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Correio Braziliense

A corrida empresarial na pandemia exige reinvenção para superar crise

89% dos pequenos negócios enfrentam queda no faturamento. Confira 30 dicas de gestão e descubra como 10 empreendedores do DF a estão passando por esta fase


postado em 19/04/2020 14:08 / atualizado em 19/04/2020 15:22

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus vai além da saúde e impacta todas as áreas da vida em sociedade. O cenário econômico é um dos mais afetados perante as recomendações de distanciamento para a proteção da população. Com a suspensão de parte das atividades comerciais e das aglomerações, profissionais autônomos e pequenas empresas foram gravemente prejudicados.
 
Heliene, dona de uma banca de frutas, aposta no delivery(foto: Arquivo Pessoal)
Heliene, dona de uma banca de frutas, aposta no delivery (foto: Arquivo Pessoal)
 
Seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi um dos primeiros a tomar medidas a favor do isolamento para o combate da doença. Em Brasília, o comércio não essencial deve permanecer fechado até 3 de maio. O prazo das restrições pode ser prolongado segundo os rumos da pandemia.
 
Descobrir como equilibrar as contas e honrar compromissos em meio ao caos é o grande desafio de empreendedores(foto: Diana Raeder/Esp.CB/D.A Press)
Descobrir como equilibrar as contas e honrar compromissos em meio ao caos é o grande desafio de empreendedores (foto: Diana Raeder/Esp.CB/D.A Press)
 
De acordo com pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 89% dos pequenos negócios já enfrentam queda no faturamento devido às medidas de isolamento no país. Foram entrevistados 9.105 empreendedores, sendo que 36% deles afirmam precisar fechar a empresa permanentemente em um mês, caso as restrições permaneçam por mais tempo.
 
Para muitos empreendedores, este é o momento em que, calculando custos e lucros, a conta não fecha(foto: Diana Raeder/Esp.CB/D.A Press)
Para muitos empreendedores, este é o momento em que, calculando custos e lucros, a conta não fecha (foto: Diana Raeder/Esp.CB/D.A Press)
Gestor de Negócios Digitais do Sebrae, Lúcio Pires pontua que o primeiro passo a ser dado para que empreendimentos menores  consigam sobreviver à crise é reduzir os gastos internos. Uma das alternativas no momento é antecipar férias dos funcionários, medida permitida durante o estado de calamidade pública pela Medida Provisória nº 927 de 22 de março de 2020. “A maioria dos donos de bares e restaurantes com quem conversei aderiu a esse recurso”, comenta.

O segundo passo é também uma angústia para empreendedores: descobrir como continuar vendendo. A internet pode ser a saída. Buscar atender as necessidades da comunidade local também é válido. As pesquisas por termos como “perto de mim” e “perto daqui” no Google aumentaram nas últimas semanas. “A chave é descobrir quais são as novas necessidades que surgem em tempos de coronavírus”, declara Lúcio, que estudou negócios exponenciais na Singularity University, nos EUA.

Sem noção de futuro

"A chave é descobrir quais são as novas necessidades que surgem em tempos de coronavírus" Lúcio Pires, gestor de Negócios Digitais do Sebrae (foto: Agência Sebrae/Divulgação)
A incerteza é o que mais preocupa especialistas. Enquanto não soubermos quando a normalidade se reestabelecerá, não há como calcular o tamanho do impacto. Para o economista Newton Marques, graduado pela Universidade de Brasília (UnB), o contexto atual se assemelha, em muitos aspectos, a um momento de conflito armado, em que soluções excepcionais se fazem necessárias.

“Nesta situação, não há soluções convencionais. Após uma guerra, é necessário reconstruir tudo. Então, são tomadas atitudes diferentes”, expõe. Uma das medidas adotadas pelo governo federal que se alinha a ideias de um plano econômico de guerra é o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 1.200 a mães que sustentam o lar sozinhas e de R$ 600 a trabalhadores sem carteira assinada, autônomos, microempreendedores individuais (MEIs), desempregados e beneficiários do Bolsa Família.

Para o economista, apesar de o apoio ser importante, não atenderá integralmente todos os beneficiários. É nesta hora que o empreendedor precisará saber como usar esse dinheiro e abusar da criatividade. “Você pode pegar o que fazia antes e ampliar os serviços, por exemplo”, aconselha Newton, membro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon).

Criatividade e digitalização

"É uma crise inédita na nossa história. O tamanho do desafio vai depender da evolução da doença e do tempo em isolamento" Renan Pieri, professor de economia da FGV (foto: Arquivo Pessoal)

 

Renan Pieri, professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca a necessidade do auxílio por parte dos profissionais autônomos. “Essas pessoas estão acostumadas com a circulação de dinheiro diária. Então, agora, deparam-se com semanas sem renda. É urgente fazer essa ajuda chegar”, aponta.

