além disso, há organizações que fazem festa e distribuem presentes, mas, se elas não estão bem financeiramente, precisam se perguntar se essa forma de confraternização vale a pena. Caso contrário, a situação pode causar desconforto e gerar um efeito contrário, como um tiro pela culatra.
 
É preciso também ter cuidado ao tentar promover ações para integrar os funcionários. Pesquisas demonstram que quando a empresa tenta engajar os trabalhadores em uma festa ou em qualquer tipo de celebração, geralmente, aqueles que são minoria, com diferentes etnias, raças e orientações sexuais, sentem-se mal. Isso pode causar um desconforto.”
 
Joana Story, professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, graduada em comunicação social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e doutora em estudos em liderança pela universidade de Nebraska-Lincoln.
 

*Estagiárias sob supervisão de Ana Sá 

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