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Correio Braziliense

Decreto presidencial sobre convocação militar no Brasil é falso

Documento que circula nas redes sociais dizendo que brasileiros deverão participar de um treinamento para "conflito armado com a República Bolivariana da Venezuela" é fake

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postado em 26/02/2019 15:23 / atualizado em 26/02/2019 20:06

(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Os conflitos políticos da Venezuela e o carnaval do Brasil se misturaram em um boato divulgado nas redes sociais nesta semana e impulsionado nesta terla-feira (26/2). Um falso Decreto Presidencial foi criado e compartilhado em aplicativos de mensagens informando que brasileiros "de 18 (dezoito) a 60 (sessenta) anos de idade" estariam sendo convocados para um treinamento militar, "considerando a iminência de conflito armado com a República Bolivariana da Venezuela". 

Curiosamente, a data de convocação divulgada no suposto decreto era entre os dias 1ºe 6 de março, período das festividades do carnaval. Em algumas mensagens, o tom de brincadeira é óbvio: "Avisem suas esposas ou namoradas." Em outras, o PDF do documento é divulgado separadamente, dando a entender que há uma convocação militar.
 
(foto: Reprodução internet)
(foto: Reprodução internet)
 
 
Porém, a assessoria da Presidência da República confirmou que tudo não passa de boato: "Não existe informação oficial sobre esse assunto." O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno Ribeiro, também havia descartado o uso da força em ações brasileiras na Venezuela, em entrevista coletiva à imprensa nacional na última sexta-feira (22/2). "Temos que aguardar o desenvolvimento dos eventos. O que já está estabelecido é que o Brasil não vai fazer nenhuma ação agressiva", reforçou.
 
(foto: Reprodução internet)
(foto: Reprodução internet)

 
O documento falso que vem sendo compartilhado forja que o decreto teria sido assinado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro; pelo comandante da Marinha do Brasil, Ilques Barbosa; pelo comandante do Exército Brasileiro, Edson Leal Pujol; e pelo comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Antônio Carlos Moretti. O Exército foi procurado e explicou que é a resposta da Presidência vale pela da corporação, deixando claro que uma possível convocação só seria decretada pelo Palácio do Planalto, como não foi o caso.

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