 Doutor em economia pela Universidade de São Paulo (USP), Renan ressalta que, com a quarentena, o faturamento de muitos pode ser reduzido a zero. “É uma crise inédita na nossa história. O tamanho do desafio vai depender da evolução da doença e do tempo em isolamento”, afirma.

Segundo Pieri, mesmo com o fim da quarentena, as pessoas não voltarão a circular imediatamente de forma que viabilize os negócios informais. Por isso, é necessário se preparar em longo prazo. A dica é investir no universo on-line. “A digitalização da economia já vinha permitindo que pessoas sem vínculo empregatício conseguissem algum tipo de renda”, afirma.

“Com essa crise, esse processo será acelerado. Quem tiver a perspicácia de rapidamente migrar para o on-line e entender que a linguagem, a relação com o cliente e a estratégia de divulgação do serviço devem ser diferentes por causa disso vai sair na frente”, sustenta.

Para Lúcio Pires, gestor de Negócios Digitais do Sebrae, os autônomos são os mais engajados quando o assunto é reinventar-se. “Engana-se quem pensa que eles estão aguardando apenas esse benefício. Eles são criativos e ágeis para mudar o tipo de negócio rapidamente”, presume. 

Palavra de especialista

Covid-19 e a capital

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)

 

 “A situação está mais difícil para os comerciantes do Distrito Federal porque foi uma das unidades Federativas em que o governo antecipou o isolamento preventivamente, preocupado com as consequências da pandemia sobre o sistema de saúde pública da nossa região. Sem isso, fatalmente, o resultado seria o caos no atendimento do governo. Então, os empreendedores do DF começaram a lidar com restrições antes de comerciantes de outras partes do país. Muitos se perguntam quando é que acabará esse confinamento e, em consequência, como será a normalização do nosso dia a dia. É muito difícil prevermos o que vai acontecer porque agora é o período crítico e que se alongará até o fim do semestre. Com a maior renda per capita do país, brasilienses terão maior fôlego para aguentar um prazo maior do confinamento. No Distrito Federal, a opção mais comum entre os comerciantes para a saída de vendas é a migração para o e-commerce.”

Newton Marques, conselheiro do Corecon-DF, professor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam) da UnB, mestre em doutor em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Manual de sobrevivência

Startups se unem para ajudar

Pensando em auxiliar pequenas e médias empresas, as startups Octadesk, Gama Academy, Ramper e Runrun.it desenvolveram, juntas, o Manual de Sobrevivência para PMEs. O conteúdo é gratuito e dividido em seis categorias: negócios, vendas, atendimento, marketing, recursos humanos e gestão de equipe. O manual é atualizado com 12 vídeos por semana e, até o momento, conta com mais de nove horas de conteúdo contínuo. Acesse.

As três ondas de comportamento empresarial

(foto: Orlando Britto/Divulgacao)
(foto: Orlando Britto/Divulgacao)

 

César Souza, fundador e presidente do grupo Empreenda, afirma que a pandemia do novo coronavírus provoca aos líderes empresariais três ondas comportamentais. São elas:

Emergencial
Esta é a fase de resposta aos problemas que surgiram com a pandemia. Momento de tomar as providências cabíveis para proteger a população, por exemplo, a adoção ao home office. “O foco maior é com a saúde e a segurança”, ressalta César.
 
Gestão da crise
Segundo a previsão de César, nas próximas semanas serão implementadas estruturas para a gerenciar a crise. Questões de aspectos legais, tributários, financeiros e comunicacionais deverão ser abordados pelos comitês. As ações devem refletir em benefícios não só para empresa, mas também para os clientes e a comunidade.
 
Reflexão estratégica
Etapa de análise. O empresário deve observar quais foram os lucros e os prejuízos e, principalmente, saber aproveitar as novas oportunidades. É importante se questionar se vale a pena continuar com aquele serviço aplicado durante o isolamento, como o delivery. “A primeira e a segunda onda acontecem por uma questão de sobrevivência. A terceira é o futuro”, afirma César.

Rebolar para não sair no prejuízo

Conheça histórias de empreendedores que pretendem virar essa página com determinação e criatividade

A expansão do delivery

"Não tiramos o mesmo de antes, mas, graças a Deus, estamos bem. Estão saindo umas 30 entregas por dia" Heliene de Souza, proprietária de uma banca de frutas (foto: Arquivo Pessoal)
 

O sistema de delivery ganhou força nas últimas semanas. Até mesmo aqueles comerciantes que não imaginavam fazer entregas aderiram em razão da crise e não pensam em abandonar tão cedo. Esse é o caso da Banquinha da Heliene, que vende frutas, legumes e verduras no Núcleo Bandeirante. A proprietária, Heliene de Souza, 48 anos, conta que o movimento da banca sempre foi intenso.

