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Correio Braziliense

Artigo: Todos têm o seu papel

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postado em 07/01/2019 12:30 / atualizado em 07/01/2019 12:36

“A presença da mídia nos importa e nos conforta. Mais do que reproduzir notícia, ela nos avisa, nos cobra quando é necessário e sempre ajuda a dar transparência a nossas atividades.” Em uma época de tantas notícias falsas, desinformações e destrato do profissional que trabalha com o jornalismo, a frase é acalentadora. Ainda mais vindo de um integrante do novo governo, acusado de bater, sempre que pode, nos jornais. Outro: proferida pelo ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva. É preciso liberdade para criticar as falhas e também para apontar os acertos. Assim, que a declaração do ministro não seja da boca para fora.

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”, diz a conhecida máxima proferida pelo escritor George Orwell. Aqueles que prezam pela democracia e conseguem transformar uma crítica construtiva em crescimento sabem da verdade contida na frase. E que ela não é uma desfeita à publicidade, mas uma indicação da dificuldade em se fazer um jornalismo ético e respeitoso. Se um jornalista erra, deve ter a autocrítica para admitir e o dever de responder por isso. Se há uma denúncia embasada sendo apresentada, a autoridade ou qualquer pessoa envolvida no assunto deve responder a isso de forma responsável e séria.

A construção desse tipo de dinâmica é diária e deve ser feita com o apoio da sociedade. Com poucos dias de ação do Holofote, o núcleo de checagem de fatos do Correio Braziliense, isso ficou claro. O público começou a participar e acessar as redes sociais do projeto porque precisa do serviço — aliás, um dos fundamentos do jornalismo. O trabalho é lento, suado e, muitas vezes, com resultado difícil de ser enxergado. A (re)construção de uma sociedade democrática e ética, definitivamente, não se faz da noite para o dia. E todos têm seu papel.

A função do jornalismo foi descrita de forma milimétrica pelo general Azevedo e Silva: noticiar, mas principalmente avisar o que há de errado, cobrar a população e as autoridades por ações construtivas e ajudar na transparência do país. Que os pares do ministro, no Executivo, Legislativo e Judiciário, tenham essa consciência na hora de responder a denúncias e questionamentos, porque essas denúncias e questionamentos não são dos jornalistas, mas da própria sociedade.

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