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Correio Braziliense

Tecnologia torna o aprendizado mais agradável, dinâmico e eficiente

A tecnologia tem se mostrado uma ferramenta extremamente útil e influenciado a forma como as pessoas se relacionam, trabalham e, principalmente, estudam


postado em 12/01/2020 08:13 / atualizado em 13/01/2020 10:37

Isadora: ''A tecnologia muda o nosso jeito de pensar''(foto: Arquivo pessoal)
Isadora: ''A tecnologia muda o nosso jeito de pensar'' (foto: Arquivo pessoal)
A tecnologia veio para ficar e, desde o seu advento, ela tem se mostrado uma ferramenta extremamente útil para diferentes finalidades. Tratada muitas vezes como uma extensão do ser humano, tem influenciado a forma como as pessoas se relacionam, trabalham e, principalmente, estudam. Não à toa que, atualmente, as escolas têm alterado os métodos de ensino para incorporar os recursos digitais no seu cotidiano e fazer com que o processo de aprendizagem se torne mais agradável, dinâmico e eficiente.

“A tecnologia é um caminho sem volta na educação e uma alavanca importante para que nós consigamos avançar rapidamente na qualidade e na equidade do ensino, pois, com ela, podemos dar vários passos ao mesmo tempo ou até pular algumas etapas de desenvolvimento. Ainda estamos em uma fase inicial dessa transformação, mas não há dúvidas de que a tecnologia tem um grande potencial para contribuir com a educação brasileira”, analisa a diretora-presidente do Centro de Inovação para Educação Brasileira (Cieb), Lúcia Dellagnelo.

Dellagnelo comenta que a tecnologia auxilia na maneira como os professores explicam e apresentam o conteúdo para os alunos, pois permite que os educadores utilizem vídeos e outros materiais interativos que façam o estudante entender melhor as matérias. Outra vantagem é a possibilidade de o professor customizar as atividades aluno por aluno, a depender do grau de aprendizado de cada um.

Feedback

“Hoje, diante de tantos aparatos tecnológicos, o professor consegue reunir muitos dados e informações sobre o desempenho dos seus alunos. Assim, ele pode dar um feedback mais rico e personalizar instruções que atendam às diferentes necessidades dos estudantes, para que eles consigam avançar cada vez mais na construção dos seus conhecimentos”, detalha Dellagnelo.

Para garantir isso, será necessário que as escolas cumpram com alguns objetivos (veja Quadro). Segundo a especialista, é imprescindível que as instituições busquem métodos para que os educadores estejam sempre atualizados às novas ferramentas. “A tecnologia na educação não vai substituir o professor, mas, sim, valorizar o trabalho dele, ajudando a fazer a tarefa primordial de criar experiências de aprendizagem que realmente sejam significativas”, afirma.

Em Brasília, algumas instituições de ensino já perceberam a necessidade de se adaptar às novas demandas do século XXI. No Leonardo da Vinci, a presença de tablets e celulares dentro de sala de aula se tornou quase inevitável, e esses aparelhos têm otimizado a relação entre alunos e professores. “A grande vantagem é que a tecnologia permite a personalização do ensino. Com essas ferramentas, os professores podem, por exemplo, fazer um quiz ao fim de cada aula, com perguntas rápidas, e ter ideia de qual foi o grau de absorção dos estudantes naquele dia. Assim, poupamos tempo e conseguimos corrigir eventuais falhas com o processo educacional ainda em andamento, e não deixarmos para fazer algo somente no fim dele”, destaca o professor de física Lucihel Costa.

Nos últimos anos, o colégio investiu na capacitação dos professores e demais integrantes da equipe pedagógica. Cada profissional participou de cursos de formação para aprender a manusear ferramentas digitais voltadas ao ensino. “Para nós, está sendo um aprendizado e uma troca. Estamos caminhando devagar, mas dando passos bem pensados para não queimar o cartucho e desperdiçar uma ferramenta tão poderosa”, garante Costa.

Protagonismo

Gestora de Tecnologias da Secretaria de Educação de São Paulo, Debora Garofalo, destaca que a tecnologia funciona como propulsora da aprendizagem ao proporcionar aos alunos uma vasta coletânea de materiais para estudo. “Antes, era necessário ir até uma biblioteca para pesquisar algum assunto. Hoje, não é necessário nem sair de casa. Qualquer estudante pode se tornar um autodidata, desde que encontre a melhor maneira de utilizar a tecnologia para benefício próprio”, diz.

O professor, por sua vez, não perderá a importância. Entretanto, ele precisará se inovar para lidar com os estudantes. “Dentro da sala, o professor sempre vai liderar as aulas, contudo, graças à tecnologia, é possível fazer com que os estudantes se tornem os protagonistas da construção de conhecimento. Caberá aos educadores atuarem como mediadores e ajudarem os alunos a potencializar o aparelho tecnológico como fonte de aprendizado”, analisa Garofalo.

Prestes a iniciar o 6º ano do ensino fundamental, Isadora Abreu, 11 anos, sabe do poder que tem em mãos. Durante as classes, ela usa celulares ou tablets para cumprir as atividades propostas pelos professores e, em casa, aproveita os recursos dos aparelhos para aprimorar seus conhecimentos. 

“A tecnologia nos dá novas oportunidades para poder aprender e mudar o nosso jeito de pensar. Em sala, por exemplo, não estudamos apenas o que está no livro. Podemos usar jogos educativos também. Isso facilita bastante, desde que seja usado com moderação e do jeito certo”, garante a menina. 

Desafios

Veja como o Brasil pode avançar na implementação de tecnologias na educação

» Planejar e executar ações do ponto de vista de currículo e de práticas pedagógicas. Não adianta adotar tecnologias se a escola mantiver a mesma linha pedagógica tradicional que usava antes.

» Desenvolver competências digitais nos professores e nos gestores escolares para que eles saibam incorporar a tecnologia no seu trabalho. Isso tem de ser feito tanto na formação inicial de pedagogos quanto em formações continuadas. O professor precisa estar sempre atualizado sobre quais tecnologias ele tem à disposição para melhorar a eficácia do processo de ensino-aprendizagem.

» Proporcionar conjuntos de materiais digitais de qualidade. Assim como o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PLND) incentiva a criação de livros e materiais didáticos de qualidade, é necessário um programa de estímulo ao desenvolvimento de recursos educacionais digitais, que realmente ofereçam a professores e alunos uma nova oportunidade de aprendizagem.

» Melhorar a infraestrutura dentro das escolas. O Brasil precisa avançar na conectividade de internet banda larga nas salas de aula, para que os professores possam usufruir da tecnologia sem nenhuma restrição ou limitação.

Fonte: Centro de Inovação para Educação Brasileira.

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