As vendas chegavam a somar R$ 800 por dia. A única renda da família, composta por ela, o marido Silvino Pereira, dois filhos e um neto, vem da banca. Com a publicação do decreto do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que suspendeu as atividades de atendimento ao público em comércios, a feirante conta que passou quase duas semanas sem trabalhar e gerar receita. “Um amigo deu a ideia de fazermos o delivery. Já no primeiro dia, tivemos bom resultado”, relata.

 A divulgação do serviço foi feita em grupos de WhatsApp para os clientes mais próximos e, aos poucos, se espalhou. “Não tiramos o mesmo de antes, mas, graças a Deus, estamos bem. Estão saindo umas 30 entregas por dia”, afirma. A filha, Eliane Kelly Souza, 30, está dispensada do trabalho e usa o tempo livre para ajudar a mãe. Ela recebe o pedido dos clientes e fica encarregada por selecionar os produtos e colocar na bandeja.

As entregas ficam por conta de Heliene e Silvino, que rodam o Distrito Federal quase inteiro, cobrando taxa com valor equivalente a distância. O momento exige cuidados. A equipe familiar trabalha o tempo inteiro com máscaras caseiras, mantém o distanciamento necessário e não faz contato físico direto com a filha quando busca as bandejas. O casal coloca a entrega na porta dos clientes.

Para depois que a crise do coronavírus passar, Heliene pretende continuar com o sistema de entrega. O delivery estará presente quando o comércio voltar a abrir. “Será uma renda extra”, justifica a filha, Eliane Kelly. “Os clientes sempre elogiam a qualidade dos nossos produtos. Então, acredito que já se tornaram fixos”, completa.

Barbeiro em domicílio

"Muitos clientes trabalham na área militar, de aviação ou em hospitais. O pessoal não aguenta e nem pode ter cabelo e barba grandes e precisa de ajuda" Firas Alsabbgh, dono da Barbearia Firas (foto: Arquivo Pessoal)

 

O empresário Firas Alsabbgh, 36, mora no Brasil há cinco anos. Refugiado da guerra civil que acontece no país dele, veio para cá construir uma nova história. Na Síria, trabalhava em uma loja de tecidos, mas fazia curso para barbeiro. Em São Paulo, primeira cidade em que morou quando fugiu, tentou continuar trabalhando com panos, entretanto, teve dificuldade e resolveu tentar a sorte como barbeiro.

“Agora, entendo como funciona o trabalho no Brasil e trouxe minha família para cá. Aprendi a falar algumas palavras para melhorar o atendimento e abri minha barbearia em Águas Claras. Dou graças a Deus por tudo ter dado certo”, relata. Com o isolamento social, as barbearias precisaram fechar. No entanto, deixar o cabelo crescer está longe de ser uma opção para muita gente.

No que depender do dono das três unidades da Barbearia Firas, pelo menos os cortes masculinos estarão a salvo. Ele criou o conceito de “barbearia delivery” e atende na casa do freguês. “Muitos clientes trabalham na área militar, de aviação ou em hospitais. O pessoal não aguenta e nem pode ter cabelo e barba grandes e precisa de ajuda”, afirma. Encontrar os fregueses em casa foi a forma que Firas arrumou para manter em dia o pagamento dos aluguéis das lojas e ter dinheiro para as necessidades pessoais.

O lucro não se compara ao de antes do isolamento, mas o serviço prestado é o que tem garantido a sobrevivência. “Eu vou porque são pessoas que precisam da estética para trabalhar, se sentem confortáveis com meu serviço e eu preciso do dinheiro. Eu os ajudo e eles me ajudam”, justifica. Apesar de conseguir cerca de seis clientes por dia, há muitos gastos com o material de proteção, como máscaras e luvas, e de esterilização do material de trabalho. O preço do corte é R$ 20, mais uma pequena taxa de locomoção.

Firas tem cerca de 14 funcionários, que são uma preocupação neste momento. A maioria deles mora em cidades distantes e não tem condições de se locomover todos os dias para Águas Claras para fazer o delivery. Para ajudá-los a manter alguma renda durante a crise, o barbeiro sempre pergunta ao cliente se eles têm preferência por algum funcionário específico e agenda um horário com ele.

Assistência virtual para mamães

"Continuamos as aulas de dança terapêuticas para mães junto aos bebês e para mulheres, independentemente de serem progenitoras ou não. Cada uma na sua casa, sozinha ou com seu neném por videoconferência" Aline França, doula (foto: Arquivo Pessoal)

 

O cuidado com a mulher durante o período pós-parto é essencial para a saúde. Nesta fase, há uma preocupação em lidar com o estresse, com as emoções e transformações do corpo ao longo da gestação. Esse é o trabalho de Aline França, 36 anos, doula pelo Instituto Mulheres Empoderadas de São Paulo. “O meu principal trabalho é ouvir essa mãe, validar o sentimento dela”, explica.

