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Correio Braziliense TECNOLOGIA

Desenvolvedor de apps: mercado tem muitas vagas e poucos profissionais formados

O uso de dispositivos móveis tornou necessária a capacitação de profissionais que criam aplicativos para facilitar a vida do usuário. O mercado para quem se forma envolve criatividade, capacidade de se adaptar às mudanças e futuro promissor


postado em 22/12/2019 16:17 / atualizado em 22/12/2019 18:03

O império dos apps

Dentro do setor de tecnologia, o reinado atual é dos aplicativos, aquelas funcionalidades que facilitam a vida do usuário de diversas maneiras. Profissionais que apostam no desenvolvimento dessas soluções encaram um mercado de muitas vagas e salários promissores
 
Jovens que participaram de capacitação oferecida pela Apple em polo da UCB(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Jovens que participaram de capacitação oferecida pela Apple em polo da UCB (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Foi-se o tempo em que usávamos o celular apenas para fazer ligação e mandar mensagem. Hoje, você pode executar centenas de tarefas com um único aparelho. Pagar contas, comprar ingressos, pedir comida, assistir a um filme e mais um milhão de possibilidades que você leva no bolso da calça, dentro da bolsa ou na palma da mão. O que permite que a gente tenha todas essas facilidades são aqueles pequenos ícones na tela do smartphone, os aplicativos. Os apps, como são chamados, são pequenos softwares programados para executar tarefas que vão facilitar o dia a dia do usuário.

Um exemplo simples é o de calculadora, que pode ser encontrada na maioria dos celulares. Com isso, você não precisa ficar andando com uma máquina de fazer contas para onde for. Por trás dessas ferramentas que, para nós, são tão simples, trabalham profissionais que diariamente quebram a cabeça para descobrir problemas e propor soluções para eles. Isso em qualquer área da vida. Existem aplicativos voltados para o campo da saúde, educação, esporte, lazer e muitos outros. No desenvolvimento desses projetos, há dois profissionais principais: o programador e o designer.
 
Jovens que desenvolveram o Cognaction, plataforma de jogos para crianças com síndrome de Down(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Jovens que desenvolveram o Cognaction, plataforma de jogos para crianças com síndrome de Down (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Com o objetivo de formar profissionais que vão desenvolver soluções a partir da tecnologia, desde 2013, a Apple mantém no Brasil o programa Apple Developer Academy. A capacitação tem duração de dois anos, durante os quais os alunos aprendem a programar nos sistemas operacionais da empresa — Swift, iOS, tvOS e watchOS. Além disso, eles recebem capacitação para a criação de startups e design de apps. Foi na Apple Developer Academy de Brasília que o estudante de design Paulo Victor Costa, 23 anos; e os programadores Victor Kremiski, 23; e Higor Chaves, 24, se conheceram e, em conjunto com a também programadora Sabrina Veras, 23, desenvolveram o Cognaction.
 
Sabrina Veras, uma das desenvolvedoras do Cognaction(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Sabrina Veras, uma das desenvolvedoras do Cognaction (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Trata-se de uma plataforma de jogos para estimular o desenvolvimento de crianças com síndrome de Down. São passatempos simples, como tocar no rosto dos bonecos e associar figuras, mas que podem fazer uma grande diferença ao estimular capacidades de coordenação motora, raciocínio, entre outras. Cada toque que o usuário faz no aparelho é um dado a ser enviado para a base do aplicativo. Esses dados vão ser analisados por uma neurocientista, que faz toda a análise científica do projeto.
 
Paulo Victor, se formou na Academy da UCB em 2018 (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Paulo Victor, se formou na Academy da UCB em 2018 (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Sabrina explica que a equipe teve o cuidado de desenvolver jogos que não tragam frustração para as crianças. “Se ela tocar no rosto ou no vagão errado, nada vai acontecer. Justamente para que ela não se frustre ao errar.” O aplicativo já foi testado com estudantes com síndrome de Down de escolas públicas do DF e o objetivo é tornar a plataforma em um negócio a ser disponibilizado para escolas e consultórios. Os desenvolvedores atuam em parceria com o projeto Espaço Com-Vivências, da Universidade Católica de Brasília (UCB), que oferece oficinas de natação e aula de dança para crianças com deficiência. 

Para participar

No início do mês, alunos de todo o país participaram de formatura na UCB(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
No início do mês, alunos de todo o país participaram de formatura na UCB (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 

Os interessados em ingressar na Apple Developer Academy de Brasília devem estar matriculados em qualquer curso de graduação da UCB e passam por duas etapas de seleção. Tem prova para programadores e apresentação de portfólio para quem quer participar como designer. Interessados em ambas as especialidades ainda passam por uma entrevista. O programa é aberto a cada dois anos. O último foi em fevereiro deste ano. Mais informações no site: developeracademyucb.com.br.

