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Correio Braziliense CARREIRA

Quer um emprego em 2020? Veja 15 dicas para currículo e entrevista

A boa notícia para quem procura uma vaga no mercado de trabalho é que recrutadores estão otimistas com relação à geração de oportunidades este ano


postado em 12/01/2020 17:50 / atualizado em 12/01/2020 19:16

Para conseguir emprego em 2020

A boa notícia para quem procura uma vaga no mercado de trabalho é que recrutadores estão otimistas com relação à geração de oportunidades este ano. A melhora é lenta, mas está em curso. Confira dicas para ter a sua chance 
agora
 
Bianca tem enviado currículos todos os dias para diversas empresas(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Bianca tem enviado currículos todos os dias para diversas empresas (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Conquistar uma vaga de emprego está no topo da lista de desejos para 2020 entre os desempregados e os insatisfeitos com o trabalho atual. É o que evidencia pesquisa feita pela Catho, plataforma de recrutamento on-line. No total, 92% dos brasileiros entrevistados afirmaram desejar conseguir uma vaga. O levantamento ainda identificou que, para a maioria das pessoas, o trabalho é fundamental para alcançar objetivos e cumprir as promessas de ano-novo. Ou seja, sem um ofício, nada se concretiza.

O desemprego está caindo, porém, ainda é alto. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada em dezembro do ano passado, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 11,9 milhões de pessoas à procura de uma oportunidade no mercado. No Distrito Federal, de acordo com o último boletim da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (PED/Codeplan), o contingente de desempregados é de 313 mil.

Um número que revela queda. O percentual caiu de 43,1% para 42,3% entre os brasilienses de 16 a 24 anos entre agosto de 2018 e agosto de 2019. Na faixa etária de 25 a 39 anos, a quantidade de desempregados passou de 15,6% para 15,2%. Por fim, entre candidatos de 40 a 49 anos, houve crescimento de 10,4% para 11,5%. Bianca de Jesus Fornari, 19 anos, moradora da Ceilândia, faz parte do grupo com maior grau de desemprego no DF: os jovens.
 
(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Desde que concluiu o ensino médio, em 2017, ela busca encontrar um emprego. No entanto, só se deparou com “nãos” ao longo do caminho. “Minha única experiência com carteira assinada foi no cargo de jovem aprendiz, enquanto estava na escola. Acredito que a falta de experiência seja o motivo de eu não ser chamada”, conta. “Tem dias que envio uns 20 currículos para lugares diferentes. Chega a ser desanimador.”

A impressão de Bianca não é equivocada: quem está em busca do primeiro emprego integra o grupo com mais dificuldade de colocação profissional. E, para piorar, os jovens também são a parcela da população com maior chance de ser demitida. A conclusão é de Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) do ano passado. Nos últimos anos, o contexto tem sido desanimador, com altos números de desemprego e inflação.

A pergunta que Bianca e todos que se encontram nessa situação fazem é: afinal, como, em meio a este cenário, conseguir uma vaga de emprego? A resposta não é tão simples, pois mesmo bons profissionais têm acabado sem trabalho. Um bom começo é saber o panorama para 2020 nesse campo. Jusçanio Umbelino de Souza, gerente de Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, explica que o país viveu um período de crise em todas as unidades da Federação que atingiu o mercado de trabalho, ocasionando o aumento do desemprego.

No entanto, essa conjuntura tem dado sinais positivos de mudança. “O resultado ainda não é satisfatório, mas o quadro econômico ano passado deu uma melhorada”, diz. Ele prossegue, ressaltando que o ambiente está favorável em razão da diminuição da taxa de juros, da liberação do Fundo de Garantia de Tempo e Serviço (FGTS), da alta na venda de imóveis e da retomada da construção civil.

Otimismo

"Nesse ambiente de melhoria, alguns setores estarão mais visíveis, como construção civil, saúde, educação e comércio'' Jusçanio Umbelino de Souza, gerente de Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan (foto: Codeplan/Divulgação )
 

“A gente espera um cenário que nos permita inferir uma perspectiva positiva de geração de trabalho em comparação com o ano passado”, aponta Jusçanio. Para o Distrito Federal, em virtude desse contexto, Jusçanio revela quais serão as áreas que devem apresentar mais oportunidades. “Nesse ambiente de melhoria, alguns setores estarão mais visíveis, como construção civil, saúde, educação e comércio”, elenca. No entanto, ele alerta que “a abertura se dará de forma gradual, respondendo à medida que a economia cresce”.