 Os atendimentos são sempre domiciliares e presenciais. Ou, melhor: eram. Aline está grávida; por isso, para proteger tanto as clientes quanto a si mesma, optou por seguir a recomendação de isolamento e passou a fazer atendimentos on-line, na medida do possível. As sessões de massagem e a laserterapia estão suspensas. Continuam as consultorias de amamentação no formato digital, recomendado pela OMS para esse serviço. 

Também persistem as aulas de dança terapêuticas para mães junto aos bebês e para mulheres, independentemente de serem progenitoras ou não. Antes, elas ocorriam no Espaço Livre Maternagem, na Asa Sul. Agora, isso migrou para o mundo digital. “Cada uma na sua casa, sozinha ou com seu neném por videoconferência”, conta.  O método virtual possibilitou o que antes era inimaginável para Aline: mulheres de todo o mundo praticando a dança terapêutica ensinada por ela. As novas inscritas são da Itália, da Inglaterra, do Canadá e de outras cidades brasileiras, além de Brasília, onde a doula ensinava presencialmente.

Uma das alunas está em quarentena porque está com coronavírus. “Ela poder fazer essa atividade terapêutica, mas, estando contaminada, seria impossível presencialmente”, pontua. Apesar de algumas alunas precisarem abandonar as aulas de dança, o número de inscritas acabou ficando maior do que antes, quando as classes eram presenciais.

O mundo virtual abriu novas possibilidades e Aline pretende manter a metodologia mesmo após o fim do isolamento sanitário. A decisão é a favor das mães que sentem dificuldade de sair de casa com o filho ou que moram longe. Além disso, a doula percebeu que a o trabalho não perdeu a qualidade terapêutica. “É uma coisa que veio com uma necessidade, mas vai ficar porque mostrou que é eficaz também. É um fruto bom”, ressalta.

Das mesas às marmitas

"Eu me sinto privilegiada de poder continuar sendo cozinheira, enquanto vários profissionais não podem trabalhar" Ana Paula Boquadi, chef do Buriti Zen (foto: Arquivo Pessoal)

 

O fechamento do comércio exigiu que a chef Ana Paula Boquadi, 31 anos, adaptasse as vendas para não fechar as portas. O restaurante vegano na 407 Norte, que fornece refeições orgânicas, livres de soja e glúten, mantinha uma boa movimentação semanal e a crise não impediu que continuasse a ter.

A entrega de marmitas era feita antes mesmo de o Buriti Zen se tornar uma loja, porém em menor escala. Em vez de contratar o serviço de algum aplicativo de delivery, Ana escalou o gerente para fazer as entregas. Se preferir, o cliente pode buscar a comida no próprio estabelecimento. Estão sendo vendidas, em média, cerca de 50 refeições ao dia. Ana Paula conta que esse é mais ou menos o mesmo padrão de vendas de antes. “Eu me sinto privilegiada de poder continuar sendo cozinheira, enquanto vários profissionais não podem trabalhar”, confessa.

Com tanta aderência, o serviço delivery continuará após o fim da pandemia. A chef pretende colocar todos os gastos que terá futuramente para manter o formato, uma vez que pretende contratar alguém só para a função. “Eu tenho certeza de que a demanda vai crescer. Acredito que as pessoas vão mudar também o padrão de consumo”, diz.  

As medidas de higiene não deixam de ser feitas. Para evitar aglomeração, faz rodízio de funcionários, deixando somente dois no restaurante por dia. Os uniformes são vestidos na loja, para evitar que seja usada a mesma roupa que veio da rua. O contato com os clientes, mesmo quando a marmita é buscada no local, é mínimo. Há também a preferência pelo pagamento por transferência bancária em vez de por de cartão ou dinheiro.

Renda extra enquanto o comércio não se normaliza

"Estamos vendendo marmitas, mas elas não são suficientes para cobrir todas as despesas" Mônica Augusta, cozinheira e sócia do Clube de Remo (foto: André Corrêa/Divulgacao)
Algumas atividades não podem ser passadas para o delivery nem ser feitas a distância. Empresários estão se movimentando para encontrar alternativas de renda durante esse período. É o caso dos sócios e proprietários do Clube de Remo Brasília. O estabelecimento promove atividades de remo olímpico e aluguel de equipamentos, como caiaque, stand-up, barcos e pedalinhos. Além disso, os donos, Mônica Augusta, 47 anos, e André Luiz Correia, 49 anos, trabalham na cantina, preparando café da manhã e almoço para os frequentadores.

A solução encontrada para  sustentar o clube até abertura ser autorizada foi a venda de marmitas. Esse tipo de refeição já era feito exclusivamente para um aluno do clube, que estava gripado e optou por não sair de casa durante alguns dias, pedindo o favor à Mônica. O casal concordou em ampliar a venda das marmitas enquanto as portas do local estivessem fechadas.