Força da Apple para programar

"Estamos capacitando os alunos para resolverem problemas da vida real e despertar neles o espírito empreendedor" (foto: Apple/Divulgação)
As academies da Apple estão espalhadas por oito cidades — Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 4 de dezembro, alunos de todo o país vieram participar da formatura dos estudantes das turmas de 2017, onde os formandos apresentaram seus projetos para executivos da Apple. O evento ocorreu na Apple Developer Academy da Universidade Católica de Brasília (UCB), no câmpus de Taguatinga, o polo do programa no Distrito Federal.

Os projetos desenvolvidos durante a formação podem ser disponibilizados na App Store, loja de aplicativos pela Apple. Mais de 4 mil estudantes já passaram pelas academies de todo o país. Foram desenvolvidos em torno de 2.800 aplicativos e 103 startups saíram do papel. O programa tem uma metodologia própria, criada pela empresa: a aprendizagem baseada em desafios (challenge based learning — CBL), na qual os estudantes são estimulados a pensarem projetos progressivamente, a partir de pequenos desafios.

Tudo isso é dividido em três etapas: a ideia de um tema mais abstrato, a pesquisa e, por fim, a solução. Para a diretora sênior de Relações com Desenvolvedores da Apple Shaan Pruden, o método estimula estudantes a desenvolverem habilidades que servirão para aplicar no dia a dia. “Estamos capacitando os alunos para resolverem problemas da vida real e despertar neles o espírito empreendedor”, afirma.

ARTIGO - POR LUCIANA CARVALHO »

Temos vagas em tecnologia!

Por que o país continua não formando profissionais suficientes para esse setor? 
 
(foto: Grupo Movile/Divulgação)
(foto: Grupo Movile/Divulgação)
 
“O mercado de tecnologia vive hoje um triste paradoxo. Ao mesmo tempo em que há quase 13 milhões de desempregados no país de forma geral, grandes empresas não estão conseguindo preencher as vagas disponíveis dessa área. Apenas em TI, estima-se que tivemos de 150 mil a 200 mil vagas não preenchidas em 2018, de acordo com a consultoria IDC Brasil. 

E a tendência é que o segmento não pare de crescer. Profissões como analista de dados, cientista de dados, desenvolvedor de softwares e aplicativos e especialista em e-commerce vivenciam um aumento de demanda que deve se manter, pelo menos, até 2022. Cientistas de dados, por exemplo, tiveram um aumento de demanda de quase 50% de 2017 para 2018, de acordo com uma pesquisa do PageGroup. Já a busca por desenvolvedores full stack cresceu 169% no último ano, de acordo com dados da plataforma de recrutamento digital Revelo. 

O boom das startups, que dobraram no Brasil nos últimos seis anos, de acordo com um levantamento da ABStartups, é um dos responsáveis por isso, mas não apenas ele. O fato é que as empresas de tecnologia, justamente por sua natureza, vêm crescendo de forma exponencial, de maneira que o mercado e as instituições de ensino não esperavam. Isso acabou gerando uma crise entre a oferta e a demanda de profissionais qualificados. 

O problema é ainda maior quando se fala em tecnologias de ponta, super-recentes e com pouca gente utilizando. Como o setor renova constantemente suas ferramentas, esse gap entre vagas e profissionais é um problema dinâmico. Enquanto uma linguagem de programação está no auge, por exemplo, muitas pessoas passam a tentar se qualificar nela. No entanto, uma nova linguagem já surge logo depois e a corrida recomeça. 

Curiosamente, porém, os brados de “temos vagas” das empresas Brasil afora parecem não chegar aos ouvidos dos estudantes, especialmente dos jovens do ensino médio. A busca por carreiras de tecnologia em universidades tem se mantido assustadoramente estável — e baixa — nos últimos 10 anos. A lista dos cursos superiores com maior número de matrículas no país pouco mudou na última década. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2018, os cursos mais buscados são direito, pedagogia, administração e contabilidade. 

Uma das razões que ajudam a explicar esse comportamento é o imenso gargalo que vivenciamos no ensino de matemática. Só 7,3% dos alunos atingem aprendizado adequado em matemática no ensino médio, segundo o movimento Todos Pela Educação. A falta de familiaridade com os números faz com que os jovens não se sintam confiantes na busca por carreiras de exatas, que exigem bastante essa habilidade. 

Como consequência, o que temos em maior número no mercado são pessoas de outras profissões que, notando essa demanda, têm se dedicado à transição de carreira para a área de tecnologia. Esse movimento ajuda a atenuar um pouco as dores das companhias, mas exige delas também a disposição de ajudar a preparar esses profissionais para os desafios que vão enfrentar. As pessoas que trocam de carreira recomeçam sua jornada com um nível menor de qualificação, sem o importante background de conhecimentos que uma formação completa poderia proporcionar. Na maioria das vezes, a transição é bem-sucedida e gera ótimos profissionais. Ela só leva um tempo para acontecer e o mercado, de forma geral, está ficando sem esse tempo. 