Ou seja, não espere um “boom” de vagas, mas saiba que a economia está melhorando, mesmo que a passos lentos. Tudo isso afeta o otimismo também dos patrões, que podem passar a abrir mais cargos. Indo de encontro do que disse Jusçanio, a 10ª edição do Índice de Confiança da Robert Half (ICRH) revela que, na média, tanto os recrutadores quanto os profissionais empregados e desempregados permanecem otimistas quanto aos rumos do mercado de trabalho.
 
(foto: João Neto/Robert Half)
(foto: João Neto/Robert Half)
 
Lucas Nogueira, diretor de Recrutamento da empresa, expõe que os candidatos mais qualificados estão propensos a conseguirem um novo emprego de maneira mais rápida este ano. “O desemprego para os profissionais de até 25 anos com graduação em ensino superior fica próximo dos 6%, enquanto para o público geral é de 11%. A expectativa é bastante favorável em função do crescimento do último trimestre de 2019”, acredita.

De volta ao trabalho

Peter Alexander da Costa Lange, 41 anos, está desempregado desde março de 2019. Formado em direito desde 2002, pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), ele atuou em escritórios de advocacia e também no setor público. Em 2006, foi aprovado no concurso da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), porém decidiu voltar para a iniciativa privada por ter recebido uma proposta melhor. No ano passado, ele decidiu deixar o trabalho para cuidar de outras áreas da vida.
 
“Preferi ficar seis meses sem trabalhar para reorganizar a minha vida, pois tinha muita coisa que eu estava deixando para trás, incluindo projetos sociais. Durante esse período, recebi algumas propostas que não me interessavam na época.” Após esse semestre sabático, Peter decidiu procurar um novo emprego. Para auxiliar nessa busca, que já dura cinco meses, conta com a ajuda de assessorias especializadas em virtude do perfil profissional e da idade, pois não quer qualquer vaga.
 
Peter está confiante para achar trabalho este ano(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
Peter está confiante para achar trabalho este ano (foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
“Prefiro direcionar a minha procura porque sou um profissional bem qualificado, com bastante experiência. Por isso, a necessidade de ter este apoio”, conta. Além do suporte dessas empresas, Peter tem um perfil no Linkedln, rede social profissional. A experiência na plataforma, conta ele, tem sido positiva. “Já fui chamado para dar palestras em algumas empresas por meio dele. Então, tem me dado retorno, independentemente de uma carteira assinada”, explica.

Ele está com boas expectativas para conseguir se realocar este ano, pois acredita que a situação política e econômica do país não interfira nessa conquista. “Como tenho um perfil muito específico, creio que o cenário atual de crise não me afeta. E, geralmente, as pesquisas mostram que profissionais bem qualificados demoram em torno de seis meses a um ano para conseguir uma vaga”, afirma.

A importância do networking

Com a busca por emprego cada vez mais difícil, o networking se torna cada vez mais importante. A rede de contatos e o famoso “QI” (quem indica) ainda têm um peso enorme para conseguir trabalho. Sabrina Maria Viegas de Sousa, 40 anos, é exemplo disso. Assim como Peter, ela decidiu “dar um tempo” depois de trabalhar por mais de 16 anos numa empresa, para descansar.
 
(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Nícolas Braga/Esp. CB/D.A Press)
 
Formada em administração pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), conseguiu recentemente uma nova oportunidade por intermédio de uma indicação. “Trabalhei como estagiária em 2001, na Insight. Por ter tido essa passagem na empresa, eles me indicaram para um cargo no Conselho Federal de Odontologia (CFO). Participei do processo seletivo e fui chamada”, comemora.

Ela acredita que a experiência e a disposição de aprender algo novo foram os motivos de ter sido contratada. Para quem está em busca de emprego, Sabrina recomenda ir atrás de todos os caminhos possíveis para achar trabalho, inclusive acionar contatos do passado. No entanto, não se deve parar por aí. “Busque conhecer sobre a empresa, verificar o tipo de profissional que trabalha, ter disposição para procurar, correr atrás e não ficar apenas esperando.”

Match para conseguir uma vaga

Dizer que as redes sociais estão presentes diariamente na vida dos brasileiros não é novidade. Elas excederam a barreira do campo da diversão e são consideradas ferramentas de negócio e trabalho. Larissa Ruza, coordenadora de Marketing de Recrutamento da Connekt, consultoria de seleção digital, acredita que, nos dias atuais, muitos empregadores tendem a não mais fazer processo seletivo convencional. “São raríssimos os casos em que ainda aceitam currículos pessoalmente”, afirma.
 
