Publicidade

Correio Braziliense REPUTAÇÃO »

Confira dicas de professores e evite erros de português em seleções


postado em 05/01/2020 19:19 / atualizado em 06/01/2020 11:07

O bom domínio do português é importante e, em certos casos, crucial na carreira do brasileiro. Desde a prova para entrar em uma instituição de ensino até o documento que deverá ser enviado para outro setor no ambiente de trabalho, o profissional deve estar atento às normas do idioma. Especialistas e professores dão dicas de como estudar a língua e evitar erros no ambiente acadêmico e no mercado de trabalho.

"Alguns erros muito comuns são o uso da palavra"menas", que não existe, e o desvio na concordância verbal e nos tempos e modos verbais"Flávia Rita Coutinho, professora de português (foto: Mateus Baranowski/Divulgacao )
"Todos cometem erros, uma hora ou outra. O importante é conhecer as regras da norma culta e treinar para evitá-los”, comenta Flávia Rita Coutinho, professora de português em cursos preparatórios. Segundo ela, as falhas mais comuns estão presentes em regência e concordância verbal, uso de conectores, períodos compostos incompletos, entre outros. Com graduação em letras e pós-graduação em didática do ensino superior, Flávia conta qual o melhor método para não cometer mais erros: “Estudar, treinar e rever”.

Na hora da prova

O conhecimento do português pode ser o fator decisivo em vestibulares, concursos e seleções acadêmicas ou profissionais. Segundo Flávia, o candidato deve identificar suas dificuldades na teoria durante a preparação. “O melhor é fazer um curso teórico para cobrir toda a matéria e fazer uma triagem dos pontos que estão mais fracos”, aconselha.
 
Para a professora Tatiane Felix da Cruz, que atua há 15 anos em cursos preparatórios, um dos maiores erros é não conhecer a terminologia da língua. “As pessoas acham que devem estudar a gramática inteira e se preocupam mais com o conteúdo do que com a nomenclatura”, comenta. Graduada em letras, Tatiane conta que, na maioria dos processos seletivos, até em empresas particulares, o candidato precisa fazer uma redação.
 

As instituições buscam funcionários que se destacam na comunicação e, segundo a professora, “a gramática tem regras que são um passaporte para passarmos as informações de maneira mais clara”. Tatiane afirma que, principalmente na redação de exames, o candidato deve mostrar que conhece a estrutura do idioma. “No processo de preparação, quanto mais a pessoa ler e escrever mais natural vai ser a sua escrita”, conta. A professora Flávia concorda e acrescenta: “Os alunos que farão provas discursivas devem treinar regularmente a elaboração de textos”.

Longo prazo

"Quanto mais a pessoa ler e escrever mais natural vai ser a sua escrita"Tatiane Felix da Cruz, professora de português (foto: Arquivo Pessoal)
O português escrito de forma correta é essencial. E, mesmo depois de passar em uma prova ou seleção, não podemos deixar as normas do idioma de lado. “Por alguma razão, vejo pessoas se preocupando com o uso correto da língua portuguesa apenas quando vão fazer provas, e isso me parece equivocado”, comenta Flávia. Tatiane concorda: “A gramática não é apenas uma série de regras que estão fora da nossa realidade. Tudo o que foi estruturado no nosso idioma é para facilitar a comunicação”.

Além da seleção ou entrevista de emprego, o bom domínio do português, tanto por escrito, quanto oralmente, destaca o profissional no ambiente de trabalho e evita problemas de interpretação. “Alguns erros muito comuns são o uso da palavra ‘menas’, que não existe, e o desvio na concordância verbal e nos tempos e modos verbais”, aponta Flávia.

As especialistas dão dicas para continuar atento ao idioma. Para Tatiane, o ideal é ler constantemente e, caso não haja interesse por livros, é indicado recorrer à internet — desde que você procure sites e fontes de informação confiáveis. Flávia concorda e aconselha a prática da escrita: “Deve-se procurar fazer de dois a quatro textos por semana. Com esse número, a pessoa irá manter-se familiarizada com a língua”, afirma. Para isso, até textão no Facebook vale!

Foco para escrever bem

Para Thaynnara, o bom domínio do português é importante tanto para a carreira dela quanto para o desempenho em concursos (foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
Para Thaynnara, o bom domínio do português é importante tanto para a carreira dela quanto para o desempenho em concursos (foto: Clara Lobo/Esp.CB/D.A Press)
Psicóloga pela Universidade Paulista (Unip) desde 2011, Thaynnara Kristinna Torres Batista Amorim, 29 anos, trabalha em uma clínica durante o dia e, à noite, estuda para concursos. A brasiliense sabe que o português é importante para a reputação dela como profissional, bem como para conseguir aprovação em certames. Afinal, a disciplina cai em todos os processos seletivos. “Eu faço avaliações psicológicas, e os laudos têm de estar bem escritos para serem entendidos por todos”, diz.
 