“O André mandou mensagens para os alunos dizendo que seria uma forma de ajudar o clube do remo. Então, alguns deles começaram a pedir e indicaram para outras pessoas”, conta Mônica. Enquanto André faz as entregas, Mônica prepara o almoço. A estudante do 2º semestre de gastronomia passou por cursos de manipulação de alimentos, por isso, a higiene sempre foi um ponto seriamente levado em consideração.

“Temos o cuidado de sempre limpar as bancadas com álcool e água sanitária, lavar as mãos quando voltamos do mercado. Também quase não saímos de casa”, cita.  Com a divulgação, mais pessoas tomaram conhecimento do serviço, e a venda das marmitas aumentou significativamente. Entretanto, nem todos os problemas puderam ser solucionados. Segundo a cozinheira, as quentinhas não são suficientes para cobrir todas as despesas.

“Se o decreto continuar por mais um mês, por exemplo, a gente vai ter que fechar. Não temos como pagar aluguel, despesas da casa e da escola só com a venda das marmitas”, confessa.  Os próximos passos ainda são incertos. Mônica pretende continuar vendendo as marmitas quando tudo voltar à normalidade, mas isso ainda depende do que acontecerá com o clube.

Adaptação às entregas

"O mercado mudou, o empresário precisa se reinventar. Eu creio que o Brasil vai ser um país diferente depois do coronavírus. É um divisor de águas" Rubens Pinheiro, dono do trailer Rubinho Refeições (foto: Arquivo Pessoal)

 

O empresário do ramo de alimentação Rubens Pinheiro, 42 anos, tem uma cozinha industrial que sustenta o trailer Rubinho Refeições, em Águas Claras. Cerca de 100 almoços e “jantinhas” eram vendidos por dia, sem entregas, apenas no estabelecimento. Ele migrou para o delivery, mas as vendas não se equiparam com a versão presencial: houve queda de 60%.

“Estava superotimista para este ano, as coisas estavam fluindo”, desabafa. O empresário não demitiu nenhum dos cinco funcionários. Adiantou as férias de quatro deles e manteve uma. A namorada ajuda na montagem das marmitas, e ele entrega na região. Apesar da queda no rendimento, Rubens não desanima e pensa no que fará futuramente.

Ele acredita que, mesmo quando o comércio voltar à atividade, as pessoas ainda resistirão a sair de casa por um tempo. Por isso, a ideia é investir no marketing do delivery nas mídias sociais e continuar com as entregas. “O mercado mudou, o empresário precisa se reinventar. Eu creio que o Brasil vai ser um país diferente depois do coronavírus. É um divisor de águas”, afirma.

Atenção com o espírito virtualmente

"Migrei para as consultas digitais" Luísa de Magalhães Cerqueira, terapeuta holística (foto: Arquivo Pessoal)

 

Cuidar da saúde é essencial durante o período de isolamento. A terapia holística é um método que tem se mostrado eficiente para muita gente. Trata-se de uma abordagem terapêutica em que problemas e doenças são tratados com uma perspectiva geral. Os aspectos mentais, emocionais, espirituais e o corpo físico são abordados como um todo.

A terapeuta holística Luísa de Magalhães Cerqueira, 27 anos, conheceu método no centro ecumênico religioso Fraternidade Universalista da Divina Luz Crística. Luísa explica que grande componente do tratamento é feito presencialmente. “Tem uma parte com ervas, benzimentos, distribuição energética, massagens e preparação de chás. Isso requer contato físico”, conta.

Com o isolamento, esse tipo de atendimento, antes feito na casa do cliente, por enquanto, não é possível. Para continuar exercendo o trabalho, além de ajudar aqueles que veem a terapia holística como um refúgio, ainda mais durante a crise, Luísa precisou adaptar as consultas para o formato digital. O agendamento é feito via WhatsApp, e o valor individual de cada consulta caiu de R$130 para R$50. “Fiz isso tanto para poder auxiliar as pessoas que estão passando por dificuldades nesse momento, financeiras ou emocionais, quanto para que a divulgação seja possível”, explica.

O foco da conversa agora está na orientação. Os chás que ela mesma preparava, por exemplo, agora Luísa ensina a fazer em casa. Financeiramente, Luísa acredita que está mantendo o mesmo padrão de lucro. Além de conseguir manter os clientes que já tinha, conquistou novos interessados. Apesar de fazer mais atendimentos, está cobrando menos. A grande vantagem é a conquista de um público mais amplo.

