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Correio Braziliense

Green Nation é o espaço mais procurado da Vila Cidadã; entenda o motivo

O espaço propõe o diálogo sobre assuntos relacionados ao meio ambiente por meio de experiências interativas


postado em 19/03/2018 08:00 / atualizado em 18/03/2018 22:13

(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

 
Filas se formaram em frente ao espaço Green Nation durante os dois dias de estreia da Vila Cidadã. O público era variado. Crianças e adultos queriam imergir nas experiências interativas propostas pelo projeto carioca, que está funcionando pela primeira vez fora do Rio de Janeiro. O Correio percorreu os 2.700 m² do espaço e passou por todas as instalações para entender o motivo da atração ter se tornado a mais procurada.
 
“É um espaço que propõe sensações, e acredito que quando sentimos e passamos por uma experiência dessas, nunca conseguimos esquecê-la”, afirmou a atriz Mariana Ximenes, embaixadora do espaço, sobre a razão de tantos visitantes. São nove instalações: Estação Antártica, Submarino, Nave, Asa Delta, Florestas do Mar, Falta Água!, Plante Água, PET Vira PET e Sabores e Sentidos. Para percorrer toda a área, é necessário reservar pelo menos uma hora. Além disso, são realizadas no Green Nation oficinas de cocriação, Festival Multimídia, Mostra de Cinema, oficinas maker, oficinas de design thinking para crianças e contação de histórias.

No ar


O passeio começa pelo Asa Delta. O visitante é alçado a menos de um metro de altura por uma estrutura de asa delta de cinco metros de comprimento. Após colocar os cintos, óculos de realidade virtual e fone de ouvido, os instrutores ligam um ventilador embaixo do usuário e dão início à atividade.
 
A partir daí, ele é transportado virtualmente para a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, e salta, seguindo voo por diversos locais do país onde a água é protagonista, como Foz do Iguaçu, no Paraná; Bonito e a Usina de Ilha Solteira CTG Brasil, no Mato Grosso do Sul. A atividade dura cerca de cinco minutos. “Foi um sonho, eu me senti um passarinho”, contou, eufórica, Gabriela Santos, 8 anos, logo após sair da atração. 
 
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 

Frio 


Um dos espaços mais procurados é o Estação Antártica. Logo na entrada, os visitantes passam por um corredor com estrutura que imita gelo. Por baixo, uma luz negra faz com que as fotos tiradas no local ganhem uma tonalidade azulada, como se as pessoas estivessem realmente a ponto de congelar. Aparelhos de ar-condicionado deixam o ambiente gelado. A temperatura é muito acima dos -30°C e -65°C da região central do continente gelado, mas faz pessoas como o pequeno Sílvio Diniz, 6, entrarem na instalação com toucas e casacos. “É o que ele está mais ansioso para conhecer”, adiantou a mãe, Márcia, na fila para a atração.
 
Após passar pela entrada de gelo, os visitantes dão de cara com uma réplica da Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira no continente gelado, localizada na ilha do Rei George, a 130km da Península Antártica, na baía do Almirantado. São duas estruturas: uma que imita o laboratório e outra, o dormitório dos cientistas. Sobre as mesas, têm até as mesmas comidas que são consumidas na região. 
 
Para criar o espaço mais realista possível, o geógrafo e produtor de cinema Marcos Didonet, fundador do Green Nation, fez uma parceria com pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). “Eles viajam sempre para a região. Com isso, nos indicam tudo que existe lá, desde termos de pesquisa até o equipamento a ser usado. A partir disso, criamos o ambiente”, explica. Ainda há no espaço três manequins bem agasalhados e uma mota de neve (snowmobile), onde os visitantes podem tirar foto. 
 
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 

Águas salgadas


No Florestas do Mar, o visitante coloca um óculos de mergulho e entra em um ambiente que imita o fundo do oceano. Lá, além de ter contato com fantoches das espécies marinhas, é possível ver o impacto que o lixo jogado em praias e ruas causa à vida marinha. Um ponto positivo de todo Green Nation é que os orientadores que contam a história dos espaços são atores, ou seja, encenam o que é contado.
 
Na instalação Submarino, a lição é parecida com a do Florestas do Mar, só que a partir de ponto de vista de tripulantes de veículos subaquáticos. Os visitantes entram em uma estrutura que imita um submarino: pequeno, fechado e, às vezes, dando a impressão de que realmente está se movendo. Sentam em uma cadeira e imergem em um ambiente multimídia, que os leva para o fundo do mar, tendo contato com a fauna e flora marinhas e entendendo os impactos da pesca predatória.
 
Após sair de lá, o visitante dá de cara com o PET vira PET, uma máquina de reciclagem que ensina, de um modo dinâmico, os caminhos da reciclagem.
 
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 

 

Seca


A instalação Falta Água! convida o brasiliense que convive com o racionamento a imaginar toda a sua vida sem o recurso hídrico. Por meio de um jogo, os visitantes são provocados a passar por desafios de uma vida na seca, com o objetivo de rever hábitos em relação à água que chega às torneiras. “É incrível. Vemos várias crianças que saem do Green Nation querendo correr para casa e colocar em prática tudo que aprenderam”, comenta Marcos Didonet.
 
E, depois de imaginar como seria a vida sem água, os usuários são convidados a participar do Plante Água, onde podem escolher entre 15 espécies de árvores que serão plantadas na região de Olhos D’água, em Goiás, um dos berços de água do cerrado. Nesse momento, o visitante se torna padrinho ou madrinha da muda, e pode acompanhar o legado dela nas redes sociais do Green Nation. 

Participe

Green Nation
Onde: Vila Cidadã, estacionamento do Mané Garrincha
Quando: até sexta-feira, das 9h às 17h
Entrada: gratuita (é preciso se inscrever no site oficial: www.worldwaterforum8.org)

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