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Correio Braziliense

Empresários se comprometem a seguir série de metas para melhorar a gestão da água

Representantes de 18 grandes empresas vão apresentar projetos para proteção de mananciais e bacias


postado em 20/03/2018 06:00

Henrique Braun, CEO da Coca-Cola Brasil, anunciou que a empresa abrirá as fontes de água para a população vizinha às fábricas(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press )
Henrique Braun, CEO da Coca-Cola Brasil, anunciou que a empresa abrirá as fontes de água para a população vizinha às fábricas (foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press )

Além da troca de experiências e dos debates sobre a disponibilidade de recursos hídricos no Brasil e no mundo, o primeiro dia do 8º Fórum Mundial da Água, ontem, rendeu iniciativas concretas para melhorar a gestão da água e resolver, pelo menos em parte, os problemas apresentados. Para além das palavras, representantes de 18 empresas de grande porte, como a Coca-Cola e a Ambev, assinaram uma carta se comprometendo a seguir uma série de metas para promover a eficiência hídrica nas indústrias e combater o desperdício.

A elaboração do documento foi coordenada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Nas palavras da presidente do grupo, Marina Grossi, a carta é “uma mensagem simples dos passos que as empresas podem tomar” em direção à gestão mais sustentável dos recursos. Um dos seis compromissos elencados é o incentivo a novos projetos em prol da água. As 18 signatárias se comprometeram a apresentar pelo menos um por ano, de preferência relacionado à proteção de mananciais e bacias.

A ideia é que as metas sejam alcançadas de forma cooperativa, com “governo regulamentando, garantindo um ambiente regulatório adequado, e sociedade contribuindo”, disse Marina. Nesse trabalho conjunto, o papel das empresas é “liderar e inspirar” outras a fazerem o mesmo, mas caberá aos cidadãos realmente concretizarem a mudança, pontuou Tony Milikin, responsável pelo departamento de sustentabilidade da Ambev. “As empresas podem levar outras a fazerem o mesmo, mas são as pessoas que vão fazer isso acontecer. Elas estão dispostas a pagar mais por produtos sustentáveis. Os millenniums já investem em companhias mais ‘verdes’”, frisou.

As empresas também garantiram que vão ampliar a inclusão do tema nas estratégias de negócios e promover o engajamento da cadeia produtiva. Henrique Braun, CEO da Coca-Cola Brasil, ressaltou a importância da transparência na divulgação das etapas, tanto para gerar exemplos quanto para possibilitar que as empresas sejam avaliadas pelos resultados. Braun listou os três passos que devem continuar sendo seguidos pela Coca-Cola: melhorar a eficiência da gestão hídrica, ampliar a disponibilidade do recurso e aumentar o acesso à água. “Vamos ser muito conscientes com a água que usamos.” 

Para conquistar o terceiro objetivo, Braun anunciou que a Coca-Cola abrirá as fontes de água Crystal para a população, “para as comunidades vizinhas às nossas fábricas”. Segundo o executivo, a medida possibilitará que 50 mil pessoas de 100 comunidades tenham acesso à água tratada. Um passo na direção de levar o benefício aos 35 milhões de brasileiros que ainda não têm, conforme destacou. Braun ressaltou como exemplo positivo o fato de a empresa ter conseguido se tornar neutra em consumo de água há sete anos. Significa que a Coca-Cola retorna para o meio ambiente cada gota usada para fazer os produtos.

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