“Quando isso acabar, as pessoas vão querer conhecer pessoalmente o espaço. A minha sensação é a de que, no espaço on-line, não consigo repassar tudo que posso oferecer. Então, será bom que venham fisicamente depois.” Luísa tem, ainda, mais planos para expandir o trabalho durante a quarentena. Em breve, dará cursos on-line sobre ervas e autocuidado.

10 dicas para extras para enfrentar a crise de Covid-19

Neste momento, além de buscar estratégias para funcionar mesmo com a pandemia, é importante cortar gastos(foto: Diana Raeder/Esp.CB/D.A Press)
Neste momento, além de buscar estratégias para funcionar mesmo com a pandemia, é importante cortar gastos (foto: Diana Raeder/Esp.CB/D.A Press)
Por Erik Penna, especialista em empreendedorismo, palestrante e autor de seis livros.

Uma crise sem precedentes assola o mundo e, no Brasil, não é diferente. Quarentena, lojas fechadas e comércios parados… Os resultados da economia e das empresas despencam e comprometem o fluxo de caixa de muitas organizações. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), o cenário aponta para crescimento em poucos setores, como higiene, saúde, alimentação e vendas on-line. No entanto, a maioria dos empreendimentos apresenta um resultado pífio e que nunca na história desse país assustou tantos líderes e empresários. O caminho seria então baixar a guarda, jogar a toalha e desistir? Não, jamais! O empreendedor brasileiro é reconhecido pela resiliência e costuma crescer frente às crises e aos diversos desafios. Mas algo precisa ser feito, e rápido, para que a economia e as vendas baixas não decretem a falência das empresas. É hora para replanejar, repensar processos, produtos e maneiras de atuar. A seguir, 10 medidas válidas para o empreendedor que deseja minimizar os impactos da pandemia em seus negócios:
 
1) Atuar on-line
Nunca foi tão imprescindível implantar um sistema de venda on-line, seja com a construção de uma loja virtual ou vendendo produtos em lojas parceiras como os marketplaces (plataforma em que vários fornecedores vendem seus produtos). Se, por acaso, isso não for possível, é fundamental atender o cliente de forma digital, seja pelas redes sociais, seja pelo WhatsApp.
 
2) Comunicar
Apenas implementar o atendimento on-line não adianta. É preciso avisar toda a rede de contatos e impulsionar, multiplicar para que muitos outros clientes possam descobrir o comércio. Afinal, não adianta colocar um outdoor no porão.
 
3) Entregar
Se o cliente não vai até a loja, a loja deve ir até o cliente. Mas não resolve apenas vender, é preciso atender e entregar produtos e serviços com excelência. A experiência na entrega precisa ser positiva, o contato com sua marca precisa ser positivo.
 
4) Encantar
Em momentos de crise, muitas oportunidades surgem e, uma delas, é o cliente que pesquisa e descobre novos fornecedores. Portanto, é preciso não perder a chance de criar uma ótima primeira impressão. Uma das formas de surpreender é personalizar o produto ou a entrega dele. Para se ter uma ideia, um estudo publicado pela Accenture em 2019, o Global Financial Services Consumer Study, mostrou que 75% das pessoas são mais propensas a comprar de empresas que personalizam produtos. A prova disso é que a venda de tênis personalizados representa 25% do total das vendas deste produto e somou US$ 2 bilhões em 2019, segundo dado da Business Wire - Global Athletic Footwear Market. Entregue seu produto com uma mensagem positiva, que pode ser impressa ou até escrita à mão. 
Mais do que vender, agora é hora de SERVIR.
 
5) Cortar custos
Mais do que nunca, é hora de cortar custos e gerar receita. Aliás, custos são como unhas, precisam ser cortados constantemente. O momento é ideal para montar e atualizar a planilha de custos, renegociar com fornecedores, levar em consideração o pacote de benefícios que o governo liberou, como adiamento de impostos, aproveitar a carência dos financiamentos ofertados pelos bancos.
 
6) Replanejar as metas e gerar receita
Nos casos em que o cliente deseja cancelar a compra, como hotéis, passagens aéreas, eventos, festas etc., vale a pena se antecipar e tentar reagendar ao invés de cancelar. Outro caminho poderoso é ofertar o que se tem de melhor por um preço convidativo, por exemplo, uma hospedagem no fim de ano pela metade do preço. Seria algo bom para quem compra, que paga menos, e bom para quem vende, pois ganha fôlego financeiro neste momento tão vital. O empreendedor também pode gerar receita nesta fase, vendendo algum bem, como moto, carro ou imóvel. Assim, poderá sanar o caixa da empresa e gerar tranquilidade pessoal e profissional.

7) Gestão de pessoas
É preciso pensar 1.000 vezes antes de sair correndo para demitir os colaboradores. Isso implicará em ainda mais capital de giro para quitar as demissões. Além disso, os que sempre estiveram ao lado da empresa não podem ser esquecidos. Pode ser uma boa alternativa avaliar a folha de pagamento e negociar com os funcionários, considerando o desempenho de cada um, os resultados que podem trazer e os que concordam em reduzir parte dos salários para continuar no time.
 