Hoje, para além do CV digital, pede-se bastante também em vídeo. Também é comum pedir algum tipo de mídia durante as etapas de seleção. “As empresas, hoje, buscam mais do que pessoas com requisitos técnicos. Existe uma preocupação muito forte em saber se o candidato tem o perfil desejado. Elas estão muito focadas em propósitos e compreender se darão ‘match’ com aquela pessoa”, observa.
 
"As empresas, hoje, buscam mais do que pessoas com requisitos técnicos. Existe uma preocupação muito forte em saber se o candidato tem o perfil desejado. Elas estão muito focadas em propósitos e compreender se darão"com aquela pessoa" Larissa Ruza, coordenadora de Marketing de Recrutamento da Connekt (foto: Divulgação/Connekt)
 
No mundo moderno, as redes sociais e outros canais digitais se tornaram ferramenta para conhecer os inscritos. “O candidato pode ter uma inteligência técnica incrível, mas não combinar com a instituição. E aí não vai servir”, esclarece. Segundo Larissa, um perfil apresentável é aquele que foge das polêmicas. No entanto, ela aconselha que o candidato não deve se privar de viver por causa disso.
“Existem redes sociais, como o Linkedln, que são focadas no trabalho. Aí, sim, você de fato tem que ter esse foco mais profissional”, aponta. Assim, é possível ter mais liberdade e ser mais descontraído em outras redes — no entanto, tomando cuidado. Em geral, as empresas não pedem as redes sociais na hora da inscrição, “mas todo cuidado é recomendado”, segundo Larissa. “Basta saber usar seus canais de forma positiva, não sendo preconceituoso nem discriminatório”, indica.

Caminhos tecnológicos

O efeito do avanço das tecnologias têm ocasionado o surgimento de novas formas de procurar emprego. Os aplicativos para smartphones estão entre as alternativas que surgiram para auxiliar nessa jornada. Existem diversas opções gratuitas para os interessados, como o Peoplenect, que faz uma ponte entre os profissionais com as habilidades certas às vagas abertas pelas empresas, cruzando instantaneamente o perfil, a disponibilidade e a localização do candidato com a demanda que se necessita. O Whatsapp também tem adquirido essa função. Há diversos grupos cuja finalidade é o compartilhamento de oportunidades disponíveis.

Currículo de ouro

O currículo, com certeza, ainda é o primeiro passo rumo à porta de entrada de uma empresa. Por isso, é um dos documentos mais importantes na hora de conquistar uma vaga. Porém, muitos são descartados logo no começo da avaliação. De acordo com um estudo realizado pela Catho, plataforma de recrutamento on-line, 30% dos recrutadores levam de seis a 10 segundos, em média, para descartar ou decidir manter um currículo na disputa por uma oportunidade.
 

Depois disso, cerca de 15 a cada 100 currículos são revistos com maior cuidado pelos profissionais. Fique atento às orientações de Acsa Vasconcellos, diretora da Insight, empresa de consultoria em gestão de pessoas, sobre como ter um currículo considerado impecável.
 
1) Personalize
O currículo tem que ser feito exclusivamente para cada vaga a que o candidato queira concorrer. Não pode ser um padrão que sirva para todas.

2) Corrija
Verifique o português antes de enviar, pois, se houver erros, certamente, ele será eliminado em poucos segundos.
3) Use uma foto de estilo profissional
Às vezes, em um processo seletivo, participam tantas pessoas que um currículo com foto facilita ao recrutador lembrar quem é determinada pessoa. No entanto, fique atento à imagem a se colocar, algumas queimam seu filme. “Eu já recebi um CV que tinha uma foto enorme, de meia página, de uma mulher com decote. O ideal é ser mais sério e mostrar só seu rosto”, afirma Acsa.

5) Dados de contato
É essencial que o documento apresente e-mail, telefone e endereço, pois alguns empregadores querem alguém que more próximo do local de trabalho.

6) Só escreva o necessário
Não insira filiação nem pensar, porque não faz sentido, não é uma informação relevante.

7) Escreva seu objetivo
As pessoas tendem a colocar algo piegas ou algum padrão encontrado na internet, o que não é bom. O autoconhecimento ajuda a elaborar uma boa descrição de objetivo profissional, pois quem se conhece sabe das características fortes e fracas.

