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Correio Braziliense

O que Naldecon e Decongex têm em comum? São 'vítimas' de fake news

Mensagem falsa voltou a circular no WhatsApp e alerta para a suspensão de 22 medicamentos com o princípio ativo fenilpropanolamina

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postado em 26/08/2019 17:01 / atualizado em 26/08/2019 17:01

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
 
"Medicamento proibido
URGENTE - RISCO DE MORTE"

O aviso, escrito em letras garrafais e cercado de terrorismo, voltou a circular nas redes sociais, principalmente em grupos de WhatsApp. A desinformação "assinada" por um médico do trabalho tenta alertar sobre os supostos riscos dos remédios com o "princípio ativo denominado fenilpropanolamina". E traz uma lista com 22 medicamentos que teriam sido suspensos por determinação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Veja:


A história, no entanto, não passa de boato. A notícia falsa circula pelo menos desde o ano passado. O próprio Ministério da Saúde, na seção do site oficial Saúde sem fake news, desmentiu a desinformação em 25 de setembro de 2018:

"Uma corrente nas redes sociais sobre a fenilpropanolamina voltou a circular em aplicativos de troca de mensagens como o Whatsapp. O texto traz a informação de que a substância chamada fenilpropanolamina, suspensa pela Anvisa em 2000, por meio da Resolução RDC 96/2000, ainda está presente em 22 medicamentos.

A mensagem chega a orientar as pessoas a suspenderem o uso dos produtos, em sua maioria destinados ao tratamento dos sintomas da gripe. No entanto, tudo não passa de um boato. Há 17 anos a fenilpropanolamina não existe mais no mercado nacional."

De fato, a Resolução RDC nº 96/2000 existe e suspendeu a fabricação e distribuição de medicamentos que contenham a fenilpropanolamina, mas não há mais nenhum remédio no mercado brasileiro com esse tipo de substância.

Confira a nota completa do Ministério da Saúde aqui

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