8) Motivar a equipe
É hora de fatiar as metas e comemorar até as pequenas conquistas. É hora de o líder inspirar e se engrandecer diante das dificuldades, como disse o escritor canadense Eric Walters: “As crises não mudam as pessoas, apenas as revelam”. É preciso envolver o pessoal, solicitando ideias para os integrantes. Isso também pode render novas práticas, além de motivar. Afinal, participação gera comprometimento e engajamento.
 
9) Aproveitar o tempo
Em tempos difíceis, é comum as pessoas olharem mais o “copo meio vazio” do que o “copo meio cheio” dos acontecimentos, mas é preciso considerar os dois lados da moeda. O copo meio vazio pode ser considerado como os malefícios do vírus, a economia em baixa e a escassez de recursos financeiros. Mas e o copo meio cheio? Agora, existe algo ultraprecioso: o tempo. Tempo para fortalecer laços familiares, ler, treinar... Inclusive, há vários cursos on-line de instituições consagradas e até internacionalmente reconhecidas. Deve-se aproveitar ao máximo o tempo para o aperfeiçoamento. É preciso lembrar que conhecimento é quando se importa informação, enquanto sabedoria é quando se exporta conhecimento. Ou seja: aprende, ensina e aplica.
 
10) Positividade
A contaminação negativa é nociva. É preciso tomar muito cuidado em época de crise, pois o excesso de notícias negativas e fake news tende a contagiar as pessoas e os ambientes de forma negativa. É crucial manter a calma, seguir um passo de cada vez e não confundir situação de vida com a vida, ou seja, mentalizar que trata-se apenas de um trajeto e não do percurso todo. Crie a notícia boa do dia para compartilhar no time. Adote conversas otimista e bem-humoradas para deixar o ambiente mais leve. Por fim, vale recordar os momentos difíceis já superados pela empresa e pelo país. E, a partir daí, tenha a convicção de que, mais uma vez, tudo vai passar e todos sairão ainda mais fortes desta fase tão conturbada.

Vale-bebida para depois da crise

"Nosso interesse é passar por essa pandemia o quanto antes, cuidar e proteger os nossos funcionários e clientes para, depois, pensar em reabrir o bar e considerar a questão financeira" Atiê Araújo, sócio do Eskina Bar (foto: Arquivo Pessoal)

 

Há quem pense que os bares não teriam outra saída senão fechar as portas e esperar a pandemia passar. Essa, porém, não é uma opção para a equipe do Eskina Bar, na 206 Sul, que usou a criatividade para investir na campanha Amigos do Eskina, por meio de vouchers. São vendidos cupons virtuais que poderão ser usados pelo cliente quando a loja reabrir. Os valores variam de R$ 50 a R$ 300, podem ser parcelados e ainda contam com bônus que variam de 30% a 50%.

Por exemplo, se você compra um voucher de R$ 100, terá direito à consumação de R$ 130. O estabelecimento recebe dois públicos alvos: famílias para almoçar e aqueles que preferem a características mais balada do Eskina. Com atrações musicais e jogos de futebol transmitidos ao vivo, o ambiente costumava ficar lotado. Semanalmente, recebia de 800 a mil pessoas. “Suspendemos o funcionamento em 18 de março, inclusive antes do decreto do governador, exatamente pelo fato de ser um ambiente de aglomeração”, conta Atiê Araújo, um dos sócios.

A decisão societária de fechar o bar também considerou os colaboradores. “Nós temos 35 funcionários. Então, temos também uma parcela de responsabilidade em deixar todos os colaboradores protegidos”, explica. Os proprietários decidiram não operar nem mesmo por meio de delivery para garantir a saúde dos funcionários. A ideia do voucher surgiu da necessidade de gerar receita mesmo com a casa fechada. Algumas dívidas continuam ativas, como a folha de pagamentos e os compromissos com os fornecedores e os empregados, que estão todos em férias remuneradas.

“O dinheiro entra para a gente agora, e o cliente consegue consumir quando o bar reabrir”, explica. O bônus é uma motivação para a compra. O empresário conta que o número de aderências surpreendeu logo no primeiro dia da campanha lançada. “Tem sido um sucesso”, revela. Mesmo assim, o plano de marketing precisa continuar atraindo interessados.

Nas redes sociais, além de divulgar a venda dos vouchers, a equipe demonstra apoio às medidas em prol do isolamento social. “Nós abraçamos essas ideias. Nosso interesse é passar por essa pandemia o quanto antes, cuidar e proteger os nossos funcionários e clientes para, depois, pensar em reabrir o bar e considerar a questão financeira”, afirma.