8) Seja sucinto
O currículo decide se o candidato será eliminado ou chamado, porque quem está fazendo triagem de currículo não lê o currículo, apenas bate o olho. Por isso, é importante ter as atividades desenvolvidas de uma maneira resumida. O ideal para um currículo, se a pessoa tiver muita experiência mesmo, é ser de até uma página frente e verso. Não coloque cursos que não tenham nada a ver com a vaga desejada: você tem que focar no que interessa. Tem gente que acha que só deve colocar o que tem como provar, o que envolve certificado. Isso está errado. “Se algo que você fez agregou e você aprendeu coisas a partir dessas experiências e vai poder dar uma resposta diferente por ter vivido essa situação, coloque”, recomenda Acsa. Para aqueles que estão saindo da fase escolar e não têm muitas experiências para colocar no currículo, insira outras informações que não sejam de trabalho, mas sejam relevantes. Se você não tem nenhuma, procure. Um trabalho voluntário é uma boa opção. “Porque é muito difícil alguém dar oportunidade para quem não tem prática alguma”, explica.

9) Não minta!
Essa nunca é a saída e você ainda pode sair da entrevista com o recrutador te desmentindo.

10) Estética e organização
Preste atenção à formatação. O tamanho da letra tem que ser confortável para leitura: o tamanho 12 é ideal. Use um estilo simples: nada de letra decorada ou em itálico.

Sem salário, mas fazendo o bem

Confira opções de trabalho voluntário com vagas abertas

 

Inglês na Estrutural
O projeto Inglês na Estrutural está com inscrições abertas para voluntários. Atualmente, cerca de 200 crianças e adolescentes da região são atendidos pela iniciativa, focada no ensino gratuito da língua inglesa para os jovens residentes na cidade. Para o primeiro semestre de 2020, há vagas para professores de inglês, profissionais de gestão de pessoas e gestão financeira, designers, fotógrafos e videomakers. Há também oportunidades para voluntários interessados em auxiliar na organização da escola antes e depois das aulas. Interessados devem ter disponibilidade para participar das atividades aos sábados pelo menos duas vezes por mês. Inscrições até quarta-feira (15) pelo link: forms.gle/FgThDfKEttVPdEna9

60 vagas em Brasília
A Aiesec está com processo seletivo aberto para jovens que têm interesse em fazer trabalho voluntário na instituição. São cerca de 60 vagas para trabalhar em Brasília, em diversas áreas, como finanças, recursos humanos, marketing, entre outras. As inscrições não têm data-limite para término, mas as primeiras dinâmicas começam em 22 de janeiro. Para concorrer, basta responder ao questionário disponível em: bit.ly/entrenaaiesec. O único pré-requisito é ter 
de 18 a 30 anos.

Confira apps para procurar emprego

Empregos: Disponível para dispositivos Android e iOS. Aplicativo que permite buscas de oportunidade por meio do Indeed, site de empregos. Link

InfoJobs.com.br: disponível para dispositivos Android e Windows Phone. O aplicativo do InfoJobs.com.br oferece pesquisa de empregos, podendo filtrar de diversas formas sua pesquisa. Ao se cadastrar, é possível preencher um currículo que poderá ser posteriormente enviado às vagas desejadas. É possível ainda optar por receber notificações via e-mail avisando sobre determinadas vagas. Link
 
Trovit: disponível para dispositivos Android e iOS. O app da Trovit permite realizar uma busca nos mais diversos sites de empregos disponíveis na web. Está disponível em 12 idiomas e também permite a ativação de notificações de vagas por e-mail. Link 

Catho: disponível para dispositivos Android e iOS. O aplicativo da Catho permite cadastrar o currículo, pesquisar por vagas de empregos de acordo com o perfil e desejos. Link: 
 
Sine: Disponível para dispositivos Android e iOS. O aplicativo do Sine funciona como um classificado de empregos na internet, possibilitando que empregadores divulguem suas vagas e que empregados encontrem uma oportunidade. Segundo o desenvolvedor, mais de 4 mil novas vagas são anunciadas diariamente em todo o país. Link

Três perguntas para / Vicente Goulart, subsecretário de ação ao Trabalhador e ao Empregador do Distrito Federal

(foto: Divulgação/Ascom Secretaria do Trabalho)
(foto: Divulgação/Ascom Secretaria do Trabalho)
 

O senhor está confiante om relação à geração de mpregos no Distrito Federal em 2020? Quais são as expectativas?
Sim, podemos dizer que sim. O país vem recuperando sua economia. Em um ritmo lento, é verdade, mas isso tem acontecido de forma gradual. Aqui no Distrito Federal, acontece algo similar, mas o crescimento deve ser maior que a média nacional. A Secretaria de Trabalho, junto ao governador Ibaneis (Rocha), tem buscado insistentemente parcerias para atrair empresas, como é o caso do Emprega-DF, programa por meio do qual empresas recebem incentivos fiscais. A oferta de trabalho deve melhorar nos próximos anos.