Ela não sente muita dificuldade na área, mas se preocupa em estar atenta para não errar. “Por causa da minha criação, eu sempre estudei muito e me preocupo em escrever corretamente. Então, não tenho dificuldade. A leitura e o estudo da gramática são fundamentais. As gramáticas têm muitas dicas e regrinhas básicas para nos ajudar”, afirma. Apesar disso, Thaynnara ainda estuda português por meio de videoaulas, exercícios e resumos. Quando tem dúvidas, recorre a fóruns. Para compartilhar dicas de estudo e motivar outras pessoas a estudar, ela mantém o perfil @thaypsiconcurseira no Instagram

Constância é a chave

Também estudando para concursos, Raquel Assunção Rodrigues, 38, percebeu que precisava se dedicar bastante à disciplina para ter bom resultado. “Quando a gente faz vestibular, a gente acha que sabe o mínimo de português, mas, depois, você vê que, em concursos, o que é cobrado não é o nível ao qual você está acostumado”, reflete. Por causa do peso da disciplina, Raquel pegou firme nos estudos por meio de videoaulas e exercícios, além da prática.

“Eu tinha dificuldade na interpretação de texto e, na parte de gramática, no uso da crase e da partícula ‘se’. Mas, hoje, consigo gabaritar a parte de português em concursos”, comemora. Isso não é sinal de que se deva parar de estudar, reflete Raquel, que é graduada em design pela Universidade de Brasília (UnB) e em administração de empresas pelo Centro Universitário Iesb. “Se você deixar de estudar, o rendimento cai. Tanto português quanto redação precisam ser estudados frequentemente. Toda semana, eu faço pelo menos uma prova de português”, conta.

Raquel sabe que o bom domínio da língua também é importantíssimo para a iniciativa privada. “Saber falar, se apresentar e escrever é essencial. Para você estar em um cargo alto em uma empresa, precisa escrever bem. Quando você usa o português corretamente, as pessoas já te olham com outros olhos”, opina a pós-graduada em administração pública e dona do perfil @_estudaqueavidamuda_ no Instagram.
 
(foto: SAS/Divulgação)
(foto: SAS/Divulgação)
O professor Vinícius Beltrão elenca dicas para não errar ovo Acordo Ortográfico
O Novo Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa entrou em vigor há 10 anos no Brasil. Para trazer um balanço sobre as principais mudanças durante este período, Vinícius Beltrão, especialista de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação, elencou os principais erros que as pessoas ainda cometem e destacou o que muita gente ainda precisa lembrar na hora de escrever

Acento diferencial parou de exitir
Antes: pára (verbo parar)
Agora: para (verbo parar)

Acento circunflexo: perderam o acento as palavras terminadas em “êem” e no hiato “oo”
Antes: lêem, vôo
Agora: leem, voo

Paroxítonas com ditongos abertos perderam o acento
Antes: idéia, bóia
Agora: ideia, boia

Hífen: não é empregado quando a primeira palavra termina em vogal e a segunda começa com “r” ou “s”
Antes: ultra-som
Agora: ultrassom

Hífen: é empregado quando a primeira palavra termina com a mesma vogal da segunda palavra
Antes: microondas, antiinflamatório
Agora: micro-ondas, anti-inflamatório

Hífen: não é mais empregado quando o prefixo da palavra é “re” e quando o início da segunda palavra é “e”.
Antes: re-editar, re-escrever
Agora: reeditar, reescrever

Leia

(foto: Harper Collins/Reprodução)
(foto: Harper Collins/Reprodução)
 

 

 

Sou péssimo em português: Chega de sofrimento! Aprenda as principais regras de português dando boas risadas

Autora: Cíntia Chagas

Editora: Harper Colins

160 páginas; R$ 34,90 

 

 

 

 
(foto: Editora Contexto/Reprodução)
(foto: Editora Contexto/Reprodução)
 
 
 
 
 
1001 dicas de português
Autores: Dad Squarisi e Paulo José Cunha
Editora: Contexto
320 páginas
R$ 51,92
 
 
 
(foto: Editora Contexto/Reprodução)
(foto: Editora Contexto/Reprodução)
 
 
 
 
 
 
 
 
Como escrever na internet
Autora: Dad Squarisi
Editora: Contexto
128 páginas
R$ 25
 
 
 
 
 
(foto: Contexto/Reprodução )
(foto: Contexto/Reprodução )
 
 
 
 
 
 
 
A arte de escrever bem
Autoras: Dad Squarisi e Arlete Salvador
Editora: Contexto
112 páginas
R$ 27
 
 
 
 
 
(foto: Livro Escrever melhor)
(foto: Livro Escrever melhor)
 
 
 
 
 
 
Escrever melhor: Guia para passar os textos a limpo
Autoras: Dad Squarisi e Arlete Salvador
Editora: Contexto
224 páginas
R$ 39,90
 
 
 
(foto: Benvirá/Reprodução)
(foto: Benvirá/Reprodução)
 
 
 
 
 
 
 
 
Superdicas de ortografia — conforme o Volp [Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa]
Autora: Dad Squarisi
Editora: Benvirá
136 páginas
E-book: R$ 9,80
 
 
 
 
(foto: Editora Contexto/Reprodução)
(foto: Editora Contexto/Reprodução)
 
 
 
 
 
 
Sete pecados da língua
Autora: Dad Squarisi
Editora: Contexto
96 páginas
R$ 23
 
 
 
 
 

 

*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade

MAIS NOTÍCIAS

publicidade
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade