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Correio Braziliense

Negando passado BolsoDoria, governador de SP quase gabarita entrevista

De quatro verificações feitas a partir de declarações à Central GloboNews, João Doria acertou duas 'Na mosca' e duas 'Quase lá'

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postado em 04/10/2019 17:26 / atualizado em 04/10/2019 17:34

(foto: Reprodução Central GloboNews)
(foto: Reprodução Central GloboNews)
A Central Globo News de quarta-feira (2/10) recebeu o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Em 1h18 de entrevista, o político comentou a necessidade de reforma da Previdência, a melhoria na segurança pública do estado de São Paulo, a relação estremecida com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e a possibilidade de ser candidato à Presidência em 2022.

Confira a checagem do Holofote:


"São Paulo fez a sua reforma da Previdência com o governador Geraldo Alckmin em 2003, e a aprovação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo"

NA MOSCA
NA MOSCA


Informação precisa. São Paulo, de fato, fez uma reforma da Previdência em 2003. O texto passou pela Assembleia Legislativa do estado como Projeto de Lei Complementar Nº 009/2003 e foi sancionado pelo então governador Geraldo Alckmin, em 20 de maio.

Alckmin assumiu o governo de São Paulo, como titular, pela primeira vez, em 6 de março de 2001, em decorrência da morte de Mário Covas. Foi reeleito para o cargo em 2002, permanecendo até março de 2006. O político seria eleito mais uma vez em 2010, ficando no cargo até abril de 2018

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"São Paulo tem uma economia maior do que da Argentina, do Peru, da Colômbia, do Chile. É uma economia robusta, abaixo apenas do México e do próprio Brasil"

QUASE LÁ
QUASE LÁ


O governador de São Paulo por pouco não acertou a informação completa. Diferentemente do que ele disse, São Paulo não tem economia maior do que a da Argentina. De acordo com a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo), o PIB daquele estado foi de R$ 2,09 trilhões em 2017.

Na cotação atual, o valor seria equivalente a US$ 511,673 bilhões, o que colocaria São Paulo em quarto lugar no ranking das maiores economias da América Latina e do Caribe no mesmo ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), atrás de Brasil (US$ 2,053 trilhões) e México (US$ 1,158 trilhão), como afirmou corretamente o tucano, mas também da Argentina (US$ 642,928 bilhões).
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"Nós hoje temos 27 líderes do PCC em prisões federais"

NA MOSCA
NA MOSCA


O dado apresentado pelo governador de São Paulo foi explorado em campanha publicitária do governo daquele estado, vinculada no fim de agosto deste ano. Na peça, Dória explora a informação de 27 integrantes do PCC transferidos como se fosse de produtividade da própria gestão. Veja frase do secretário da Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo de Pires Campos, na campanha: 

"Desde o dia 13 de janeiro o governo do estado, com 42 dias de gestão, começou a transferir os presos para o sistema federal. Primeiro, foram 22 (presos transferidos, entre eles, Marcola). Depois, foram mais três. E, há poucos dias, foram mais dois. Foram 27 presos transferidos."

De fato, em fevereiro, apenas de uma vez, foram transferidos 22 integrantes do grupo criminoso. 

O Holofote ainda consultou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que respondeu: "Por questões de segurança não informamos detalhes sobre os presos no Sistema Penitenciário Federal."

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"São Paulo tem 6,29 homicídios para 100 mil habitantes. Há outros estados, sem nominar, para não estigmatizar, com 35, 36, 39 mortes para 100 mil habitantes"

QUASE LÁ
QUASE LÁ

 
Detalhes impedem que o governador João Doria receba a etiqueta 'Na mosca' nessa verificação. A taxa de homicídios apresentada por ele é do próprio governo do estado de São Paulo. E, mesmo assim, tem uma levíssima imprecisão. Segundo os dados oficiais, o índice é de 6,25, e não de 6,29 assassinatos por 100 mil habitantes, como informou Dória. É o número mais baixo registrado historicamente por São Paulo.

As informações mais recentes do Atlas da Violência, no entanto, são de 2017. Nesse levantamento, o estado de São Paulo tem taxa de 10,27 homicídios por 100 mil habitantes.

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