Quais dicas o senhor dá para quem está procurando emprego?
A principal e fundamental é que o trabalhador busque sempre estar atualizado. Tanto na profissão que esteja buscando quanto na qualificação daquela área. As empresas buscam sempre o trabalhador melhor capacitado e que se encaixe no perfil da empresa. Hoje, a atualização profissional é de fundamental importância. Outra dica importante é estar sempre bem-arrumado, com trajes adequados para a entrevista. A primeira impressão no mercado de trabalho é sempre a que fica. Não vá com roupas curtas ou chinelo!

Há anos, a Secretaria de trabalho oferece serviços que ajudam o trabalhador, como a Fábrica Social e a Agência do Trabalhador. Existe alguma novidade feita ela nova gestão?
A Fábrica Social talvez seja a principal referência para a qualificação social e profissional, mas ela, por força de lei, só pode atender a uma pequena faixa das pessoas em situação de vulnerabilidade social. Estamos em fase de planejamento para a expansão da fábrica, levando suas atividades a outras cidades, como é o caso de Samambaia. Expandimos também a Agência do Trabalhador para que a mesma faixa de quem procura emprego possa ser atendida em outros pontos do DF, mais perto de suas possibilidades. Temos, além disso, outros módulos de qualificação, como é o caso das parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), por meio das quais oferecemos cursos dessas instituições gratuitamente tanto nas instalações do Senac e do Senai quanto nas Agências do Trabalhador. Temos também as ações para micro e pequenos empresários, expandimos as linhas de crédito para eles. Nossa secretaria espera que possamos aumentar o volume de microcrédito para o ano que vem, assim como aumentar o número de vagas para qualificação com as demandas do próprio mercado. Esperamos, em 2020, trazer mais ações, cada vez mais dirigidas às necessidades dos trabalhadores que buscam emprego, o retorno imediato aos postos de trabalho, diminuindo cada vez mais o desemprego no Distrito Federal. 

Como se sair bem na entrevista

Um dos momentos mais esperados para quem está procurando emprego é a hora da entrevista. E, sem dúvida, esta é uma das etapas do processo de seleção mais importantes que, em muitos casos, define a escolha do profissional. É nesse momento que o recrutador conhece melhor o candidato, seus objetivos, trajetória profissional e as competências que tem.

Vale lembrar que a ocasião também serve para o concorrente avaliar se a vaga é adequada para ele, se a proposta da empresa está dentro das expectativas e se encaixa nos seus objetivos. Para se sair bem e causar uma boa impressão, Luciana Carreteiro, coach em desenvolvimento de alta performance para liderança e fundadora da Kyma Coaching, dá cinco dicas de como se preparar para esta ocasião.

1) Pesquisa sobre o contratante
O candidato precisa estar apto para saber responder a perguntas sobre a empresa, bem como esclarecer questionamentos sobre a sua área de atuação.

2) Esteja pronto para se definir
Seja hábil em responder ao pedido: “fale sobre você”. Nesse caso, explicando quem você é em até três ou quatro minutos. Esta resposta é a introdução, guia e dará a deixa para as próximas perguntas do entrevistador.

3) Experiências na ponta da língua
Quando perguntarem sobre os locais onde você trabalhou, conte, de forma resumida, as experiências que teve em ordem cronológica. Fale, também, das atividades que exercita fora do ambiente de trabalho.

4) Autenticidade é tudo
Seja honesto, não diga o que você acha que o recrutador quer ouvir porque, se você vende algo que não é capaz de fazer, isso pode ocasionar problemas lá na frente.

5) Objetividade e concisão
Para cada pergunta que o entrevistador fizer, estruture uma resposta organizada na sua cabeça. Isso é para evitar ser prolixo e acabar não dizendo nada com nada.



*Estagiário sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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