Paralelamente, as empresas de tecnologia têm encontrado formas para lidar com esse gap. A principal solução tem sido focar a contratação de pessoas de nível júnior e investir na sua formação dentro de casa, acelerando a carreira desses profissionais para que eles sejam capazes, em um curto espaço de tempo, de assumir cargos seniores. Na Movile, por exemplo, temos iniciativas como cursos de capacitação em tecnologia abertos ao público externo, parcerias com universidades e, para os profissionais já contratados, realizamos atualizações constantes, incentivamos a participação em eventos e temos programas de aceleração de carreira. 

Cabe às organizações e aos profissionais já no mercado lutarem para preencher essa demanda e ajudarem no avanço tecnológico do país. Enquanto isso, sonhamos com o dia em que, depois de astronauta ou cantor, crianças respondam aos pais que querem ser programadoras quando crescerem. Nós certamente precisaremos delas!”

Luciana Carvalho é diretora de Gente no Grupo Movile, ecossistema de empresas de tecnologia na América Latina. Psicóloga com formação em programa executivo de negócios da Universidade Stanford e experiência em recrutamento e gestão de talentos, Luciana defende que mais jovens voltem seus olhos para as carreiras em tecnologia, muitas delas promissoras e relacionadas à construção de aplicativos. Confira artigo da profissional de RH

Superando preconceitos

Karina Paula participou do Apple Developer Academy (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Karina Paula participou do Apple Developer Academy (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 

O setor ainda apresenta uma grande disparidade de gênero e raça entre os profissionais de tecnologia da informação. Dados da Brasscom comparam estatísticas entre 2015 e 2019 e mostram que o cenário pouco mudou. Em 2015, 62% dos profissionais eram brancos ou asiáticos — desse total, 39% são homens e 23%, mulheres. Hoje, o total de brancos e asiáticos está em 59%. Dessa porcentagem, 37% são homens e 22% são mulheres. Pardos, negros e indígenas representavam 29% em 2015. Neste ano, a média não mudou muito, ficando em 30%. Homens também seguem sendo a maioria nesse grupo.

Um ponto fora da curva é Karina Paula, 23. Ela é negra e se formou na Apple Developer Academy do Ceará, em 2016. A jovem se mudou para São Paulo para trabalhar como mentora em uma das academies, sendo responsável por projetos, aulas e ajuda aos alunos em formação. Karina percebe a diferença entre o perfil dos profissionais à medida que vai conhecendo a realidade de diferentes unidades da Federação.

“Em Fortaleza e Recife, eu percebo que temos mais meninas. Quanto mais a gente desce para o Sul, acho que é natural, vai vendo cada vez menos a presença de pessoas negras e mulheres em lugares mais difíceis de se acessar, principalmente cargos de liderança e em empresas de tecnologia, onde a maioria é formada por homens brancos”, avalia. Além do trabalho na Academy, Karina faz parte de um projeto que visa propor soluções para os campeões da Gulmakai Network, rede de ativistas pela educação, vinculados à organização não governamental Malala Fund. Ela desenvolve aplicativos para melhorar as ferramentas de trabalho, por exemplo, facilitar a comunicação entre ativistas de diversos países e que falam diferentes línguas.

A Gulmakai Network é um exemplo de iniciativa que busca promover a igualdade de gênero, lutando pelo direito à educação de meninas em idade escolar. Karina diz que tem visto ações semelhantes para inserir mais mulheres na área de desenvolvimento de aplicativos e jogos. Ela ainda comenta a importância disso. “A gente entende que, quanto mais pessoas diversas temos, mais visões de mundo e melhores serão as ideias, os jeitos de resolver os problemas e também mais efetivas as soluções voltadas para esse público”, incentiva.

Desenvolvedores são disputados

(foto: Divulgação/Globalweb.)
(foto: Divulgação/Globalweb.)
 

O setor de tecnologia não é o único que busca por profissionais desenvolvedores. De acordo com a gerente de recursos humanos da Globalweb Elaine Silvestre, órgãos públicos, bancos, empresas no ramo de varejo e alimentação também estão contratando. A faixa salarial fica entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil para quem está começando. Pode chegar a até R$ 10 mil, dependendo da experiência e da empresa.

De acordo com a especialista, algumas das habilidades que os empregadores procuram nos profissionais são o domínio das linguagens de programação, criatividade e a capacidade de se adaptar a mudanças na área. “Tem que estar sempre muito atento a novas tecnologias. Hoje, uma linguagem pode estar em alta e, em poucos meses, isso muda. Eles precisam se adaptar muito rápido”, afirma Elaine.

