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Correio Braziliense

Criançada do DF também teve educação e diversão no Fórum Mundial da Água

Fórum Mundial, que terminou ontem, reservou espaços para a garotada. Locais mais procurados foram a Estação Antártica e a Asa Delta


postado em 24/03/2018 08:00

Mais de 48 mil meninos e meninas aproveitaram as atividades da Green Nation: hora de aprender um pouco mais sobre a água e o meio ambiente (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press )
Mais de 48 mil meninos e meninas aproveitaram as atividades da Green Nation: hora de aprender um pouco mais sobre a água e o meio ambiente (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press )


As milhares de crianças que visitaram a Vila Cidadã, braço informal do Fórum Mundial da Água, ficaram encantadas com as atividades do evento. Mais de 48 mil meninos e meninas visitaram o complexo do Green Nation — que ficava dentro da Vila e contou com brinquedos de realidade virtual, cinema, contação de histórias e uma ilha de cores e sabores. No total, mais de 100 mil pessoas compareceram à Vila nos sete dias de evento.

Criado pelo geógrafo e produtor de cinema Marcos Didonet, o Green Nation é um evento bienal, que até então sempre era realizado no Rio de Janeiro. A primeira experiência fora da capital fluminense contou com novidades e espaços desenhados ou reinventados para Brasília. O objetivo era simples: trazer consciência ambiental e cidadania por meio de experiências sensoriais.

O projeto ocupou 2.700m² do espaço gratuito do 8º Fórum Mundial da Água, com nove instalações: Estação Antártica, Submarino, Nave, Asa Delta, Florestas do Mar, Falta Água!, Plante Água, PET Vira PET e Sabores e Sentidos. Além disso, foram realizadas no Green Nation oficinas de cocriação, Festival Multimídia, Mostra de Cinema, oficinas maker, oficinas de design thinking para crianças e contação de histórias.

Segundo os organizadores, a Asa Delta e a Estação Antártica foram as atividades que mais atraíram visitantes. Na primeira, o usuário era alçado em uma estrutura de asa-delta de cinco metros. Após colocar cinto, óculos de realidade virtual e fone de ouvido, os instrutores ligavam um ventilador embaixo do usuário e davam início ao voo, que começava após um salto da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro. A viagem seguia por diversos locais do país onde a água é protagonista, como Foz do Iguaçu, no Paraná; e Bonito e a Usina de Ilha Solteira CTG Brasil, no Mato Grosso do Sul. No espaço Antártica, que imitava a Estação Comandante Ferraz, o visitante entrava em um local congelado, no qual um forte ar-condicionado deixava as temperaturas extremamente frias. No ambiente, duas estruturas imitavam o laboratório e o dormitório dos cientistas.


De olhos vendados, os participantes tentavam adivinhar o sabor e as cores dos sucos (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )
De olhos vendados, os participantes tentavam adivinhar o sabor e as cores dos sucos (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )

 

Ensinamentos

A estudante Alice Magalhães, de 8 anos, visitou em três ocasiões a Vila Cidadã. “Na primeira, fui com a escola. Depois, meus pais me levaram. Achei um monte de coisa divertida. Tinha contação de história, me explicaram como é a reciclagem da garrafa pet... Adorei! Lá também tinha um evento com comidas, o Chefs nos Eixos. Muitos amigos da escola disseram que voltaram depois. Além de brincar, aprendi algumas coisas, como reutilizar água. Precisamos economizar para não faltar”, ensinou.

A dona de casa Simone Keiko, 43, levou os filhos Lucas, 9, e Luana, 6, e a sobrinha, Lara, 8. “A Lara estuda na rede pública e os meninos, em escola particular. A escola dela fez o passeio, mas a deles, não. Como Lara disse que foi divertido, trouxe todos. Gostaram muito da parte de sensações, de adivinhar o sabor das coisas, de olhos vendados, com cheiro e gosto, para descobrir as frutas do suco. Teve a Estação da Antártica, que foi um sucesso. As crianças são bastante conscientes”, completou.

Além da Green Nation, a Vila Cidadã teve outros espaços, como o Cubo da Matéria, produzido pelo Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro; um cinema, com filmes temáticos sobre a água; e três áreas de debate, onde ocorreram rodas de conversa e seminários. Além disso, estandes de países foram montados e abertos ao público durante o Fórum.

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