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Correio Braziliense

Checamos o discurso de posse do governador do DF Ibaneis Rocha

O emedebista assumiu, nesta terça-feira (1º/1), o governo do Distrito Federal. Confira a checagem das declarações de Ibaneis

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postado em 01/01/2019 19:26 / atualizado em 04/01/2019 16:58

(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
 
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), fez nesta terça-feira (1º/1) dois discursos ao longo das cerimônias de posse. No primeiro, realizado na Câmara Legislativa, o advogado comentou os desafios de reconstruir Brasília, principalmente nas áreas de educação, saúde e segurança. Também ressaltou o apoio de que precisará dos deputados distritais para a transformação da cidade.

O segundo discurso, na Praça do Buriti, logo após a posse do secretariado, durou menos de 20 minutos. Nesse caso, o Holofote verificou algumas informações abordadas por Ibaneis Rocha. Confira:
 

"Terminado o meu mandato na Ordem (dos Advogados do Brasil), fui, talvez, um dos presidentes mais aprovados. Não só pela OAB, mas pela sociedade"



Em tom emotivo, Ibaneis mencionou a trajetória política, começando pela atuação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entidade em que presidiu entre 2013 e 2015. A frase, no entanto, é subjetiva. O uso do advérbio "talvez" por Ibaneis é um indicativo de que não há como comprovar tal afirmação.
 

"Nós não conseguimos mais conviver com mais de 300 mil desempregados sem que nenhuma ação emergencial seja feita para voltar a dar emprego à nossa população"


A última Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED), de novembro de 2018, estima 310 mil desempregados no DF, um aumento de 10 mil em relação ao mesmo mês de 2017. 

boletim mensal é realizado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal, pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Fundação Seade.
 

"É isso que nós estamos recebendo de volta. É o sofrimento de uma população que está desamparada. Está desamparada em todas as áreas. Na saúde, na educação, onde os níveis educacionais caíram. E o Ideb tá aí" 


A frase "os níveis educacionais caíram" é bastante genérica, pois há números que melhoraram e outros que pioraram nos últimos quatro anos. Dados do Censo Escolar, por exemplo, mostram que, nas creches públicas e conveniadas, a quantidade de crianças de até 3 anos matriculadas foi de 9.709, em 2015, e saltou para 15.287 em 2018. Na pré-escola (entre 4 e 5 anos), em 2015, eram 37.396 crianças e, em 2018, o número foi para 47.203 alunos.
 
Quanto ao rendimento citado pelo governador, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) mostra que as notas, na maioria, melhoraram, mas, realmente, não atingiram a meta estabelecida. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostrou que, no ensino médio e nos anos finais do ensino fundamental, o Distrito Federal não alcançou o resultado esperado. A meta só foi obtida nos anos iniciais do ensino fundamental.

"Eu poderia ter tirado férias do dia 29 para cá. Mas eu fui rodar dentro de Caixa Econômica, no Ministério das Cidades, que, só (para) casas, foi assinado um contrato nesta semana para 12,4 mil casas"

 

Em 21 de novembro de 2018, Ibaneis Rocha esteve na Caixa Econômica Federal e garantiu a assinatura de contrato para a construção de 12 mil moradias populares no Itapoã Parque. A executora do projeto, a empreiteira JC Gontijo, iniciará as obras no primeiro semestre deste ano. Além disso, o governador do DF busca financiamento para a construção de outras 28 mil moradias.

"O pior erro é a covardia. E já dizia Rui Barbosa: 'A advocacia não é profissão para covardes'. E governar também não foi feito para covardes"

O diplomata, jurista, político, escritor e orador Rui Barbosa (1849-1923) proferiu diversas frases sobre direito, justiça e direitos humanos, mas a mencionada por Ibaneis Rocha é atribuída a Heráclito Fontoura Sobral Pinto (1893-1991). O advogado mineiro defendia os direitos humanos, com atuação marcante durante o Estado Novo e a ditadura militar pós-golpe de 1964

 

 

 


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