Estude!

Confira opções de cursos para quem quer desenvolver aplicativos

MBA em desenvolvimento de app 
Universidade Católica de Brasília — Câmpus Taguatinga
Duração: Dois semestres (390 horas)
Custo: mensalidade entre R$ 486,50 e R$ 695

Pós-graduação
Centro Universitário Iesb — Câmpus Sul e Norte
Duração: 360 horas
Custo: mensalidade entre R$ 391,88 e R$ 804,75

On-line
Desenvolvimento Android — Aprenda a criar 15 apps
Duração: 40 horas
Custo: R$ 579,99

Muita demanda,pouca oferta 

O futuro para quem quer seguir a carreira de desenvolvedor é promissor. Estudo de setembro da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) mostra que o mercado demanda mais de 70 mil profissionais por ano na área de tecnologia. Enquanto isso, somente cerca de 46 mil se formam. A maioria das vagas são para o estado de São Paulo, onde se concentram as maiores empresas de tecnologia.
 
Da esquerda para a direita, Victor Vasconcelos, Mariana Leite e Ruy de Ascensão: jovens do Amazonas recebem propostas de emprego de outras regiões do país(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Da esquerda para a direita, Victor Vasconcelos, Mariana Leite e Ruy de Ascensão: jovens do Amazonas recebem propostas de emprego de outras regiões do país (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Os jovens Mariana Leite, 28; Victor Vasconcelos, 24; e Ruy de Ascensão, 25, estão a um passo de se formarem na Apple Developer Academy de Manaus e já sentem essa diferença. Eles contam que, mesmo não sendo formados ainda, recebem propostas de emprego, principalmente vindas das regiões Sul e Sudeste. “Eu já recusei propostas para ir para Campinas e São Paulo porque preferi ficar e terminar a faculdade”, afirma o programador Victor. Também atuando na parte de programação, Ruy está começando a procurar emprego em tempo integral. Antes, só atuou como estagiário.
 
"Eu quero sair de Manaus. Viajei muito para esses lugares, entre Sul, Sudeste e Centro-Oeste e gostei muito do que vi" (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Agora, ele vai buscar oportunidades fora. “Eu quero sair de Manaus. Viajei muito para lugares entre Sul, Sudeste e Centro-Oeste e gostei muito do que vi”, conta. Ainda de acordo com a pesquisa da Brasscom, Amazonas e DF juntos concentram 6,9% das vagas para a área de tecnologia. Enquanto, somente em São Paulo, estão 42,9% das oportunidades. Mesmo com essa diferença, Victor ainda não pretende sair de Manaus, mas considera, no futuro, procurar oportunidades em outro país.
 
"Eu realmente queria continuar trabalhando com apps e jogos. Em Manaus é mais difícil. Tenho muita pretensão de ir para o Canadá, porque lá o mercado de jogos é surreal" (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
“Se for para sair de Manaus, seria para sair do Brasil. Já andei procurando umas vagas no Canadá, em Portugal, e tem bastante também”, completa. Com a mesma expectativa, a designer Mariana Leite já traçou seus objetivos. Ela conta que, na cidade de origem, encontra poucas oportunidades para a área de design de jogos, algo que ama fazer. “Eu realmente queria continuar trabalhando com apps e jogos. Em Manaus é mais difícil. Tenho  vontade de ir para o Canadá, porque lá o mercado de jogos é surreal”, projeta.

Profissionais em alta em 2020

A tecnologia está na dianteira da oferta de empregos no ano que vem, segundo o Guia Salarial da consultoria Robert Half. Pelo levantamento, destacam-se trabalhadores que buscam agregar mais valor à função que executam e aos negócios da empresa, além de se manterem atualizados quanto às inovações tecnológicas. Confira cinco profissões que devem estar em alta em 2020 relacionadas à TI:

» Engenheiro de software
Com vagas sobrando no mercado, profissionais com essa formação são cada vez mais requisitados, visto a introdução crescente de tecnologia nos negócios e nas empresas.

» Analista de Business Intelligence (BI)
O analista de BI tem a função de interpretar dados de diferentes origens, transformando hipóteses de negócios em planos de ação por meio de relatórios e painéis de dados acessíveis.
 
» Supply Chain Manager
Posição estratégica dentro de uma empresa,  o gerente de Supply Chain tem a função de cuidar de todas as etapas da cadeia de suprimentos.

» Profissional Agile
No ramo da tecnologia, de acordo com a consultoria Robert Half, os profissionais inseridos no mundo da Metodologia Ágil e que buscam conhecimento por conta própria vão ganhar mais espaço em 2020.

» Especialista em Segurança da Informação
Em agosto de 2020, está prevista a implementação da Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) e, por isso, empresas vão precisar se adequar e ter um especialista em segurança de dados.
 
 
 
 
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa
 

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