Em busca de soluções possíveis

"Estou escrevendo alguns e-books, que pretendo vender por um preço acessível, e programas de emagrecimento on-line. As pessoas ficam mais engajadas com coisas pequenas" Talyta Machado, nutricionista (foto: Arquivo Pessoal)
 

Em função do novo coronavírus, em caráter excepcional, o Conselho Federal de Nutrição (CFN) passou a permitir a assistência nutricional por meio não presencial até 31 de agosto. A Resolução nº 646, de 18 de março, abriu oportunidade para os profissionais da área continuarem trabalhando virtualmente ou via telefônica, por exemplo. Apesar da liberação, a nutricionista Talyta Machado, 22 anos, encara o período de isolamento como um grande desafio econômico.

Ela alugava dois consultórios, um, no Sudoeste, outro, em Águas Claras. Ela é autônoma e toda a renda depende de atendimento a pacientes. Assim que publicada a resolução do CFN, a nutricionista começou a montar uma nova estratégia para atrair pacientes. O primeiro passo foi adaptar o questionário que pede dos clientes, solicitando mais informações. Em seguida, promoveu a novidade nas redes sociais: atendimento por videochamada.

 Entretanto, o resultado não foi o mais positivo. Alguns pacientes antigos continuaram com o acompanhamento on-line, mas foram poucos os novos interessados. Para a nutricionista, a contaminação em massa do Covid-19 acarretou em uma queda de interesse nos serviços relacionados à nutrição. “Não é pela questão de ser on-line, mas, sim, pela pandemia. As pessoas estão com outras preocupações”, supõe. 

 Para superar a crise, Talyta busca soluções dentro da profissão. “Estou escrevendo alguns e-books, que pretendo vender por um preço acessível, e programas de emagrecimento on-line. As pessoas ficam mais engajadas com coisas pequenas”, revela. O intuito é trabalhar cuidados com a alimentação durante a quarentena e também após, abordando a recuperação, uma vez que as pessoas ficam ansiosas com o isolamento e tendem a não se alimentar bem.

Um olhar mais profundo

"O meu estalo foi perceber que eu precisava me reinventar" Naomi Teixeira, fotógrafa (foto: Arquivo Pessoal)
 

A renda principal de Naomi Teixeira, 26 anos, vem da fotografia. Veterana do Centro Universitário Iesb, a artista vinha se especializando em registrar eventos familiares, em especial, festas de aniversário. “Antes da quarentena, os trabalhos estavam bem movimentados. Eu estava conseguindo pagar o aluguel e as contas”, relembra. 

Ao receber a notícia da suspensão de eventos, Naomi afirma que manteve a calma e procurou estabelecer a saúde emocional antes de tomar decisões. “O meu estalo foi perceber que eu precisava me reinventar”, conta. “Além do produto final, entendi que a fotografia é sobre o olhar, sobre a minha visão de mundo. Então, fui por esse caminho”, completa.

Assim, nasceu a ideia de produzir oficinas de fotografia com uma proposta mais poética da prática.  Naomi ainda está na fase de desenvolvimento do projeto, analisando qual será a melhor abordagem, a plataforma ideal e a estratégia de marketing adequada. “Como é algo de início e estamos todos neste barco, buscando um lugar de reinvenção, quero que seja algo acessível”, explica.

Para a fotógrafa, o período de isolamento pode ser visto como uma oportunidade de reflexão. “Sabemos que o modelo econômico não estava funcionando muito bem. Então, não queremos que volte tudo ao normal. Queremos melhorar e devemos buscar novas ferramenta para isso”, afirma. Até o momento, Naomi ainda trabalha em casa, finalizando trabalhos que estão no prazo de entrega, e continua recebendo demandas para fotografar produtos de outras marcas que estão migrando para e-commerce.

QUER AJUDA? 

CFA oferece consultoria gratuita

Iniciativa do Conselho Federal de Adminsitração (CFA) visa conectar pequenos empreendedores com profissionais de administração. O objetivo é oferecer consultorias gratuitas para quem precisa. Sem poder exercer suas atividades laborais plenamente, muitos profissionais e comerciantes amargam prejuízos econômicos. O governo federal liberou ajuda financeira para os grupos mais prejudicados com a quarentena. Contudo, para manter a saúde do negócio é preciso mais do que dinheiro: é necessário investir em gestão profissional. Por isso, o CFA acaba de lançar a campanha "Administrador e Empreendedor: unidos no fortalecimento dos negócios". A proposta da ação é oferecer consultorias gratuitas em finanças, orçamento, logística, recursos humanos, marketing, tecnologia da informação e outras áreas da administração para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPP). Para ser um consultor solidário, é preciso ser profissional de administração registrado em CRA e preencher um cadastro no site. Os MEIs, MEs e EPP que querem a consultoria também precisam se cadastrar no site
 
 
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

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